Eu, você e cada um da nossa comunidade do Diabetes: 'Nós importamos. Nós agimos'.

Como eu contei aqui há alguns meses, estou participando de um grupo de pesquisa da T1 International, ONG que atua em defesa dos direitos das pessoas com diabetes.



O objetivo da pesquisa é avaliar e entender qual o impacto do alto custo do tratamento para o diabetes. 
Esse é o décimo ano em que a pesquisa é realizada, mas com uma novidade: agora a pesquisa busca avaliar os impactos relacionados ao diabetes tipo 1, também, diabetes tipo 2 na vida das pessoas que precisam pagar pelos seus insumos e pela sua insulina, por falta de políticas públicas adequadas ou cobertura de planos e seguros de saúde. 

A escolha do tema da pesquisa veio em referência ao grande número de casos - que seguem crescentes no mundo todo - de necessidade do racionamento nas quantidades de insulina, medicamentos e uso de sistemas de monitoramento de glicemia diariamente. 

Quando uma pessoa pula uma aplicação de insulina ou usa menos do que o devido, porque não tem o suficiente, porque não pode pagar para comprar o que está faltando ou até mesmo porque não recebeu o que deveria no sistema público, o risco é imediato.
Quando deixa de tomar um medicamento oral porque não tem mais, a consequência pode ser invisível em um primeiro momento.
Mas o organismo vai entrando em colapso... e os impactos podem ser irreversíveis!

A pesquisa busca caracterizar a relação entre os gastos do próprio bolso e a aderência ao tratamento e ao cuidado com o diabetes. A intenção é ter como produto final um relatório que aponte:
  •     quais são os índices de racionamento para insulina, medicamentos e demais insumos essenciais;
  •     quais as características demográficas, socioeconômicas e de saúde associadas ao racionamento; 
  •     os níveis de racionamento considerando raça, idade, segurança social e outros diagnósticos ou deficiências associados.

Em resumo, apontar justamente qual é a situação real de acesso aos tratamentos e, com isso, aprimorar leis e políticas públicas, confrontando as causas raiz para essa falta de equidade de acesso.

A pesquisa é voluntária, está disponível em 8 idiomas (inglês, árabe, francês, russo, espanhol, swahili, uzbeque e português) e foi realizada em parceria com a University College of Dublin (que tem o papel de supervisionar a forma, a gestão de dados e a orientação ética da pesquisa), com certificação pelo IRB - International Review Board (ou Comitê de Ética em Pesquisa).

Qualquer pessoa pode participar, seja pessoa com diabetes ou pessoas que, de alguma forma tenham relação com alguém que convive com o diabetes tipo 1: familiares, cônjuges, profissionais de saúde, cuidadores, etc.

Separem uns dez minutinhos do seu dia e responda nossa pesquisa (clicando aqui) até 31 de dezembro.
Podem compartilhar à vontade!

Se juntem à nós nessa missão de levantar a voz pelo que é de direito!!

 

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