Crônicas do Climatério -- De braçada em braçada...

Exercício físico não é uma prática nos meus dias. 
Não por falta de recomendação ou conhecimento do quanto uma atividade física faz bem em todos os sentidos, mas por preguiça mesmo. 

Sempre deixei a vida me levar e ia pelos caminhos do dia a dia mexendo o corpo como dava. 
Ensaios do batuque (gasta uma energia danada!), caminhadas no vai e vem da rotina, um passeio de bike no final de semana, uma movimentação extra andando pra lá e pra cá explorando as cidades nas férias, umas braçadas no mar numa viagem pela praia... 

A verdade é que nunca achei que precisasse de exercício como parte do meu autocuidado. 
Mas a conta chega e aos 45, com um climatério tumultuando por aqui e trazendo uma resistência à insulina bem indesejada, atividade física agora é parte do tratamento. 

Pensei muito no que poderia fazer.
Sei que não ia adiantar achar uma atividade legal mas longe de casa. 
A praticidade do que é perto tem que ser considerada...

Segui pensando em como, enfim, incluir o exercício físico de forma legal e - vamos lá! - definitiva nas minhas tarefas diárias.

Eu adoro pilates, fiz por muitos anos. Mas os últimos que tentei não curti tanto. 
Da mesma forma, não me vejo num salão de academia esperando um equipamento ficar livre para malhar. Não curto o ambiente e acho chato esse negócio de focar só na musculação e na força.
Caminhar (eu não sei correr!) parecia o mais fácil. Poderia ser encaixado conforme intervalos disponíveis que eu tivesse, poderia ser na rua ou na quadra do prédio... e justamente por ser 'fácil' eu deixava passar. Sempre tinha uma desculpa para não ir. 

Ou seja, deveria ser algo que me daria prazer e também que me trouxesse de fato o compromisso, senão 'só' comigo e com a minha saúde, com o meu dinheiro!

E a escolhida foi a natação
Eu aprendi a nadar quando era criança e só voltei às piscinas como recomendação para a minha recuperação depois da cirurgia do joelho (e lá se vão mais de 20 anos).
Acabei gostando dessa brincadeira e por um tempo segui nadando. 
Além de saber os benefícios que a natação traz, eu fico muito relaxada depois de uma aula.

Pois hoje foi o dia.
Marquei a aula experimental ontem, acordei cedinho hoje e fui. 
Com chuva, com sono, com dúvidas. 
Enquanto eu pensava se era isso mesmo, se eu estava disposta a mergulhar na piscina às 06:50h da manhã, eu lembrava da sensação boa que estar na água me traz. 
E não me arrependi nadinha!! 

A professora responsável me perguntou sobre lesões, sobre alguma condição de saúde e logo falei do diabetes. 
Contrariando minha expectativa (confesso que eu sempre fico com receio de reclamarem do sensor ou qualquer oura questão relacionada ao fato de eu ter DM), ela logo perguntou se eu sentia os sintomas de uma hipoglicemia e se precisava de algum suporte específico.

Ainda me contou que tem uma outra aluna que também tem diabetes e que por não sentir os sintomas da hipo, sai da água algumas vezes para medir a glicemia ao longo da aula. 

Me senti mais tranquila e acolhida por ter uma pessoa ali que não só ouviu, mas conhecia procedimentos e cuidados que podem me ajudar se for preciso. 

É isso! Voltei e realmente me sinto bem feliz de ter conseguido quebrar a barreira da inércia e recomeçar a mexer o meu corpo.
Vai ter efeito positivo na gestão do climatério, na absorção da insulina, no meu bem estar, na redução do estresse e do mau humor e, sem dúvida, no meu controle glicêmico!

Não foi perfeito, o fôlego não me acompanhou como eu gostaria, as perninhas bambearam depois dos 50 minutos de natação. Mas foi! E foi ótimo.

Agora repito a frase lá do comecinho, com um pequeno - e importante - ajuste: exercício físico não é uma prática nos meus dias!! 





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