Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

16 janeiro, 2018

Febre amarela: a gente - doce - pode se vacinar?

Pode.
O diabetes por si só não é um fator impeditivo, mas cada pessoa deve verificar com seu médico sobre isso.

Eu trabalhei em área endêmica de 2001 a 2015, então já tenho as minhas doses mais que garantidas.
A primeira vez que me vacinei ainda não havia sido diagnosticada; na segunda vez, eu já tinha diabetes tipo 1 e não tive problemas.

Para entender o que é:
Conforme explicado pelo Ministério da Saúde, "a febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido por mosquitos vetores, e possui dois ciclos de transmissão: silvestre (quando há transmissão em área rural ou de floresta) e urbano. O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão de pessoa a pessoa".

Diferente dos casos de dengue, onde o transmissor é o Aedes Aegypti, a febre amarela é transmitida por qualquer mosquito que tenha sido infectados. Simplificando, funciona assim: se um mosquito pica uma pessoa que já está com o vírus da febre amarela, ele passa a estar infectado também. A partir daí, este mosquito passa a ser um transmissor.

A vacina é a maior ferramenta de prevendo e controle e atualmente está disponível em duas formas: dose única (padrão) e dose fracionada, que deve ter o reforço com a segunda dose depois de 8 anos.


Para pessoas em tratamento contra o câncer, imunossupressão e/ou reação alérgica à proteína do ovo, a vacina é contraindicada.

Para reconhecer os sintomas:
- início súbito de febre
- calafrios
- dor de cabeça
- dores nas costas
- dores no corpo
- náuseas e vômitos
- fadiga
- fraqueza.

Para quem convive com a doçura:
Agora sim... Sabendo do que se trata e como reconhecer se é preciso recorrer à ajuda, é importante destacar que, assim como o tratamento para o diabetes é individualizado, a recomendação da vacina para pessoas com diabetes também deve ser!

Conversei com a minha endócrino para saber se já existe um posicionamento geral para vacinação das pessoas com diabetes e o que ela me informou é que a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - SBEM ainda não disponibilizou orientações neste sentido.
De qualquer forma, destaco aqui as recomendações dela, em relação ao que deve ser levado em conta:
- Como está o controle das glicemias
- Se usa alguma medicação que possa levar à imunossupressão e suas doses, como no caso de remédios para doenças autoimunes, tratamento de câncer...
- Idade
- Se há programação de viagem para locais em área de risco.

O mais importante: cada paciente deve conversar com o seu médico e definir junto com ele sobre tomar ou não a vacina!

O Ministério da Saúde tem divulgado informações sobre as regiões de risco e unidades de saúde com disponibilidade de vacinas com frequência. Acompanhem a página oficial para se manter informado (aqui: MS / Febre Amarela). A questão é muito séria e doença pode ser fatal.






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