Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

30 novembro, 2017

Outro novembro...

Foi novembro.
30 dias de um mês em que se falou mais sobre o diabetes do que nos outros até aqui.

O Dia Mundial do Diabetes veio para conscientizar sobre a condição.
O círculo azul, as campanhas pelo Brasil e pelo mundo, as ações e atividades realizadas por pacientes, médicos, entidades, instituições, associações, amigos, familiares.

O Dia Mundial do Diabetes veio para fazer lembrar que o diabetes, quando tem controle, não atrapalha. E para fazer lembrar mais ainda que quando faltam insumos, atenção básica e educação não é possível alcançar um bom controle e uma qualidade de vida adequados.

O Dia Mundial do Diabetes veio para não deixar o diabetes seguir na posição estigmatizada que sempre teve.

Desde que entrei para esse time de gente doce do tipo 1, passei a buscar informações e a tentar entender tudo sobre a doença.
Eu nem gosto de falar disso como 'doença', porque não me vejo doente (já falei sobre isso aqui no IP). Mas o fato é que é uma doença séria, que precisa de cuidados em todos os minutos dos dias de novembro e de todos os outros meses. Mas outro fato é que sim, apesar de séria é passível de administrar.

Pois bem... desde março de 2009, quando fui diagnosticada, esse tal mundo azul se abriu. Cada vez que eu buscava uma informação, eu buscava também dividir o que aprendia. Passei a acompanhar o trabalho da Sociedade Brasileira de Diabetes, da Federação Internacional, conheci outras pessoas com diabetes que também dividiam seus dias convivendo com a doçura, estudei, perguntei, me envolvi na causa de corpo e alma.

Foi novembro.
E eu vi um trabalho de formiguinha sendo executado por tanta, tanta, tanta gente de bem, um trabalho gerando uma onda enorme de ação, que me faz acreditar que o caminho para a mudança é real.
O respeito - ou a falta dele com quem precisa de cuidados - precisa mudar.
A disponibilidade de insumos precisa mudar.
O acesso a profissionais de saúde e tratamentos de qualidade precisa mudar.

Foi novembro.
E se falou muito sobre diabetes.
No rádio. No jornal. Na TV. Na internet. Nos parques. Nas praças. Nas ruas.

Foi novembro.
Teve Congresso, teve palestra, teve Colônia, teve Fórum, teve sessão em Assembléia Legislativa, teve encontro de Blogueiros, teve Maraca.
Teve Rio, Tanguá, Friburgo, São Paulo.
Teve glicemia batendo a casa dos 100, teve hipo, teve hiper.
Teve até uma alimentação meio capenga e um intervalo forçado nas atividades físicas...
Mas no fim, foi novembro e teve um orgulho danado de tudo que eu vi acontecer.




Que todos os meses de todos os anos tragam um pouco do que foi novembro.

Porque o diabetes é crônico, mas não é sentença.
E o diabetes é todo dia!



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