Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

13 junho, 2017

Eu e a glicada, a glicada e eu...

Ah, essa relação de altos e baixos! E, finalmente, baixou.

Essa tal hemoglobina glicada (ou A1C) que não me deixa sossegada a cada exame que vou fazer, mesmo depois de 8 anos convivendo com o diabetes, representa a média de glicemia dos últimos 90 / 120 dias. O considerado ideal, para nós docinhos, é que esteja abaixo de 7%. Quando fui diagnosticada com DM1, minha hemoglobina glicada era 12,3% e eu não fazia ideia do que isso significava. Mas entendi que estava alta, muito alta!! Em um mês, com o tratamento, a insulinização, a dieta (radical, naquele momento, por mais um 'achismo' meu de que só assim daria resultado), fizeram com que ela caísse tão rápido.

Com o tempo, com a correria do trabalho e da vida, com a rotina de atividades físicas e, eventualmente, a falta dela, com a falta e atenção aos horários e, por aí vai, fiquei na faixa dos 7 e pouco por cento por um grande período. Não havia qualquer problema grave nisso, minha endócrino seguia me acompanhando periodicamente, observando os resultados de todos os exames que eu fazia e sempre me deu a garantia de que eu estava segura.Só que na minha visão e com a impaciência que estes 7 e pouco me traziam, eu precisava sair desta faixa.

Escolhi prestar mais atenção aos meus dias doces.
Passei a focar mais nos exercícios, a me entender melhor com a contagem de carboidratos e, usando o Libre, decidi aproveitar todos os recursos que ele me dava. As tendências de glicemia ao longo das horas, nas diversas medições, me diziam exatamente o que estava funcionando e o que eu ainda precisa ajustar. Os casos de hipoglicemia reduziram (quase não tem acontecido...).
Em fevereiro deste ano, o primeiro ponto foi alcançado: hemoglobina glicada = 6,9%! Comemoração total por aqui e a vontade de seguir na meta.

Ué, mas a meta não era ficar abaixo de 7%? Era! Mas sabe aquela história de "a gente atinge a meta e depois dobra a meta..."?
Ouvi recentemente o Dr. Leão Zagury dizer: "a hemoglobina glicada é o padrão ouro do controle".

Decidi que queria mais. Que se este resultado é um indicativo de um melhor controle glicêmico e, consequentemente, reduz os riscos de complicações futuras, eu ia continuar correndo atrás dele com afinco. Segui bem aplicada no meu pilates, monitorei a glicemia mais vezes durante o dia e principalmente antes de dormir, reavaliei correções de carboidratos. Nesse período, minha dose de Tresiba também foi reduzida em duas unidades.

Agora, em junho, novos exames realizados e a excelente surpresa: glicada = 6,5%!!!!
Tanta alegria! Uma sensação de recompensa, enquanto sigo firme com os pés no chão.

Conclusões?
Aprendizado e entendimento sobre a doçura não tem fim. Todo dia a gente aprende alguma coisa.
Conversar com o nosso médico e com outras pessoas que convivem com o diabetes também ajuda bastante. Uma troca de experiências agrega demais para o tratamento.

Recomendações?
Se cuidem. Conheçam os aspectos do diabetes. Se tiverem dúvidas, perguntem, questionem.
Quanto maior for o entendimento, melhor será o controle e maior a liberdade.
Para não esquecer: o diabetes não é uma sentença e a gente pode viver bem!





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