Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

28 julho, 2016

Os novos dias com a nova insulina!

Minha primeira caneta da Tresiba acabou. Foram 12 dias e meio, um pouco mais do que a duração de cada refil da Levemir.
Foto: @sugarhighsugarlow
Com a Levemir a minha dose diária estava em 25 unidades; com a Tresiba, são 22. E a experiência tem sido ótima!

A primeira coisa que eu pontuo é não precisar tomar mais de uma dose por dia. Não ter que tomar insulina à noite é um alívio... Era uma coisa que eu realmente tinha preguiça. Sono, aquela hora de já estar jogada na cama com meu livro na mão e ter que levantar para aplicar. Claro que fazia de bom grado, sem reclamar, afinal é meu salva-vidas (e na semana em que se completam 95 anos da descoberta da insulina, um viva à Sir Frederick Banting)!! Mas, a praticidade sempre me conquista e uma dose única por dia é bom demais.

Apesar disso, fiquei apreensiva na primeira noite do primeiro dia da Tresiba. Esquisito depois de tanto tempo não precisar fazer nada a não ser dar uma checada na glicemia antes de dormir.

Eu estava ansiosa com o jejum sem ter que tomar uma dose de insulina antes da ceia, ainda com a cabeça conectada ao funcionamento da Levemir. Nos primeiros dias ainda tive uma variação glicêmica chatinha, mas depois tudo se ajustou e a doçura se comportou bem. Ah, o controle ao longo do dia foi melhor, mais estável, precisando de menos correções com a Novo Rapid.

No último exame, minha Super endócrino viu que os meus níveis de vitamina B12 e vitamina D estavam bem próximos do limite, então comecei a fazer complemento oral das duas.

Os resultados dos hormônios da tireóide também estavam um tanto quanto fora do eixo. Como pedido, refiz estes exames esta semana e daqui a mais uns dias levo para ela ver. Claro que já dei uma olhada e vi que estão melhores do que os primeiros (ufa!), mas espero até a consulta para qualquer conclusão...

Andei quietinha esses dias me recuperando de uma infecção na garganta que me deixou caidinha e fez um auê nas minhas glicemias.
Repouso, sopa do cunhado, almoço com mamy e tia e tudo vai melhorando...

Segunda caneta da Tresiba devidamente em jogo, com a mesma dosagem inicial e com expectativas ainda melhores!





4 comentários:

  1. Bom dia Juliana, primeiramente gostaria de lhe desejar parabens pelo blog. Eu e minha esposa "descobrimos" a diabetes em nosso filho de 6 anos a apenas 3 meses. Estamos fazendo o tratamento com a levemir, aplicamos a insulina as 07:30h da manha, mas no inicio da noite, a glicemia dele esta ficando sempre na casa de 250, enfim, estamos tendo que corrigir. A médica nos sugeriu a Tresiba, porém tenho pesquisado na net e encontrei poucos relatos. Pelo que você relatou, voce tem uma situação bem similar ao do meu filho, na questão da levemir. Você esta satisfeita com o tratamento da tresiba ? acha que vale a pena nós fazermos um teste em nosso filho com essa insulina ? Ficaria muito feliz com sua opnião/relato de sua experiencia. Att., Julie/Ícaro.

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    1. Oi Julie e Icaro. Obrigada. :)
      Eu estou gostando bastante da Tresiba. Tenho percebido uma variação menor da glicemia ao longo do dia, um melhor controle. No início fiquei com um certo receio de ser preciso usar mais insulina corretiva antes das refeições, mas isso não tem acontecido. A única questão é que se recomenda monitorar a glicemia mais vezes. Quantas vezes vocês medem? Sendo uma recomendação da médica, talvez valha a pena testar sim.
      Muita saúde para ele e para vocês!

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  2. Juliana, agradecemos o retorno. Vamos fazer um teste com a Tresiba.

    Em relação ao monitoramento da glicemia, normalmente fazemos apenas 3 vezes ao dia (antes das principais refeições).

    Em relação as correções, sem querer abusar de sua boa vontade, mas ja abusando, peço que se possível você relate sua experiencia pós fase de lua-de-mel da diabetes.

    Meu filho esta na fase de lua-de-mel, enfim, em aproximadamente 80% dos dias apenas a levemir da conta de manter a glicemia "normal", praticamente 100% dos dias ele acorda com a glicemia na casa de 130.

    Enfim, aqui na minha cidade tem apenas uma endocrinologista pediátrica e ela me disse que devemos nos preparar para a fase pós lua de mel, pois passando essa fase nós teremos que corrigir SEMPRE com insulina ultra-rápida após cada refeição, a basal não será mais suficiente, mesmo sendo a tresiba que ultrapassa as 24horas. Enfim, caso eu nao use a "bomba de insulina", eu terei de aplicar ao menos 4 doses de insulinas diários no meu filho. Não vejo nenhum problema em aplicar a insulina, uma vez que é necessário para a saúde dele e por ele ter aceitado de forma bem fácil o tratamento, mas gostaria de saber se de fato foi dessa forma que aconteceu com você e se você sabe se é dessa forma que ocorre com a maioria dos diabéticos.

    Conto com suas considerações.


    Att., Julie e Ícaro.

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    1. Julie e Icaro, desculpem pela demora na resposta. Fiquei fora por duas semanas e só agora estou colocando os emails e o blog em dia.
      Como estão com a Tresiba? Espero que bem...
      Sobre a lua de mel, eu tive bem no início do tratamento. Ainda usava a NPH, na verdade. Depois, com a Levemir e agora com a Trseiba, não aconteceu. Sigo medindo minhas glicemias antes das refeições e corrigindo com a insulina de ação rápida quando preciso, conforme esquema estabelecido pela minha endocrinologista.
      Eventualmente meço a pós-prandial, para controle mesmo. Mas como sou muito sensível à insulina corretiva, não uso na pós.
      Espero que tudo se ajuste rápido por aí. ;)
      Abraço.

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