Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

14 maio, 2017

Em Diabetes, de igual para igual!

O que se tem hoje ainda é uma visão engessada de como o diabetes acabava com uma vida que era, até aquele ponto, normal. Cheia de 'não pode'...
Mas a verdade é que isso mudou.
Seja pelos avanços em tratamentos, pela tecnologia aplicada à saúde, pelas redes que ajudam a informação a circular por aí.

Hoje a gente não precisa abrir mão do que mais gosta de fazer.
O 'pode' substitui o 'não pode'. A única coisa que não muda é que o tratamento precisa ser seguido. Essa á a nossa maior arma para garantir que as complicações não cheguem.

- E a vida normal, então?
Normal é a gente que faz.
Normal sou eu que decido o que é.
Meu normal tem insulina e glicosímetro e sensor e tirinhas e contagem e fibras e carboidratos. E isso não me atrapalha. Não mesmo.

Aprendi que o diabetes tipo 1 e o diabetes tipo 2 são diferentes.
Aprendi que 12 horas de jejum pode ser um caos e não me deixar dormir.
Aprendi que mesmo que a gente faça tudo direitinho, alguma coisa pode fazer a doçura sair do eixo.
E também que quando a gente faz tudo direitinho a glicemia se comporta e tudo fica bem.
Aprendi que o diabetes não me limita.
Aprendi tanta coisa em 8 anos de doçura... mas, acima de tudo, aprendi que conhecimento e informação são partes fundamentais do nosso tratamento.

A gente se encontrou nesse mundo doce, trabalhou junto em uma ação pelo Dia Mundial do Diabetes como influenciadores digitais e seguiu por aí dividindo as respectivas experiências... Agora, a gente une as forças mais uma vez e vem junto com um projeto que tem um espaço grande no meu coração!

A nossa 'Revista Em Diabetes' está no ar.
Fresquinha. Primeira edição!

Feita com dedicação, pesquisa, riso, cobranças, cumplicidade, confiança.
Feita por um médico, grande especialista em endocrinologia e em cuidar de pessoas. Feita por uma jornalista que há alguns anos se dedica à causa do diabetes. Feita por cinco diabéticos que se propõe a abrir sua rotina, seus dias, as dores e delícias que o diagnóstico trouxe e se propõe também a levar a visão real para quem está do outro lado da tela... seja do computador, do tablet, do telefone celular.
Sejam bem-vindos!

Cris, Dan, Geraldo, Ju, Dr. Leão, Pablito, Sheila.
Celso, nosso diretor de arte e tudo mais que precisamos nesses quebra-cabeça.
Todo mês uma edição novinha vai estar no ar, a cada dia 14.

Como eu disse no nosso primeiro bate-papo com o Dr. Leão (está na Revista, é só conferir!): pessoas queridas que lidam com o diabetes de uma forma positiva e isso só agrega para gente no dia a dia.

Me chamem de ex-engenheira. Comunicadora. Escritora. Até de jornalista.
Ou mesmo de louca.
Mas se pelo menos mais um docinho acreditar que é possível viver bem e ser feliz convivendo com a doçura do diabetes e um pâncreas meio capenga, me chamem, definitivamente, de realizada.

"Imagine-se lá. Então vai reconhecer quando chegar lá.
Estou andando, estou andando.
Estou fazendo alguma coisa da minha vida.

E é bom. É bom manter os pés em movimento."
(do Livro 'Eu e você de A a Z - James Hannah)

A quem está comigo, desde o início ou do meio do caminho; a quem me dá confiança; força; foco; puxão de orelha quando é preciso; carinho; colo; a minha Super endócrino parceira; a quem me apóia... meu obrigada bem grandão.
Amo vocês.

Pelo Diabetes.
Para quem (con)vive com o Diabetes de quem (con)vive com o Diabetes.
Para mim.
Para vocês.

Cheguei até aqui, junto com estas pessoas do bem, para mostrar que a gente pode mais.
A gente pode sempre!


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