Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

27 março, 2017

Tratamento injetável: um posicionamento oficial da SBD.

"Médicos especialistas e clínicos não especialistas têm urgente necessidade de atualizar seus conhecimentos e suas condutas clínicas".

Por isso, além de cursos e atividades de atualização, a Sociedade Brasileira de Diabetes - SBD tem publicado Posicionamentos Oficiais "sobre os aspectos mais importantes relacionados à boa prática clínica na assistência ao portador de diabetes".

Em janeiro de 2017 foi lançado um novo Posicionamento, dessa vez dando destaque às insulinas:
(Link para acesso e download aqui)
Este posicionamento é resultado de um trabalho realizado por 183 especialistas em diabetes, de 54 países, no 'Fórum sobre Terapia e Técnica de Injeção: Recomendações dos Especialistas', realizado em 2015, que por sua vez foram baseadas em um estudo feito com 13.289 pacientes, de 42 países (255 brasileiros - São Paulo, Curitiba, Uberaba, Porto Alegre e Brasília - participaram).

Diferente do que parece à primeira vista, este documento é direcionado tanto para os profissionais de saúde como para pessoas que convivem diariamente com o diabetes, sejam pacientes ou até alguém da família de um docinho.

Logo no início, o objetivo desse trabalho fica claro: "proporcionar conhecimentos fundamentais sobre diabetes" (...) através de "recomendações práticas para a aplicação e autoaplicação de insulina subcutânea em pessoas com diabetes". Entre os assuntos abordados, os tipos de agulhas existentes e como se dá a aplicação com cada uma, orientações sobre o uso de seringas e canetas e orientações sobre o processo de educação em diabetes.

Faço alguns destaques:
  • As canetas e os refis devem ser utilizados por um só paciente e nunca compartilhados, devido ao risco de contaminação da insulina.
  • A insulina lacrada deve ser armazenada em geladeira na qual seja improvável ocorrer o congelamento; Após o uso inicial, a insulina em caneta ou frasco deve ser armazenada em temperatura ambiente (entre 15 e 30 graus) por até trinta dias ou de acordo com as recomendações dos fabricantes e dentro do prazo de validade.
  • Deve-se realizar o rodízio dos locais de injeção de forma sistemática, de tal maneira que eles fiquem separados um do outro por, pelo menos, 1cm a fim de evitar repetição do local e trauma ao tecido.
  • A Educação em Diabetes deve ser considerada e incorporada durante todo o processo do acompanhamento dos pacientes, visando garantir o controle dessa doença e de suas complicações e não restringir-se às pessoas com diabetes, mas sim envolver a todos, inclusive os profissionais de saúde, os gestores de serviços, os familiares e toda a comunidade.
  • O profissional de saúde deve explorar as preocupações e as barreiras ao tratamento e reconhecer que a ansiedade é normal quando se inicia qualquer medicamento novo, sobretudo a terapia de injeção.
  • É importante explicar que a insulina não é um castigo ou falha. A insulina é o melhor tratamento que temos para o controle da glicemia. Para os pacientes com DM1 é o tratamento primário e, para aqueles com DM2 muitas vezes é um complemento de terapia oral para melhorar o controle da glicemia. 
São 30 páginas de fácil leitura e entendimento, eu recomendo. Quanto mais conhecimento a gente tiver, mais vai poder buscar melhores condições de tratamento junto aos nossos médicos e aos serviços de saúde. 




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