Tratamento injetável: um posicionamento oficial da SBD.

"Médicos especialistas e clínicos não especialistas têm urgente necessidade de atualizar seus conhecimentos e suas condutas clínicas".

Por isso, além de cursos e atividades de atualização, a Sociedade Brasileira de Diabetes - SBD tem publicado Posicionamentos Oficiais "sobre os aspectos mais importantes relacionados à boa prática clínica na assistência ao portador de diabetes".

Em janeiro de 2017 foi lançado um novo Posicionamento, dessa vez dando destaque às insulinas:
(Link para acesso e download aqui)
Este posicionamento é resultado de um trabalho realizado por 183 especialistas em diabetes, de 54 países, no 'Fórum sobre Terapia e Técnica de Injeção: Recomendações dos Especialistas', realizado em 2015, que por sua vez foram baseadas em um estudo feito com 13.289 pacientes, de 42 países (255 brasileiros - São Paulo, Curitiba, Uberaba, Porto Alegre e Brasília - participaram).

Diferente do que parece à primeira vista, este documento é direcionado tanto para os profissionais de saúde como para pessoas que convivem diariamente com o diabetes, sejam pacientes ou até alguém da família de um docinho.

Logo no início, o objetivo desse trabalho fica claro: "proporcionar conhecimentos fundamentais sobre diabetes" (...) através de "recomendações práticas para a aplicação e autoaplicação de insulina subcutânea em pessoas com diabetes". Entre os assuntos abordados, os tipos de agulhas existentes e como se dá a aplicação com cada uma, orientações sobre o uso de seringas e canetas e orientações sobre o processo de educação em diabetes.

Faço alguns destaques:
  • As canetas e os refis devem ser utilizados por um só paciente e nunca compartilhados, devido ao risco de contaminação da insulina.
  • A insulina lacrada deve ser armazenada em geladeira na qual seja improvável ocorrer o congelamento; Após o uso inicial, a insulina em caneta ou frasco deve ser armazenada em temperatura ambiente (entre 15 e 30 graus) por até trinta dias ou de acordo com as recomendações dos fabricantes e dentro do prazo de validade.
  • Deve-se realizar o rodízio dos locais de injeção de forma sistemática, de tal maneira que eles fiquem separados um do outro por, pelo menos, 1cm a fim de evitar repetição do local e trauma ao tecido.
  • A Educação em Diabetes deve ser considerada e incorporada durante todo o processo do acompanhamento dos pacientes, visando garantir o controle dessa doença e de suas complicações e não restringir-se às pessoas com diabetes, mas sim envolver a todos, inclusive os profissionais de saúde, os gestores de serviços, os familiares e toda a comunidade.
  • O profissional de saúde deve explorar as preocupações e as barreiras ao tratamento e reconhecer que a ansiedade é normal quando se inicia qualquer medicamento novo, sobretudo a terapia de injeção.
  • É importante explicar que a insulina não é um castigo ou falha. A insulina é o melhor tratamento que temos para o controle da glicemia. Para os pacientes com DM1 é o tratamento primário e, para aqueles com DM2 muitas vezes é um complemento de terapia oral para melhorar o controle da glicemia. 
São 30 páginas de fácil leitura e entendimento, eu recomendo. Quanto mais conhecimento a gente tiver, mais vai poder buscar melhores condições de tratamento junto aos nossos médicos e aos serviços de saúde. 




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