Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

30 dezembro, 2015

A evolução da doçura...

Tudo é uma questão de referência.
Com o diabetes também. 

Ainda temos tanto a conquistar. Num mundo ideal não faltariam insulinas, não haveria tensão para saber se as tirinhas estarão disponíveis ou não...

Mas a verdade é que evoluímos e muito!
Existem canetas - eu não sei se me daria tão bem com seringas e frascos, por exemplo. 
Existem glicosímetros, um grande avanço no controle de todo dia.
Existe educação em diabetes e um caminho que preza que o paciente deve se envolver no seu tratamento. A garantia? Uma melhor qualidade de vida.

Mas não era assim. 

A história do diabetes vem de longa data. Segundo a matéria do site HealthUnlocked, em 1872 foi encontrado um documento com registros de uma doença caracterizada pela "emissão frequente e abundante da urina". A data deste tal documento é estimada em 1500AC!

No século II DC foi dado o nome de diabetes a esta condição, na Grécia.

Os indianos, seguidos pelos chineses e japoneses, foram os que primeiro observaram que esta urina em excesso era mais doce. O sinal para isso foi o fato de sempre haver uma concentração de formigas e moscas próximas ao xixi. Mas isso só se tornaria um indicador mesmo após estudiosos confirmarem a ligação, nos séculos XVII e XVIII.

Daí veio o termo 'mellitus', que significa mel, em latim!

Somente no século XIX é que surgiu a percepção de que havia dois tipos distintos de diabetes. À época, a distinção foi dada pelos sintomas e evolução da saúde em pacientes de diferentes faixas etárias: um atingia mais os jovens e se apresentava com mais gravidade; o outro surgia em pessoas com mais idade e peso excessivo.

Por um tempo, os tratamentos chegaram a utilizar uma super alimentação, porque se acreditava que as pessoas diagnosticadas com diabetes perdiam muitos nutrientes pela urina, e até ópio.
A evolução foi direto para uma dieta restritiva: nada de carboidratos!

Depois, ainda no século XIX, se sugiram as dietas da aveia, do leite, da banana...
(e a gente sabe que algumas dessas teorias em dieta seguem até hoje!)

Muita coisa aconteceu!
Até a descoberta que o pâncreas tinha outra função além da produção de enzimas digestivas, não se sabia exatamente o que causava o diabetes.

Mas depois disso, muitos estudos foram feitos.
Algumas pesquisas foram interrompidas pela Primeira Guerra Mundial e em 1921 veio a luz. Sir Frederick Banting finalmente trouxe a maior de todas as descobertas... Com a insulina, grande parte dos problemas estava resolvida.

Vieram as tiras reagentes com a urina, depois com sangue - mas que precisavam de uma amostra muito grande.
Os glicosímetros - tantos modelos, tantas marcas - se fixaram como uma das melhores ferramentas para controle e automonitorização da glicose.

Quanta coisa!

Eu sei que nada disso invalida o que ainda precisa ser melhorado, mas acho que ajuda a acreditar e ter esperança de que o que ainda precisa ser feito pode não demorar para se concretizar.

Apesar da sensação de que ninguém liga e ninguém se preocupa com o que falta, existem sim pessoas e instituições que seguem na briga por um mundo doce mais leve, mais fácil.

Que assim seja. E que seja rápido - e constante também!

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