Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

31 dezembro, 2015

Pra virar a página!

Sabático: descanso; orgia; férias.

Descanso teve.

Orgia também, mas no sentido da cumplicidade sem fim. Dos abraços, dos sorrisos, da força. Troca sem qualquer limite. Amor também. Nenhum duplo sentido, só o reconhecimento e alegria em constatar que a vida segue mais fácil com as minhas pessoas em volta.

Férias...
Sou daquelas que se pudesse comprava mais férias, em vez de vender.
E aí me vi com um tempo pra mim.
Um tempo que teve data pra começar e, na minha cabeça, duraria uns 2 meses. São 11 até aqui!
De liberdade, de um monte de livro, de praia, de viajar por aí, de sono, de passar o dia fazendo n a d a. Ou tudo! Mas tudo que eu pudesse escolher. 
Inexplicável essa sensação.

Pensamento voando. 
Planos novos, planos refeitos, planos postos em prática.

2015 foi um ano que eu deixei acontecer.

Foi um ano de conquistas no caminho da educação em diabetes, um ano de muito aprendizado. Um ano que me deu a chance de ver meu nome publicado num livro mas que roubou um pedaço do meu coração quando transformou minha Giló em estrela. 

2015 foi um ano que começou me trazendo alívio e termina da mesma forma!
Quanta coisa!! Quanta mudança. 
Revolução azul e do bem, glicemias variando como nunca e me enlouquecendo, mas uma atividade física na rotina - salve meu pilates!

Para mim, todo final de ano é a mesma coisa: fico numa ansiedade sem fim. Primeiro porque gosto dessa virada. Acho que a troca ajuda a limpar, a levar sapos que talvez ainda estejam engasgados, a acalmar o coração dos momentos tristes passados e principalmente a renovar a esperança de dias novos, todinhos em branco esperando para serem preenchidos.
Eu sei, clichê máximo! Mas me faz bem. 

Aproveito a virada pra agradecer, reavaliar o que aconteceu, rir de novo com tudo de bom que passou.

Mas uma outra coisa contribui para essa ansiedade toda... Tenho a impressão que as pessoas correm o tempo todo! 
Andam correndo nas ruas, nos carros, nos corredores. É um atropelo!!
Ninguém se olha, ninguém se cumprimenta. Relógio batendo os últimos tic-tacs do último mês do ano. 
Ufa.

Vamos em frente que atrás vem gente, já a dizia a filosofia ouvida tantas vezes em casa desde que eu era pequena.

Que venha então o novo.

Que a gente corra menos e se encontre mais.
Que digite menos e converse mais.
Que prometa menos e realize mais.
Que a gente perceba que o mundo real vai mundo além do virtual.
Que haja razão, mas que esta seja equilibrada pelo coração.


Pode vir, 2016.
E traz a bagagem cheia de respeito, de calma, de tranquilidade, de saúde e alegria. 
Que a intolerância fique longe.
Que seja de menos dedos apontados e mais mãos dadas.

30 dezembro, 2015

A evolução da doçura...

Tudo é uma questão de referência.
Com o diabetes também. 

Ainda temos tanto a conquistar. Num mundo ideal não faltariam insulinas, não haveria tensão para saber se as tirinhas estarão disponíveis ou não...

Mas a verdade é que evoluímos e muito!
Existem canetas - eu não sei se me daria tão bem com seringas e frascos, por exemplo. 
Existem glicosímetros, um grande avanço no controle de todo dia.
Existe educação em diabetes e um caminho que preza que o paciente deve se envolver no seu tratamento. A garantia? Uma melhor qualidade de vida.

Mas não era assim. 

A história do diabetes vem de longa data. Segundo a matéria do site HealthUnlocked, em 1872 foi encontrado um documento com registros de uma doença caracterizada pela "emissão frequente e abundante da urina". A data deste tal documento é estimada em 1500AC!

No século II DC foi dado o nome de diabetes a esta condição, na Grécia.

Os indianos, seguidos pelos chineses e japoneses, foram os que primeiro observaram que esta urina em excesso era mais doce. O sinal para isso foi o fato de sempre haver uma concentração de formigas e moscas próximas ao xixi. Mas isso só se tornaria um indicador mesmo após estudiosos confirmarem a ligação, nos séculos XVII e XVIII.

Daí veio o termo 'mellitus', que significa mel, em latim!

Somente no século XIX é que surgiu a percepção de que havia dois tipos distintos de diabetes. À época, a distinção foi dada pelos sintomas e evolução da saúde em pacientes de diferentes faixas etárias: um atingia mais os jovens e se apresentava com mais gravidade; o outro surgia em pessoas com mais idade e peso excessivo.

Por um tempo, os tratamentos chegaram a utilizar uma super alimentação, porque se acreditava que as pessoas diagnosticadas com diabetes perdiam muitos nutrientes pela urina, e até ópio.
A evolução foi direto para uma dieta restritiva: nada de carboidratos!

Depois, ainda no século XIX, se sugiram as dietas da aveia, do leite, da banana...
(e a gente sabe que algumas dessas teorias em dieta seguem até hoje!)

Muita coisa aconteceu!
Até a descoberta que o pâncreas tinha outra função além da produção de enzimas digestivas, não se sabia exatamente o que causava o diabetes.

Mas depois disso, muitos estudos foram feitos.
Algumas pesquisas foram interrompidas pela Primeira Guerra Mundial e em 1921 veio a luz. Sir Frederick Banting finalmente trouxe a maior de todas as descobertas... Com a insulina, grande parte dos problemas estava resolvida.

Vieram as tiras reagentes com a urina, depois com sangue - mas que precisavam de uma amostra muito grande.
Os glicosímetros - tantos modelos, tantas marcas - se fixaram como uma das melhores ferramentas para controle e automonitorização da glicose.

Quanta coisa!

Eu sei que nada disso invalida o que ainda precisa ser melhorado, mas acho que ajuda a acreditar e ter esperança de que o que ainda precisa ser feito pode não demorar para se concretizar.

Apesar da sensação de que ninguém liga e ninguém se preocupa com o que falta, existem sim pessoas e instituições que seguem na briga por um mundo doce mais leve, mais fácil.

Que assim seja. E que seja rápido - e constante também!

28 dezembro, 2015

Missão: cuidar.

Numa época em que a cada dia se descobre uma falcatrua ou um desvio de verba que deveria ser para a saúde, é bom ver que ainda existe quem preze pelo bem dos pacientes e coloque a qualidade de vida, o acesso a bons tratamentos e a medicamentes em primeiro lugar.

Aqui no Rio, a Fundação Osvaldo Cruz mostra, com seriedade e envolvimento, que o bem estar das pessoas é tão importante quanto a solução para uma condição de saúde ou uma doença séria.

Desde o início do funcionamento da Instituição, há 115 anos, o trabalho feito é para "promover a saúde e o desenvolvimento social, gerar e difundir conhecimento científico e tecnológico, ser um agente de cidadania".

Aí está toda a diferença na atuação da Fiocruz.


Pesquisas, vacinas desenvolvidas, papel fundamental erradicando epidemias...





... E a preocupação contínua pelo bem de todo mundo.
Em 2015, quando tanto se ouviu sobre falta de insulinas, de insumos, de acesso à tratamentos a que se tem direito, eles mais uma vez deram um passo no sentido oposto, lançando um portal dentro do site principal, mas especificamente sobre diabetes.
Cuidados, sintomas, a importância em cuidar e manter a glicemia sob controle, o foco na educação em diabetes. Também tem depoimentos de mães de docinhos falando sobre as dificuldades e as conquistas no dia a dia...

Uma abordagem direta para crianças e jovens, diabetes na gravidez, dicas de nutrição e um link direto para busca de artigos sobre pesquisas em andamento.

Um desejo para o novo ano? Que haja mais comprometimento como esses vindo de outras instituições e de especialistas que acompanham e cuidam de tantos outros convivendo com o diabetes por aí.

No mais, saúde pra dar e vender!

26 dezembro, 2015

Doçura na mesa!

Não sei vocês, mas comigo o almoço em família sempre vem acompanhado de um pecadinho: gula!
Bate papo gostoso na mesa e comida boa são um convite pra comer. E sem parar!! 

Mas muita calma nessa hora... Olha a glicemia, dona Juliana!

O Natal é bem assim, né. Com tantos quitutes fica difícil resistir. 
Só que não dá pra perder o controle. Carboidratos e insulina na medida, um furo no dedinho antes e depois das guloseimas e tudo fica bem.

Aí dá pra comer rabanada, panetone e até torta delícia de chocolate com nozes!!
(A foto não está das melhores, mas vale pelo flagra!)

E pra quem acha que isso é um ato de rebeldia master na vida doce, pode tratar de rever seus conceitos.
Tudo feito com o cuidado devido e de olho na doçura. Sem risco, com conhecimento.
É a fórmula que mais dá certo, vai por mim. 
Bom apetite! 

21 dezembro, 2015

1 - 2 - 3 - 4 ----- 5!!!!!

Foram, até aqui, quase 700 posts publicados!
Tantos assuntos... Conversas que surgiram a partir de comentários deixados por aqui, cumplicidade numa situação em que o outro se identifica nessa vida doce. 
A doçura aproximando.

Lá em 2010 nascia meu Insulina Portátil, pela vontade de mostrar como eu tinha conseguido entender a nova condição trazida pelo diabetes.
Hoje a motivação é a mesma, mas a certeza desse caminho é muito, mas muito maior.

Em 5 anos a gente muda.
De opinião, de casa, de atitude.

Com meu IP não seria diferente.
Em 5 anos eu vejo como os temas abordados mudaram. Quer dizer, se ampliaram.
Como a minha visão mudou. 
Como a tranquilidade aumentou. 
Como as dúvidas crescerem, mas junto com elas cresceram também a vontade de buscar esclarecer e a vontade de dividir e aprender.

Em 5 anos mudou a dosagem da insulina, mudou o glicosimetro.
Meu trabalho também mudou. Assim como mudaram os meus dias: mais tempo dedicado à educação em diabetes.
E também é cada vez maior minha intenção e a minha certeza em fazer do meu Insulina Portátil o caminho para mostrar que (con)viver com o diabetes é possível e pode ser leve.

E depois desses 5 anos, tem mudança na página. De cara nova e de logo nova, olha aí:

Camila, querida, quanta dedicação neste trabalho!
Foi gratificante ver o seu empenho em entender esse mundo do diabetes e todas as minhas intenções com a primeira marca, feita num power point sem qualquer entendimento técnico. 
Super obrigada!!

Que meu IP possa ser o caminho de conhecimento e da informação, do positivismo e de fazer acreditar que o diabetes não é uma sentença.

Obrigada por todos os cliques, obrigada pelos comentários, obrigada por virem junto e acreditar.
Obrigada!!!!!

16 dezembro, 2015

Muita calma nessa hora!!

E antes que o ano terminasse (pode acelerar??), teve revisão com a minha Super: consulta com a endócrino para colocar tudo no seu devido lugar e entrar em 2016 com o pé direito.

Os exames estavam ok: uma hipo levinha pós 12h de jejum, mas sem maiores conseqüências. A tal da glicada subiu mais um pouquinho. Agora, de 7,2% para 7,5%.

Como dessa vez eu engrenei mesmo nos exercícios, tudo indica que a causa foram as correções feitas para as diversas hipoglicemias que eu tive durante a viagem para o Peru e a Bolívia e nessas últimas semanas por aqui também.
Sem alardes e dessa vez eu nem fiquei tão desapontada... já esperava que fosse acontecer.

Peso bom, pressão boa, nenhum roxinho inquisidor (ufa!), pézinhos tinindo. Um exame físico mais aprofundado na tireóide (tudo ok!) e partimos para os ajustes nas doses da insulina.

Como as glicemias de jejum ainda seguem um pouco mais baixas que o ideal, reduzimos em uma unidade a dose de insulina antes da ceia.
Outra mudança foi na dosagem da Novo Rapid, já que vez ou outra as correções estavam levando à hipoglicemias depois das refeições.
Tudo, claro, sujeito aos resultados que virão nos próximos dias, que serão de acompanhamento preciso!

No mais, alguns dos exames hormonais estão um pouco fora do que deveriam e por isso, serão repetidos em janeiro.

Cansei!!
Posso dormir e acordar dia 31 de dezembro? Sim, porque faço questão de estar bem ligadinha para acompanhar a virada e celebrar o novo que chega!

Já que acelerar não dá e metade do mês desligada também não, que sigamos, com calma e com alma, porque agora falta pouco.
(Ilustração de Monica Crema)






10 dezembro, 2015

I n s p i r a .... r e s p i r a .... i n s p i r a ........


Ansiedade por notícias de quem não está 100%, um filme antes de dormir.
Última checada nas janelas e nas luzes da casinha. 
Boa noite!

Bom dia! 
Sai da cama, abre a porta do quarto, chega na sala. E descobre que a sala virou um aquário. Hein? 
Alagada.
É sério?! Era: vazamento num cano da coluna principal do prédio.
Chama o porteiro que chama o bombeiro hidráulico que liga pro síndico.
Fecha o registro.

Mais ou menos 1 hora depois, a percepção - num estalo - de que faltava alguma coisa: medir a glicemia, tomar insulina e café da amanhã.
Feito!

Quebradeira. 
Tudo seco.
Mais quebradeira.
Tudo seco.
E mais. Água!! Chegamos no foco.
Peraí, tem que ver o apartamento de cima.

Muito calor!
Opa, será?!? Glicemia foi a 45.
Corrige. Espera. Relaxa.
Oi?! Relaxa?
Próxima: espera de novo.

Quebra mais.
Quebra tudo que tem que quebrar.
Limpa tudo. 
E agora? 

Agora desaba!

Mais ou menos 1 hora depois, percebi que tinha dormido. Tinha apagado.
Corpo pesado. 

Levanta e sacode a poeira... Literalmente!!
Banho, glicemia: 170.
Jantar.


Isso nunca fez tanto sentido.

08 dezembro, 2015

Sobre a pré-diabetes...

Hoje o programa Bem Estar, da Globo, tratou de um tema que ainda confunde muita gente: o pré-diabetes.

Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, "antes do diabetes tipo 2 se desenvolver, há quase sempre um período de pré-diabetes onde níveis de açúcar no sangue estão em uma zona de perigo acima do normal, mas abaixo do nível considerado diabético".

A variação glicêmica que caracteriza a condição de pré-diabetes é entre 100 e 125 mg/dL.
Mas essa situação pode ser revertida e não é difícil. Só requer um esforço pessoal...

Fique atento e entenda como identificar e o que fazer em casos de pré-diabetes.
Segue a matéria apresentada hoje pelo Endocrinologista Antonio Chacra e pela Nutricionista Alessandra Rodrigues:

Pessoas com histórico de diabetes na família ou na gestação, obesos, sedentários e acima dos 40 anos são as que têm maior risco de serem pré-diabéticas. No entanto, já está cientificamente comprovado que é possível prevenir a diabetes do tipo 2 com a redução de apenas 5% a 10% do peso corporal, sem tomar remédio. Não é necessário sequer atingir o IMC ideal.
Será que estou chegando lá?
Há quatro perguntas a responder. O “sim” em pelo menos uma delas significa que é hora de checar os níveis de açúcar no sangue. A dosagem é um teste muito simples, disponível no SUS, nos planos de saúde e a R$ 8 em serviços privados.
• Está acima dos 40?
• É sedentário?
• Está obeso?
• Tem casos de diabetes na família?
O que ocorre no corpo
Quando uma pessoa está no quadro de pré-diabetes, isso significa que o pâncreas não está conseguindo produzir insulina suficiente para quebrar o açúcar e permitir que ele entre dentro da célula ou há uma resistência da célula à entrada do açúcar. Por isso, os níveis de açúcar estão aumentando na corrente sanguínea e iniciando os danos ao corpo.
Dois passos para uma grande recompensa
Fazer atividade física moderada à intensa, 30 minutos por dia, cinco vezes por semana, e reduzir a quantidade de calorias são dois passos para alcançar a grande recompensa, que é evitar a doença. A recompensa pode ser ainda maior, ao evitar a diabetes você também reduz risco de doenças cardiovasculares, dos rins e problemas de mobilidade e visão no futuro.
No vídeo do programa (que pode ser acessado direto por aqui) há boas dicas, esclarecimentos de algumas dúvidas e recomendações bem importantes:
- Incluir mais fibras (sempre elas) na alimentação (aveia, linhaça, folhas verdes...)
- Maneirar a quantidade de ingestão de sucos concentrados, que contém uma grande porção de frutose e, consequentemente, carboidratos
- Atentar para o fato de que não são só os doces e o açúcar que influenciam na variação da glicemia
- Reunir os amigos para ter mais estímulo na hora e praticar exercícios

Vale destacar novamente que estamos tratando de uma variação que pode ocorrer quando há propensão ao diabetes tipo 2.
No diabetes tipo 1 isso não acontece por ser uma doença autoimune e que, portanto, não há como prevenir.

Nunca é tarde para aprender e rever seus hábitos!


07 dezembro, 2015

Diabetes na pressão!

Falta de medicamentos e insumos é inadmissível em qualquer circunstancia. Mas quando se tratam de medicamentos e insumos necessários para manter uma doença crônica sob controle, esse falta pode ser fatal, me perdoem o jogo com as palavras!

Diabetes é um diagnóstico referente à não produção de um hormônio fundamental pelo organismo, para nossa sobrevivência. A medicina, anos atrás, resolveu este problema quando descobriu que poderia utilizar insulina injetável para recompor esta falha. E agora, o Estado, responsável por garantir a saúde de todos os cidadãos, não cumpre a sua parte.

Nem comento sobre a inclusão ou não dos análogos de insulina entre os medicamentos distribuídos aos pacientes - embora essa briga também esteja no ar.





O fato é que pacientes tem sido obrigados a se virar para garantir que não faltem tirinhas, insulinas, agulhas, lancetas...

Não bastasse a matemática diária para manter um bom controle glicêmico, agora precisam torcer para ter os insumos mínimos necessário.

Um absurdo que vem se repetindo aqui no Rio e em alguns outros estados do Brasil.







Por causa disso, a Sheila, da página Histórias de Uma Diabética, criou uma campanha no site Panela de Pressão, que vai direto ao ponto: você preenche seus dados (nome e e-mail) na página da Campanha (aqui) e uma mensagem é encaminhada diretamente para o Secretário de Saúde do Estado do RJ, Felipe Peixoto, e para o Secretário Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz.

Lá já tem um texto base para a mensagem - que pode ser alterado e/ou complementado:
"Prezados Secretários de Saúde do Estado e Município do Rio de Janeiro, 
O diabetes é uma doença silenciosa. As pessoas portadoras de diabetes tipo 1 e tipo 2 do Rio de Janeiro estão sofrendo com a falta de insumos para o tratamento desta doença que, em breve, se tornará uma epidemia. É preciso enfrentar esta situação de frente pois o problema só tende a aumentar. Negar insumos, postergar compra, não priorizar os doentes de uma doença crônica que cresce a cada ano é ignorar o direito garantido pela justiça e, o que é pior, ignorar o prejuízo que esta falta de insumos está fazendo na saúde de tantas crianças, jovens e adultos portadores de Diabetes tipo 1 e 2 em todo o Estado do Rio de Janeiro. Queremos a regularização no fornecimento dos insumos (insulinas, fitas, cateteres, cânulas, canetas, sensores e bombas de insulina) , queremos a obediência a uma decisão judicial, queremos dormir tranquilos sabendo que nosso tratamento está garantido pela justiça e é administrado responsavelmente pelos nossos governantes."

Eu já fiz a minha pressão! Não leva nem um minuto.
Participe e divulgue.
O problema é muito sério e precisa ser resolvido com urgência!



06 dezembro, 2015

Um tropeço na insulina...

Um hábito que é repetido constantemente torna a gente mais experiente, mas pode trazer um excesso de confiança que pode também levar a um tropeço...

Ontem segui com o processo normal antes do almoço: lavei as mãos, medi a glicemia, esperei o resultado e peguei a caneta de insulina para aplicar a dose corretiva.
Tudo tranquilo, certo? Errado! Durante a aplicação eu percebi que tinha pego a caneta errada: em vez estar aplicando as duas unidades de NovoRapid (de ação rápida), estava usando a Levemir (basal, que é a que eu uso em jejum e mais ou menos 12 horas depois, à noite).
Um segundo sem respirar, mais uns dois pensando no que fazer. A decisão, claro, foi falar com a minha Super Endócrino e contar a ela o que tinha acontecido.

Primeira recomendação: nada de pânico. Segunda: reduzir essas mesmas duas unidades da dose de basal da noite. 
Recomendação final: monitorar a glicemia e qualquer coisa, ligar para ela.

Ai ai... Quando digo que o diabetes não é uma ciência exata é justamente por essas coisas. 

Por mais que eu saiba da importância do cuidado e da atenção com a monitorização da glicemia, tem horas que eu entro no modo 'piloto automático'. Sei o que precisa ser feito e faço, mas fazer sem atenção pode ser bem arriscado. 

Minhas glicemias ficaram estáveis e não tive qualquer problema, além do susto.
Agora - mais do que nunca - olho bem aberto e 100% de foco quando estiver cuidando da minha doçura!


05 dezembro, 2015

Faxina pela saúde!

Hoje é sábado e sábado é dia de... faxina!
Em uma campanha lançada pelo Ministério da Saúde, essa é a proposta com o objetivo de eliminar os focos do mosquito Aedes Aegypti.

Reproduzo aqui na íntegra a matéria divulgada por eles, destacando os motivos e a importância desta ação:

"A reprodução do aedes aegypti, também conhecido como o "mosquito da dengue", costuma ser mais intensa durante o verão. O mosquito, que também é o transmissor da chikungunya e do vírus zika, não escolhe o bairro ou casa para se reproduzir. Ele precisa apenas de locais com água parada. Por isso, o cuidado para evitar a sua proliferação deve ser feito por todos. A principal ação para prevenção dessas doenças é evitar o nascimento do mosquito da dengue, já que não existem vacinas ou medicamentos que combatam a contaminação.

Para chamar a atenção sobre a importância da limpeza para eliminação dos focos do aedes aegypty, o Ministério da Saúde lançou a campanha "Sábado da Faxina - Não dê folga para o mosquito da dengue". A ideia é que toda a população dedique um dia da semana para verificar todos os possíveis focos do mosquito, fazendo uma limpeza geral em sua residência e impedindo a reprodução do aedes.

O resultado do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) mostrou que 199 municípios brasileiros estão em situação de risco de surto de dengue, chikungunya e zika. Mais de 4% das casas visitadas nestas cidades continham larvas do mosquito. O Ministério da Saúde registrou, até 14 de novembro, 1,5 milhão casos prováveis de dengue no país. O aumento é de 176%, comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 555,4 mil no ano passado.

Em 45 dias um único mosquito pode contaminar até 300 pessoas. É bom lembrar que o ovo do aedes aegypti pode sobreviver até 450 dias, mesmo se o local onde foi depositado estiver seco. Se a área receber água novamente, o ovo ficará ativo e poderá atingir a fase adulta em poucos dias. Por isso, após eliminar a água parada, é importante lavar os recipientes com água e sabão.

O governo federal também está fazendo sua parte, com a capacitação de pessoal de estados e municípios para identificar locais de proliferação do mosquito e distribuição de larvicidas, inseticidas e kits de combate. O Ministério da Saúde repassou, até novembro deste ano, R$ 1,25 bilhão aos governos estaduais e municipais para o combate ao mosquito".

O assunto é muito sério e todos precisam agir imediatamente. 

Para nós, docinhos, ainda há um risco maior agregado, por sermos portadores de doença crônica.

As dicas do Ministério da Saúde vão direto ao ponto e ensinam o que fazer para prevenir que o mosquito se reproduza:
Todo cuidado é pouco e atenção contínua é fundamental!

04 dezembro, 2015

A doçura dos dias...


Novembro se encerrou e a cabeça ficou a mil...
Muito feito e um tanto mais por fazer.

A alegria de comprovar na prática que a união faz a força.
Essa força criou uma r-evolução azul, um movimento que levou informação por aí e que agora tem um caminho mais extenso a percorrer.

Dezembro chegou trazendo um respiro. 
A energia investida no Dia Mundial foi bem grande. A sensação boa também foi sem limite.
E agora, nos primeiros dias do último mês do ano, o tempo é de reorganizar as ideias, somar os assuntos e planejar os próximos passos. 

Recentemente me perguntaram o que me motiva nos cuidados com o diabetes.
Pois bem... Me motiva a escolha pela vida, acima de tudo. Me motiva seguir bem e com saúde pra viajar, trabalhar, curtir meus amigos e minha família todo dia. Me motiva meu tamborim e o mundo que eu ainda tenho a explorar.
Não, nada disso vem sem esforço e sem a nossa contrapartida.
Então, escolha se cuidar. Escolha pelo seu tratamento. Se aproprie dele! 
Busque o que faz sentido para você. Preze por quem você ama. Opte por estar bem. 
Essa é a melhor solução!
Quando não estiver fácil, não esqueça que é possível.

De novo, repito o que uso como um mantra: diabetes não é sentença.
Defina seu rumo, sem restrição, sem impedimento.