Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

30 outubro, 2015

De azul, no Rio!

Faltam duas semanas para o Dia Mundial do Diabetes e tem atividade bacana planejada para o Rio!

Caminhada, corrida e atividades para crianças.
A boa fórmula informação + diversão!

Olha só:
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pela página da coordenação do evento.

Para acompanhar e participar das ações que vão acontecer nas outras cidades, a dica é ficar ligado no site do Dia Mundial de Diabetes. Está tudo lá, no mapa de atividades!




29 outubro, 2015

A doçura na TV!

Pense num programa focado essencialmente nos poréns da doçura: o que é, como cuidar, como viver bem, como prevenir...
Já imaginou?
Eu também, várias vezes!!

A notícia boa é que agora ele existe! O 'De olho na Diabetes' estreou há alguns dias pela TV Luau, de Nova Friburgo e é apresentado pela Educadora em Diabetes Márcia de Jesus.
A cada semana ela entrevista "médicos, pacientes e familiares, informando as últimas pesquisas e novidades relativas ao diabetes".

Sempre comento que falta divulgação, que precisamos levar o conhecimento às pessoas. E é isso que a Marcia está fazendo.
Mais: os episódios podem ser acessados na íntegra no site do Programa e no canal de youtube da TV Luau.

Sucesso e vida longa ao programa!
Que seja um caminho na direção da prevenção e do cuidado com o diabetes.


23 outubro, 2015

Unidos no azul!

Assunto recorrente e que ainda tem muito espaço para ser preenchido: nosso Dia Mundial do Diabetes!

Já olharam o material deste ano que está disponível no site? (para ficar fácil, clique aqui que já vai direto para a página!)
O material, como eu já contei, é de download gratuito.

Uma dica boa e que também não é difícil de colocar em prática é imprimir os cartazes e pedir para colocar no mural de avisos do trabalho, na portaria ou no elevador do prédio, nas salas de aula de cursos, da faculdade... Tem muita alternativa simples.

Dá para incluir as crianças nas atividades: por exemplo, um encontro no play do prédio ou em até casa para fazer os círculos azuis, que é o grande símbolo da nossa campanha. Cartolina branca ou azul, tinta, glitter, fitas e o que mais ajudar na criatividade.

Ainda temos algumas sextas até o dia D. Ou seja, oportunidades de vestir azul e postar as fotos nas redes sociais, pelos blogs (eu e meus queridos amigos do Insulina Portátil podemos divulgar) chamando a atenção para a importância da prevenção e dos cuidados com a doçura.

Uma tarefa ainda mais fácil é compartilhar conhecimento!
Não dá trabalho e a gente pode fazer toda hora.

E no dia 14 de novembro, junte seus amigos, sua família e espalhem o azul.
Pic-nic na pracinha perto de casa, caminhada pelo bairro, balões azuis, laço de fita amarradinho na bolsa, no vestido, na blusa, no boné. Vale tudo!
Vem com a gente!!
Tem muito ainda a ser feito, todo apoio é válido e juntos somos mais fortes!
Tem dúvida, a gente ajuda com o maior prazer.



22 outubro, 2015

Razão e des-controle!

Algumas operadoras de celular tem, hoje em dia, um plano para acesso à internet no exterior que funciona da seguinte maneira: você paga um valor fixo de X reais por dia, mas somente quando usar.

A questão é que no dia que você decide ativar o uso, você parte do princípio que já pagou mesmo e então acaba relaxando e passa o restinho desse dia focado na internet. 

Cheguei à conclusão que o efeito de uma hipoglicemia é quase o mesmo!!!

Tive uma hipo na terça-feira à tarde. Estranha, meio fora de contexto. Minha glicose foi a 40 mg/dL!
Como estava em um shopping, logo fiquei pensando em um milhão de coisas gostosas que poderia comer "pra aproveitar".
Escolhi um donut recheado de chocolate.

Compensei o momento e já fui pensando - justificando para mim mesma - que estava garantindo um extra para o caso da glicemia seguir baixando.
Certo??
Não! Errado!! 

E eu sei que estava errado! Só que enquanto fico com a sensação de que a glicemia não está compensada, fico querendo comer mais e mais. E meio que me aproveitando da situação... exatamente o ponto do valor fixo de X reais: uma vez ativado 'o serviço', teria que aproveitar para usar. 

Difícil gerenciar a urgência de uma hipo com a razão viu!

Mas o que acontece é que ingerindo mais carboidratos que o necessário, a glicemia volta a descompensar, só que com uma hiper.




6 anos e meio de doçura e ainda sou sacudida por um eventual episódio de hipo! Essa sensação de que nada é suficiente e que não vai compensar a glicemia demora a passar.


Enfim, o passo seguinte foi medir a glicemia uns 20 minutos após comer o donut (confesso, comi com gosto!). Estava em 90 mg/dL e se manteve boa ao longo da tarde e da noite.

Pronto! A tal da razão tinha voltado para o lugar.







A doçura é assim. 
Por mais que façamos tudo conforme o protocolo, tem horas que foge do nosso controle. Fatores externos e emocionais, além dos físicos, também podem influenciar... 

E quando isso acontece, no meio desse sobe e desce, tenho mais certeza da importância de seguir meu tratamento, me cuidar e conhecer mais e mais sobre a condição. 

Cada dia, uma lição!


20 outubro, 2015

Conhecimento gera (r)evolução!

Antigamente, o diagnóstico do diabetes era acompanhado de um tratamento na base do não pode:
não pode açúcar
não pode pizza
não pode correr
não pode viajar
não pode se cansar
não pode
não pode
não pode!

Claro que sem os recursos que a gente tem hoje (glicosímetros, canetas) tudo era mesmo mais difícil.
Tirinha reagente na urina dava a indicação de que poderia haver uma alteração na glicemia para maior ou para menor, mas não indicava exatamente o quanto estava variando.

A tecnologia avançou e os cuidados individuais levam os paciente a terem um maior controle das glicemias. Junto com isso, o conhecimento colabora (muito!) e nos dá maior liberdade na alimentação, nas atividades do dia a dia e, principalmente, nas ações diretamente ligadas ao tratamento.

O que falta mudar é o entendimento de que o diabetes saiu do patamar de sentença para uma classificação - em termos médicos - de doença crônica.

Eu, particularmente, nem me refiro a ele como doença. Na minha visão, é uma condição de saúde séria que requer cuidados.
Não se trata de negação, longe disso! Sou responsável e sigo meu tratamento, esta é a minha opção todo dia. Se não fizer isso, aí sim posso ficar doente.

Eu entendi que me cuidando e seguindo meu tratamento, posso sim levar a vida numa boa e sem restrições.

Por isso, não me canso de falar que a informação deve ser difundida e que o entendimento acerca da condição também e parte do tratamento. Bato repetidamente na tecla de que aderir ao tratamento é a maneira mais sensata e segura de seguir. Assim, não precisamos abrir mão do que gostamos e não fica a sensação e o peso de que o diabetes chegou para nos privar do que é bom.

Saímos da seara do 'não pode' para uma visão do infinito!
Pode açúcar
Pode massa
Pode pedalar
Pode mergulhar
Pode saltar de bungee jump
Pode viajar
Pode morar sozinho
Pode tocar tamborim e ir atrás do bloco na avenida
Pode viver sem medo!

Não sabe, pergunte.
Tem dúvida, questione.
Tem receios? Eu também! Busque conhecimento.
Tem uma informação? Confirme e divida.
Para o alto e avante!
Respire fundo, fure o dedinho, ajuste a dose do elixir salvador e vá em frente.

Tem dias que dá preguiça, tem dias que são chatos, tem dias que as coisas dão errado. Mas tem muitos, muitos outros que dão certo.
Com os primeiros a gente aprende. Com esses outros, a gente se motiva!

Para frente é que se anda!!

16 outubro, 2015

Sobre o diabetes: pra entender e prevenir!

Ouvimos falar muito sobre esse tal diabetes.
Verdades, mentiras... mitos.

Uma doença que já foi classificada como fatal e hoje - graças a muito estudo, muita pesquisa e à busca por melhor qualidade de vida de quem convive com esta companhia diária - já é considerada como crônica.

Da mesma forma, falamos sobre prevenção, conscientização e educação. Mas para começar a pensar nisso tudo, é preciso explicar e esclarecer o que é o diabetes.

Para termos a real noção da gravidade da situação, lanço mão da estatística apresentada em 2014 no Atlas da Federação Internacional de Diabetes - IDF:
387 milhões de pessoas no mundo tem diabetes!! E 46,3% destas pessoas ainda nem foram diagnosticadas corretamente.

Já falei algumas vezes no IP sobre as particularidades do tipo 1 e do tipo 2 (explicadinho aqui), mas faltando menos de 30 dias para o Dia Mundial de Diabetes, é importante lembrar sobre o que de fato significa ter diabetes.
Esse é o primeiro passo!

De acordo com a definição da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o "Diabetes Mellitus é uma doença caracterizada pela elevação da glicose no sangue (hiperglicemia). Pode ocorrer devido a defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas, pelas chamadas células beta. A função principal da insulina é promover a entrada de glicose para as células do organismo de forma que ela possa ser aproveitada para as diversas atividades celulares. A falta de insulina ou um defeito na sua ação resulta portanto em acúmulo de glicose no sangue, o que chamamos de hiperglicemia."


De volta aos números registrados pela IDF, tem mais um que assusta:
A expectativa é que em 20 anos terão mais 205 milhões de pessoas com diabetes no mundo!

Esta conclusão é baseada no monitoramento que vem sendo feito há alguns anos e que traz outros dados que assustam:

  • O número de pessoas com DM 2 vem crescendo progressivamente em todos os países
  • O diabetes levou à morte 4,9 milhões de pessoas em 2014
  • Mais de 79.000 crianças desenvolveram diabetes tipo 1 em 2013 
Como mudar esta situação?
Como reconhecer um sintoma e buscar atendimento médico e tratamento?

Os sintomas mais comuns são fome e sede excessiva, poliúria (aquela vontade constante de fazer xixi), cansaço e fadiga frequentes, perda brusca de peso, alterações na visão, formigamento.
Percebendo qualquer destes sintomas, não demore a buscar ajuda profissional.
Eu, por exemplo, tinha vários desses sintomas mas também tinha 'desculpas' para cada um deles! Só descobri realmente o que estava acontecendo comigo num exame de rotina... Já contei essa história e fica novamente o alerta.

E por falar em alerta, deixo também o da Sociedade Brasileira de Diabetes:

A Campanha do Dia Mundial do Diabetes vem exatamente cumprir esse papel.
É preciso levar informação e esclarecimento à todo mundo. 

O círculo azul, que representa a união dos povos contra o diabetes - muita mais sobre isso aqui - é o nosso símbolo. 

A educação em diabetes é o caminho.
O conhecimento é parte da solução!





14 outubro, 2015

Contagem regressiva!

Faltam só 30 dias para o Dia Mundial do Diabetes!!
Pra começar, vamos lembrar o porque do círculo azul: o símbolo foi estabelecido pela ONU e representa a união dos povos contra o diabetes.

Sabia que o azul foi uma das últimas cores a serem enxergadas e definidas?
Quem conta essa história é a turma do Follow the Colours. E eles falam mais sobre essa cor que é tão presente nos nossos dias doces:
"Muitos aspectos positivos são atribuídos ao azul. Ele simboliza a paz, a realização espiritual, tranquilidade, amizade, confiança, fidelidade e integridade. É também a cor de todas as virtudes intelectuais: sabedoria, inteligência, ciência, controle, concentração, independência. Tem o poder de acalmar e relaxar as pessoas. É relacionado a purificação, expulsa energias negativas, além de favorecer a amabilidade, a paciência, a serenidade. Estimula a busca da verdade interior, bondade, ordem, disciplina".

Que tal?
A razão pela escolha do azul pode não ter sido sobre estes significados todos, mas faz sentido, não faz?!

O mais importante é a gente lembrar o propósito do grande dia: o movimento, que segue ao longo do ano todo, visa esclarecer e prevenir sobre o diabetes, que hoje é um problema de saúde global.

O material da campanha já está disponível na página do Dia Mundial do Diabetes, para download gratuito.

E tem uma novidade bacana relacionada à campanha deste ano!
A Associação Botucatuense de Assistência ao Diabético (ABAD) lançou um concurso de fotografias, o 1 º Concurso Fotográfico 'O Diabetes e Você'.
"O objetivo do projeto é mostrar, através da fotografia, o olhar do paciente sobre o diabetes".

As fotos devem ser enviadas por e-mail (botucatuabad@gmail.com) ou pelo Instagram (@abadbotucatu), e serão expostas no Shopping Botucatu, em São Paulo.
Qualquer pessoa pode participar e o prazo para envio é o dia 30/10 e o resultado sai no dia 31/10.
Curiosa!!



Sei que tem bastante coisa bacana sendo pensada e planejada para o grande dia.

Para acompanhar e participar, é só ficar atento à página: www.diamundialdodiabetes.org.br.

Que muito mais forças se unam até lá!



13 outubro, 2015

Sobre duas rodas, na maior aventura dos dias latinos!

O inimaginável! Quando um dos amigos sugeriu, fiquei com o pé atrás. Um certo medo só em ouvir o local ande seria realizada a aventura: Estrada da Morte, Bolívia.

A Estrada da Morte, conhecida também como 'Camiño de los Yungas', foi construída na década de 30. Reza a lenda que o fato dela ser tão estreita e sem qualquer proteção, foi uma maneira de vingança dos construtores da época: prisioneiros de guerra escravizados!

Por que razão faríamos isso, então??
Porque seria uma oportunidade sem igual!

Depois de bater papo com um outro amigo aventureiro, que já tinha feito essa rota de bike no início do ano, fui convencida pela emoção que ele passava, enquanto contava e me mostrava algumas fotos...

Topei por saber que seria diferente de tudo que já tinha feito e visto por aí.
Sabia que não seria simples e que o exercício envolvido era muito mais do que eu estou habituada.

Chegando em La Paz, fomos ainda no primeiro dia procurar a agência. Apresentações concluídas, percebi que a estrutura oferecida dava suporte: cada um receberia capacete, jaqueta e calça de proteção, uma bicicleta de primeira, com duas suspensões, e lanches ao longo do percurso para manter a energia (apesar disso, tinha levados meus quitutes na mochila).

Além de tudo isso, seríamos acompanhados por dois guias e teríamos um ônibus de apoio.

A ansiedade no dia era enorme! Encontramos o nosso grupo cedinho (no total, éramos 10 pessoas) e seguimos de ônibus até o ponto de partida do trecho que seria feito pedalando.

Uma vez equipados, pegamos nossas bicicletas e depois das instruções, estávamos prontos!


Estava na hora de explorar os 68km de natureza e do desconhecido!!

Altitude inicial: 4.700m.

Os primeiros 20km foram em estrada asfaltada, o que para mim funcionou para me adaptar à bike e ao frio, que ainda estava fazendo companhia.

A boa surpresa é que nenhum de nós sofreu por causa da altitude.

A partir do km 20, seria um novo desafio: todo o restante do percurso seria por uma estrada de cascalho. Pedras soltas, areia e, diferente do trecho inicial, uma única via. Ou seja, seria preciso dividir o espaço com a passagem eventual de outros veículos. 

A cada 6 / 8 km, uma parada para reunir o grupo, ouvir as informações sobre o trecho seguinte e 'reabastecer'. Eu tinha tomado um café da manhã reforçado e uma dose de insulina de jejum 30% menor do que a minha dose padrão. Nestas paradas, bebia um gole do isotônico que recebemos antes da largada, mesmo sabendo que continha açúcar: preferi garantir uma reserva a correr o risco de uma hipoglicemia.

A cada etapa concluída, uma comemoração e um furo no dedinho para ver como meu doce estava se comportando. 

Durante todo o trecho percorrido, a minha concentração foi absoluta! Não tinha espaço para qualquer deslize. 

Dos 68km totais, os 10km de subida foram feitos por todo o grupo de ônibus.

No meio do caminho, o inesperado, mesmo sabendo que havia o risco: uma amiga caiu. A apreensão foi grande! A lente dos óculos escuros que ela usava quebrou e fez um corte no supercílio. 
Os primeiros socorros foram feitos pelo guia de um outro grupo e logo depois, por um de nossos guias. 
O problema foi que a ambulância, que deveria estar a postos em algum ponto da rodovia, não estava em lugar nenhum! Apesar dela precisar voltar para La Paz, acabou ficando com a gente até o final. 

Decidi medir a glicemia depois do susto e, como eu imaginava, tinha dado um baita pico: 308 mg/dL.
Enquanto esperávamos até que tudo estivesse resolvido, sabia que o meu doce também ia começar a voltar ao normal. Mas cheguei a questionar se continuaria pedalando ou se iria no ônibus... 

Enfim, depois de mais ou menos uma hora e sabendo que ela estava bem, apesar do incômodo pelo corte, seguimos e eu vi que dava para continuar de bike. 
Como os meninos perceberam que eu tinha ficado meio hesitante, com a decisão por seguir em frente eles foram me escoltando por um tempo. 
Super obrigada meus queridos, fez muita diferença!

Nesse ponto, o sol já tinha aparecido. O dia ficou mais agradável e pudemos tirar parte das roupas de frio que estavam por baixo da roupa de proteção. 

Fui até o km 60, firme e forte de bicicleta. Dali em diante, não consegui. As palmas das minhas mãos estavam bem doloridas por causa do esforço para controlar a bicicleta no cascalho e o calor estava demais!

Os 8km finais eu fui no ônibus, já repassando toda a grande aventura do dia. 

 Um misto de êxtase, tensão e alegria. Conquista e superação!

Num lugar que parece intocado, a sensação de estar sendo engolida pela natureza. 



Altitude final: 1.500m.
Glicemia final: 144 mg/dL.

Eu só tinha a agradecer. 




11 outubro, 2015

Os 'buenos dias' latinos!

Mais uma saída pelo mundo. E mais uma vez, a volta com a certeza que viajar é sempre bom demais!

Na companhia de amigos tão queridos, os dias pelo Peru e pela Bolívia foram sensacionais, de muita parceria e muita diversão.

Apesar de dois sustinhos no caminho, no fim tudo deu certo e mesmo os imprevistos viraram histórias para contar.

Saí do Rio no dia 20/09. Voo com destino a La Paz e uma conexão estendida em Lima.
Como o voo era de madrugada e eu tinha alguns eventos que não podia deixar de ir, acabei não dormindo. Viajei virada.
Nenhum problema nisso, a não ser pelo fato de que eu acabei me desligando da hora e tomando a dose da insulina da noite mais tarde que o de costume.

Por volta das 07h, foi servido o café da manhã no voo. Tomei a dose de insulina de jejum normalmente. Pouco tempo depois, hipoglicemia! O que aconteceu é que o intervalo entre as duas doses foi pequeno. Erro repetido... falta de atenção! Mas comi um chocolatinho e logo estava tudo certo.

Ah, as refeições especiais que eu tinha pedido à companhia aérea (Avianca) vieram certinhas e estavam bem equilibradas. Só deixaram a desejar com as bebidas: não tinham nenhuma zero.

Como todas as vezes que viajo, procuro levar uma quantidade razoável de lanchinhos sugar free. Desta vez não foi diferente e eu, por puro ‘achismo’, imaginei que não fosse ser fácil ter opções mais saudáveis e/ou sem açúcar.

A primeira surpresa veio ainda em Lima. Passeando pelo Larcomar, um shopping à céu aberto na beira do mar, uma parada para um sorvete e a descoberta do Congelatte, um carrinho de picolés deliciosos, feitos com frutas locais e que tinham vários sabores sem glútem e outros adoçados com stevia.

Tomei o de lúcuma, essa fruta aí da foto:
Sabor forte, mas bem gostoso.

De volta ao aeroporto para embarcar para La Paz, outra surpresinha: cookies de coca, também com stevia.
Comprei!


Já que os milhares de metros de altitudes nos aguardavam, tinha que provar!

Assim como a folha e o chá, o sabor é parecido com o do nosso mate, mas mais suave.

O cookie? Razoável, um pouco seco.





Durante toda a viagem, encontrei muitas opções de produtos usando stevia, tanto na Bolívia quando no Peru. Mas uma coisa me chamou a atenção: a maioria dos produtos – e aqui entram os com açúcar e os sem – não tem rótulos com as informações nutricionais.
O jeito foi pensar nos nossos semelhantes para calcular as quantidades de carboidratos, quando preciso.

Seguimos na rota e em La Paz passeamos pelas muitas curvas da cidade e pelas centenas de lojas de artesanato local, com uma parada em especial: Gravity, uma agência de passeios radicais.
O foco? Descida de bicicleta pela Estrada da Morte!!

Uma apresentação completa sobre a aventura e não precisamos de muito tempo para fechar.
Ansiedade no alto e eram praticamente 5 crianças esperando a hora de começar a brincar!

No dia seguinte, logo depois da primeira pedalada na bike, a emoção tomou conta. Agradecimento por estar ali. Oportunidade única, desafio, uma beleza sem fim.
Foi fenomenal, inacreditável. A cada etapa cumprida, um novo agradecimento.
Uma queda no caminho: uma amiga precisou de atendimentos médicos, mas tudo ficou bem!!

Docinho comportado e a sensação de plenitude no final do percurso. Mas os detalhes conto logo, num post exclusivo sobre isso!

Nosso plano inicial era alugar um carro na Bolívia e seguirmos para o Peru, parando no Lago Titikaka e seguindo até Cusco.
Não deu: lá soubemos que o Peru é o único país que só permite a entrada de veículos próprios.
Novo planejamento e decidimos ir de avião para Cusco.

A cidade já agradou logo na chegada. Além de ser muito maior do que eu imaginava, é bem organizada e bonita.
A Plaza de Armas, onde a maior parte da história está concentrada, é charmosa e parece que te chama para ficar por ali.

Já no primeiro dia, começamos a explorar a gastronomia: alpaca, lhama. Sabores diferentes, exóticos e bons.

À noite, a preguiça pelo cansaço e o frio falaram mais alto e acabamos indo jantar num restaurante em frente ao hotel.
Não sei se pela gordura em excesso do prato escolhido ou se pela combinação das opções exóticas do almoço, enjoei sério!
Passei a noite super desconfortável e no dia seguinte mal conseguia colocar alguma coisa no estômago.
E aí, como gerenciar insulinas e glicemias??

Decidi pegar bem leve no café da manhã: meia tangerina e uma xícara de chá de camomila. No almoço, uma sopa de batatas.
Ao longo do dia fui melhorando, mas segui monitorando a glicemia para evitar qualquer susto.

Para tomar a insulina da ceia, meus biscoitos de castanha companheiros – que tinham vindo do Rio - foram a salvação!
No dia seguinte tudo estava de volta à normalidade.

Exploramos um pouco mais a cidade e os arredores do Vale Sagrado: Pisaq, Moray, Salinas de Maras, Ollantaytambo.
Uma parada em Águas Calientes para, enfim, chegarmos a Machu Picchu.

A imensidão, a história, as conquistas, a funcionalidade... tudo tem uma razão. Andamos por cada pedacinho, tentando alcançar um pouco de tudo que foi vivido por lá um dia, tentando capturar um pouco de toda aquela energia. 
Como sabia que seria um dia de muita caminhada, subidas e descidas, caprichei no café da manhã de novo e reduzi a dosagem de insulina de jejum. Água, lanchinhos e mel na bolsa, fui tranquila.
No final, docinho estava 108 mg/dL!

Na nossa última noite em Cusco, um imprevisto grandinho: estávamos praticamente prontos para sair, Cusqueña (a ótima cerveja peruana) em punho, quando um dos amigos precisou ir para o hospital.
Suspeita de cálculo renal... foi medicado e, depois de todos passarmos a noite com ele, voltamos para o hotel bem rapidinho, porque em seguida já íamos embarcar de volta à La Paz.

Durante os dias de viagem, registrei 3 hipos seguidas! As três na madruga e bem baixas: entre 45 e 50 mg/dL!!
Tive que reduzir um pouco a dose de insulina da ceia. 

Algumas razões possíveis: exercícios mais frequentes e com uma carga maior do que as minhas atividades físicas normais; alimentação diferente do habitual, afetando a relação insulina e glicemia; altitude.

Com todas essas hipos, resolvi pesquisar e descobri que a altitude pode influenciar diretamente os níveis de glicose medidos: 
"Altitudes extremas, com alteração da concentração de oxigênio, podem levar à superestimação da glicemia (...)".
(Fonte: SBD)
Passei a ficar mais atenta nos valores medidos em relação às refeições feitas. Foi na base da tentativa e erro mesmo.

Na véspera de voltarmos, ainda fui surpreendida mais uma vez: estávamos todos no movimento de arrumar as malas, porque no dia seguinte nosso voo saía cedinho e, para facilitar, pedimos uma pizza. Medi o docinho, fiz a correção necessária com a insulina e comi. Menos de duas hora depois, antes de dormir resolvi medir a glicemia mais uma vez, para garantir que nada ficasse fora do eixo... Ainda bem!!
Mesmo comendo pizza, já estava com a glicemia em 72 mg/dL. Parti para um copo de coca-cola e reduzi um pouco mais a dose da insulina da ceia.


Enfim, preferi arriscar e corrigir em jejum do que ser despertada por mais uma queda na doçura.

De vota para casa, voltei também para a minha rotina. 
Em pouco tempo, doses de insulina ajustadas e glicemias reguladas!

Na bagagem, muito aprendizado para uma próxima viagem e a alegria de conhecer mais um pouquinho desse mundo tão grande.


09 outubro, 2015

Sobre(o)peso...

11/10: Dia Nacional de Prevenção da Obesidade

Dia disso, dia daquilo.
Sim, é isso mesmo.
É preciso chamar a atenção para problemas que vem sendo cada vez mais responsáveis por trazer uma baixa qualidade de vida às pessoas e por trazer grandes riscos à saúde.

Vivemos num país onde ser um bebê gordinho era bonitinho e significava ser saudável.

Com a correria de trabalho, casa, família, (pouco) tempo para o lazer, a comida rápida e industrializada substituiu aquelas feitas na hora da refeição, com ingredientes frescos.
Não tem culpa e nem julgamento, é somente uma constatação.
Eu mesma, tendo um dia a dia relativamente tranquilo, tenho meus momentos de ligar e pedir alguma coisa pronta e prática para comer!

O fato é que repetindo esses hábitos com muita frequência e sem dedicar alguns minutos para as atividades físicas, a obesidade vem tomando conta.
O que muita gente ainda não sabe é que obesidade é uma doença.

Foi pensando nisso tudo aí que a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - SBEM, junto com a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica - ABESO, estabeleceu esta data, que serve como um ponto de partida para chamar a atenção para a gravidade e seriedade da questão, e também ajudar a prevenir: "entre as orientações da campanha de alerta estão alimentar-se melhor, fazer exercício, beber agua e ter uma boa noite de sono".
Segundo estas instituições, um sintoma que é fácil perceber é o aumento gradual da circunferência abdominal, já que "reflete, de forma indireta, o conteúdo de gordura entre os órgãos da região".

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o limite de circunferência para homens deve ser de 94cm e para mulheres 80cm.
Ainda, a obesidade agrava os riscos de pessoas desenvolverem diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardíacas.

Para dar a real noção do impacto desse mal moderno, a estimativa atual é de que 60% da população do Brasil está com sobrepeso ou obesa!! Mais: a cada ano aumenta o número de crianças diagnosticadas com obesidade infantil (em 2013, o documentário 'Muito Além do Peso' já trazia este alerta!).

Fica o alerta!
Converse com seus amigos, sua família, chame a atenção de algum(a) querido(a) próximo que você ache que precise mudar a rotina e se dedicar mais a saúde.

Na página da SBEM e da ABESO tem muito mais detalhes e informações sobre como prevenir e combater a obesidade, vale conferir.




08 outubro, 2015

Vilão de cinema...

O Festival do Rio está acontecendo e entre as centenas de filmes - fica difícil escolher - um em particular me chamou a atenção de cara: 'Açúcar!'

Do que se trata? Qual a sinopse? Principalmente, qual a motivação??
Ontem fui assistir e tirei todas essas dúvidas.

O filme, dirigido e protagonizado por Damon Gameau, mostra a experiência dele ao decidir só consumir produtos industrializados e que contenham açúcar por um período de 60 dias. 
(Ah, que fique claro: com todo o acompanhamento médico pertinente)

A quantidade? 40 colheres de chá por dia; aproximadamente 160 gramas de açúcar. 
Segundo ele, é o equivalente ao que se esconde nestes tais produtos saudáveis que estão disponíveis nas prateleiras dos supermercados e que são consumidos em porções diárias:



Vamos aos dados:
Condição de saúde no início do projeto
Peso = 76kg
Ingestão de calorias / dia = 2.300
Nenhum sinal de 
Depois de 3 anos sem ingerir açúcar (branco, mascavo, demerara... qualquer um adicionado), às vésperas de ser pai ele decidiu checar o que o mundo que esperava pela filha dele trazia de boa / má alimentação.

O filme se inicia em Melbourne, onde o Damon mora, passa por uma comunidade no interior da Austrália e segue por algumas cidades dos Estados Unidos.

Logo de cara, ele apresenta um dado bem crítico: se houvesse uma limpa no mercado, deixando somente os produtos que não tenham sido adoçados de qualquer forma, somente 20% permaneceriam nas prateleiras!

A 'nova dieta' dele é estabelecida sem incluir doces, sorvetes, refrigerantes e fast food.
No cardápio tem iogurtes, cereais, bebidas como sucos, achocolatados e chás, pães, refeições processadas...

Os resultados assustam: com 12 dias ele já havia engordado 3,2kg e com 18 dias, surgiram as primeiras alterações no fígado. 
Além do impacto no físico, ele percebeu também variações no humor.
Isso acontece a glicose atua diretamente no organismo nos primeiros 40 / 45 minutos. Vem a sensação de ânimo, mas assim que o efeito passa, o cansaço assume. Para compensar, mais açúcar. Nova sensação de satisfação, que logo será substituída. 
Esse ciclo vicioso gera uma flutuação dos níveis de glicemia, que por sua vez leva a uma atividade cerebral instável. 

Outro ponto observado foi o de que mesmo comendo com freqüência, o Damon nunca se sentia saciado. 
O fato é que quando a alimentação é saudável e equilibrada, as gorduras boas, proteínas e os carboidratos de absorção mais lenta ajudam a saciar. 

Durante a temporada nos EUA, um caso chocante: um adolescente de 17 anos que precisaria ter 26 dentes extraídos!! V i n t e  e  s e i s !!!!! Todos sem condição de recuperação!
Com 17 anos, ele iria passar a usar dentadura. A causa? Cáries por consumo excessivo de refrigerantes - cerca de 12 latas por dia!

Voltando ao Damon...
Com 30 dias, ele já havia engordado 5,2 kg.
Com 35, a motivação para manter a sua rotina de exercícios estava totalmente reduzida.
Ele também relatou que estava impaciente e se sentindo exausto na maior parte do tempo.

É alarmante. Apavorante.
Sim, o diabetes é só um dos riscos envolvidos com o consumo exagerado e desenfreado do açúcar. 
Os efeitos são pouco duradouros, o que leva a vontade de consumir mais. 
Comportamento vicioso, comparado à nicotina e cocaína. 

Assusta, não é?!

Mais uma que pegou de jeito: um dos cientistas entrevistados afirmou que o cérebro responde ao açúcar da mesma maneira que responde ao amor!

Enfim, encerrados os dois meses, esta era a situação:
Peso = 84,5kg, ou seja, + 8,5kg 
Cintura abdominal = + 10cm
Gordura corporal = + 7%
Triglicerídios acima do recomendado, próximo do valor de risco
Hormônio do fígado alterado, em nível acima do ideal, o que consequentemente é o primeiro passo para resistência insulínica, diabetes e cirrose

Isso tudo com consumo de alimentos considerados saudáveis!

Um ponto bem importante avaliado foi em relação à quantidade de calorias por dia: ele manteve as mesmas 2.300, só que estas novas calorias vinham de alimentos carregados de açúcar. O impacto estava na fonte do alimento / produto, e não somente na quantidade.

O tempo para desintoxicação de hábitos alimentares como estes é de 2 a 4 meses.

A conclusão é que o açúcar pode até não ser o único problema, mas a solução deveria começar por ele!
Isso é uma questão global, que afeta a TODAS as pessoas. 

Vale repensar hábitos. Vale avaliar nosso dia a dia e ajustar o que for preciso. 
Rever o que compramos e consumimos. Entender o que está por trás de cada embalagem bonita e colorida...
Nunca é tarde para começar. 
Saúde em primeiro lugar, sempre!



05 outubro, 2015

Educação e prevenção sobre rodas!

Hoje começa um projeto muito legal e que certamente vai levar a muita gente bastante informação, além de cuidado.

A Medtronic, junto com a ADJ e a Bayer está dando a partida com o Caminhão de Controle.
Focado em difundir os sintomas e a importância do tratamento no que se refere ao diabetes, eles vão circular pelo país, começando por São José do Rio Preto.

O objetivo maior, como colocado pela Medtronic, é "educar as pessoas a respeito da doença, mostrando que é perfeitamente possível ter uma vida normal, desde que seja feito o controle correto da doença".

Um grande problema envolvendo o diabetes atualmente é justamente o fato de que parte das pessoas com DM no Brasil não foram diagnosticadas!
Por isso, vão ser realizados testes gratuitos de glicemia e distribuídos material informativo pela equipe de saúde.
Enquanto isso acontece, dentro do caminhão será realizado um 'tour' passando por 3 estações: "o diabetes e seus números; o que significa ter um bom controle; e opções de tratamento".
Ainda, nos casos em que os níveis de glicemia medido estiverem fora do padrão adequado, serão devidamente encaminhado para profissionais especializados.

A agenda completa da viagem, por enquanto, é esta:

- 05 e 06 de Outubro - Hospital de Base, São José do Rio Preto

- 13 a 15 de Novembro - Usina do Gasômetro, Porto Alegre

- 20 e 21 de Novembro - Boca Maldita, Curitiba

- 26 e 27 de Novembro - SESC Itaquera, São Paulo

A expectativa é que sejam realizados 5 mil testes!

Vale compartilhar um destaque da Federacão Internacional de Diabetes sobre esta condição que acompanha tanta gente hoje no mundo todo: "O diabetes é uma doença crônica regida pela Regra das Metades: metade da população diabética não sabe que tem essa condição. Dos que sabem, apenas metade recebe tratamento adequado. E do grupo que tem acesso a medicamento e serviço apropriado, metade não sabe controlar a doença e fica descompensado".

Pela educação em diabetes sempre!
Sem dúvida que muita gente será beneficiada.
Então, que o projeto se estenda e seja de muito sucesso.


02 outubro, 2015

Da minha história doce...

Fui diagnosticada com diabetes tipo 1 em Março de 2009. Já contei aqui no meu IP como foi isso, como me assustei com o diagnóstico e, principalmente, como até então eu não tinha qualquer informação sobre o que era e o que significaria conviver com o diabetes. 

Tomar insulina, por exemplo, eu ligava diretamente à um estágio grave da doença!

Passado este primeiro momento e já entendendo um pouco sobre o que de fato estava acontecendo, não tinha dúvida que a opção pelo tratamento seria a mais acertada.

Pouco tempo depois, já tinha entendido que o diabetes não era uma sentença. Fui aprendendo no dia a dia que quem convive com o DM pode seguir plenamente, sem precisar abrir mão do que gosta e sem vergonha de ser feliz. Além disso, segui em busca de informações sobre a condição, como a minha endócrino como parceira.

Daí veio a vontade de dividir a minha experiência e mostrar para outros 'docinhos' que era possível lidar com o diabetes e levar a vida numa boa. 

Assim nasceu o blog!


Aqui no Insulina Portátil estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da  glicemia. 

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir os meus passos tentando sempre aprender a ter um melhor controle da minha doçura, se transformou em estímulo para seguir me empenhando no tratamento e mostrando que, se funcionava para mim, podia funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.




Transformei a prática e o aprendizado em um artigo sobre viver com diabetes, que inscrevi no Congresso Mundial de Diabetes de 2013. Depois de 3 meses de ansiedade, recebi a resposta de que meu artigo tinha sido selecionado para ser apresentado como pôster!
Estava confirmada o que viria a ser uma das maiores oportunidades que eu poderia ter para apresentar a minha experiência pessoalmente e ver tantas outras, de médicos, educadores, especialistas e pessoas com diabetes.





O Congresso foi um divisor de águas. Aqueles dias que eu passei ouvindo tantas histórias, tantos depoimentos e conhecendo pessoas que atuam diretamente com o diabetes, fossem pacientes ou profissionais de saúde, ampliaram ainda mais minha visão de que esta condição deve ser encarada com a seriedade que requer - sim, trata-se de uma doença crônica que se não for cuidada pode ser mesmo um grande problema!, mas que o diagnóstico não significa que a vida tem que parar e girar somente em torno de furos no dedinho e cálculos de doses de insulina. 







As ferramentas para manter um bom controle e o docinho em dia devem ser usadas e vistas como algo positivo para que a gente não tenha que abrir mão do que gosta.

O Diabetes Mellitus pede cuidados específicos, mas é gerenciável e, quando bem cuidado, nos traz inclusive uma melhor qualidade de vida.

Sigo tocando meu tamborim pelos carnavais do Rio...
...viajando, explorando e me aventurando pelas maravilhas do Brasil e do mundo e estudando e me empenhando na educação em diabetes.

Este ano participei como observadora do Curso Educando Educadores, coordenado pela SBD e ADJ. Mais uma vez, trocar experiência com pessoas que atuam em diferentes áreas da saúde, mas com o diabetes como ponto comum, foi inspirador.

Na minha opinião, essa é a base da fórmula que permite que a gente não deixe que nada interfira no nosso caminho. 

Pela campanha Identiarte, fui selecionada para gravar na pele o azul que marca o comprometimento com a minha saúde e com a busca sempre por uma vida leve.

Sem qualquer dúvida afirmo que quanto mais conhecimento tivermos, mais fácil vai ser o comprometimento com o tratamento. 
Até aqui, sigo por seis anos e meio sem qualquer complicação.

Opte por viver bem. 
A adesão ao tratamento não é, de maneira alguma, um obstáculo ou um fator limitador. Ao contrário, é uma maneira de seguir plenamente pelo que dá prazer!