Pense como um pâncreas!

O hormônio que é produzido pelo pâncreas, desde que suas células não fiquem preguiçosas, é essencial para qualquer um de nós.
Nos docinhos tipo 1, ele passa a circular no organismo de uma outra maneira: se não é produzido, precisa ser colocado lá. E apesar de algum desconforto nas aplicações das injeções, ainda bem que existe esta alternativa!

Mas o problema é que esta variável não é constante.
As minhas doses até que permaneceram, por um bom e longo tempo, as mesmas. Mas em maio deste ano acabei ajustando a de jejum e ontem a noite ajustei a da ceia.
Apesar da sensação de culpa ou de estar fazendo alguma coisa errada que vem juntos com estes ajustes, no fundo sei que é normal. Preciso é que manter o foco e aprender a usar a ferramenta que tenho - a insulina - a meu favor.

Buscando informações e lições aprendidas por aí (além de já ter me comunicado com a minha Super), descobri uma instituição e um livro que me chamaram a atenção e trouxeram um baita interesse.

Um deles é a Type 1 University, uma 'universidade' cujo curso é o Diabetes tipo 1 e as disciplinasvão  desde como aproveitar ao máximo os recursos do monitor de glicemia até como calcular a dosagem de insulina corretiva para comer uma pizza sem riscos e sem preocupação.

Os cursos são online, mas também é permitido comprar algumas aulas já realizadas.

O livro é uma publicação de um paciente de DM1 e Educador em Diabetes: Think Like a Pancreas (Pense como um Pâncreas).
O objetivo é mostrar que uma boa e correta administração da insulina pode garantir um bom controle das glicemias diárias - "a arte de combinar as dosagens de insulina com as necessidades do corpo".
Foi exatamente isso que despertou meu interesse. 
O livro custa 17 dólares, mas o frete para o Brasil mais que o dobro disso...
(vou aproveitar a viagem de uma amiga pros EUA e encomendar!)

O que vou descobrindo a cada ano pós diagnóstico (para ser bem honesta, a cada dia) é que o diabetes não é uma conta exata.
A única certeza que existe é que é possível conviver com ele e que isso não depende só dos medicamentos disponíveis... o principal agente e responsável tem que ser o 'dono' do docinho!


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