Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

29 janeiro, 2014

Dica sabor de mel!

 
Dica da vez: Pão de Mel diet!
 
Parece estranho, mas vamos lá: é da marca Hué, não tem mel entre os ingredientes, mas o sabor e a textura são bem próximos do original.
 
Eles chamam de biscoito tipo pão de mel.
Comprei na semana passada, já provei e é bem gostosinho!
 Ainda não vi em lojas físicias e nem em mercados, mas na Diabetic Center tem e chega bem rápido.
  
Coincidências à parte, para fechar as comemorações ontem fui jantar com a família e como cortesia pelos aniversários - o meu e o da minha prima - ganhamos no restaurante um pão de mel delicioso!!
 E, claro, nada diet!

Olha o registro aí:
Como o jantar foi sem exageros, comi um pedaço sem culpa e nem alterou a glicemia.
Na verdade, hoje de manhã estava até baixinha...

Foco no equilíbrio!
(essa é outra dica, que não é nova, mas que vale sempre relembrar!!) 
 
 


28 janeiro, 2014

...é hora, é hora, é hora! Rá, tim, bum...


"Essa moça 'tá diferente..."

E não é só porque hoje completa mais uma primavera, não.

Essa moça descobriu que pode ir contra a maré.
Descobriu que uma coisa vista de uma maneira pelo mundo, pode ser diferente aos olhos dela.
E que diferente as vezes até deixa as pessoas de cabelo em pé - "você tem diabetes e toca tamborim?" - mas que isso nada importa.
Por que viver como se tudo tivesse paralisado?
E para os 'surpresos', sim eu toco tamborim... tamborim não tem açúcar!

Brincadeiras à parte, eu toco sim e adoro!
Mas me preparo para isso devidamente, esse é o ponto.

Diabetes não é sentença, é condição.
E é uma condição tratável e gerenciável, ainda bem.
Requer atenção a todo momento, isso é verdade. (Enche o saco em alguns momentos, isso também é uma verdade!)

Mas o fato é que não deve ser tabu e nem trazer medo.
E no que eu puder contribuir para deixar isso tudo cada vez mais claro, farei.

Essa moça 'tá bem diferente sim.
"O presente, a mente, o corpo é diferente."
 E eu estou adorando!
 
Já falei aqui que amo aniversário?
Eu quero mais é comemorar!
 
 

27 janeiro, 2014

Foco!! Foco!! Foco!!

 
Especialmente agora, depois das férias e de um período em que glicemia variou bastante e não se comportou da melhor maneira possível, o foco está maior do que nunca em fazer com que tudo volte ao normal.

Tenho medido a glicemia pós-prandial diariamente!
E tem ajudado bastante...
 
Quando ficam acima do ideal, já repasso o que comi na refeição para ver o que pode ter causado a elevação dos níveis de açúcar... mas quando ficam dentro do limite, é um baita estímulo para continuar o melhor controle.

Nessa época de ensaios e blocos e uma viagem a trabalho de vez em quando e mais ensaios e cerveja - não sou de ferro! - todo o cuidado é necessário.

Dá trabalho e as vezes até uma preguicinha, mas vale o esforço!!

 


 

23 janeiro, 2014

Tipo assim...


Tudo que escrevo aqui no IP é sobre a minha doce vivência e portanto o diabetes tipo 1 é sempre o ator principal.
Mas já até falei sobre algumas formas de prevenção e de como reconhecer os sintomas no caso do diabetes tipo 2 também.

Só que com tantos assuntos ligados a um e a outro, nunca fui às vias de fato e expliquei exatamente quais são as diferenças entre os dois, embora já tenha tratado sobre isso vagamente...

Chegou a hora!

De uma maneira bem simples e lógica, se resume assim:
DM1 é quando seu pâncreas não produz mais a insulina. Trata-se de uma condição (cientificamente falando, é classificado como uma doença... Mas não sou muito fã do termo) autoimune. Isso pode se causado pela ação de um vírus, de uma bactéria ou até mesmo por estresse.
É mais comum ser diagnosticado em crianças e adolescentes.

No DM2 o organismo continua produzindo insulina, mas não em quantidades suficientes para suprir todo o açúcar e toda gordura que são ingeridos. São os casos que atingem, na maioria das vezes, adultos - embora atualmente já se registrem casos mesmo em crianças - que estejam acima do peso.
 
(Vale lembrar que além do diabetes tipo 1 e do tipo 2, tem o Diabetes Gestacional e fala-se também do LADA, como já explicado por aqui.)
 
Em termos médicos, de acordo com a definição da Sociedade Brasileira de Endocrinologia:

Diabetes Tipo 1:
Essa forma de diabetes é resultado da destruição das células beta pancreáticas por um processo imunológico, ou seja, pela formação de anticorpos pelo próprio organismo contra as células beta, levando a deficiência de insulina. Nesse caso podemos detectar em exames de sangue a presença desses anticorpos que são: ICA, IAAs, GAD e IA-2. Eles estão presentes em cerca de 85 a 90% dos casos de DM 1 no momento do diagnóstico. Em geral costuma acometer crianças e adultos jovens, mas pode ser desencadeado em qualquer faixa etária.

Diabetes Tipo 2:
Nesta forma de diabetes está incluída a grande maioria dos casos (cerca de 90% dos pacientes diabéticos). Nesses pacientes, a insulina é produzida pelas células beta pancreáticas, porém, sua ação está dificultada, caracterizando um quadro de resistência insulínica. Isso vai levar a um aumento da produção de insulina para tentar manter a glicose em níveis normais. Quando isso não é mais possível, surge o diabetes. A instalação do quadro é mais lenta e os sintomas - sede, aumento da diurese, dores nas pernas, alterações visuais e outros - podem demorar vários anos até se apresentarem.

Acho que por isso tanta gente me pergunta, quando descobre que tenho DM: "Mas você come muito doce?"
Não se trata disso.
 
O pâncreas deu defeito, travou. Zerou a produção.
Essa é a diferença que eu, quando fui diagnosticada, também não sabia.

Naquela época, meu vago conhecimento me dizia que insulina era para os casos graves.
Grande engano.
 
Quando não produzimos mais a insulina de forma natural, temos que colocar para dentro de alguma maneira. E é isto o que nós, docinhos tipo 1, fazemos.
 
 
 

22 janeiro, 2014

De volta aos estudos!


Desde que cheguei não largo meu caderninho com as anotações do Congresso e outras coisitas mais sobre o tema.
 
Na verdade, desde o primeiro dia de palestras ele me acompanha.
 
Já li, reli, mudei algumas coisas, complementei várias outras (e as páginas em branco vem sendo preenchidas com novas ideias e novos pontos a pesquisar).
 
Com tanta coisa interessante para ver e ouvir, uma dificuldade (boa, pode-se assim dizer) era escolher a palestra da vez, quando havia mais de uma de interesse no mesmo horário.
 
Congresso é assim mesmo e por mais que eu tenha passado os dias todos lá dentro focada, não ia conseguir assimilar nem ter acesso a tudo.
 
Mas esse 'problema' está praticamente resolvido.
A International Diabetes Federation disponibilizou no site do World Diabetes Congress todas as apresentações feitas!
 
Você escolhe a data e o tema e a busca te retorna com os resultados:
Aí basta clicar na sessão de interesse e escolher a palestra que quer assistir, clicando câmera que aparece à direita:
Uma observação importante: no caso do vídeo não estar disponível, significa que o autor / palestrante não autorizou.
 
No geral, volta o gostinho de 'quero mais' e vem, de novo, o reconhecimento de que ainda tenho muito a aprender... 'Bora estudar!!
 
Mas vem também as percepções indiretas, da atenção dos organizadores e o cuidado com os participantes, da importância dada ao tema na Austrália, onde até em comerciais de TV são veiculadas pequenas campanhas de prevenção e alertando sobre os sintomas do DM.

A constatação maior e de mais destaque, no final das contas, é que ainda há muito a ser feito por aqui.
 
 
 

21 janeiro, 2014

Procure saber!

 
Já falei isso por aqui recentemente e a constatação vem sendo mais frequente: cada vez tenho visto mais revistas e publicações sobre o diabetes em bancas de jornal e livrarias.
 
Acho muito bom, afinal a informação ainda é escassa. Mas por outro lado, me preocupo um pouco com o conteúdo.
 
As últimas revistas que comprei são legais, mas só comprei as 3 pela curiosidade dos assuntos e da maneira com que seriam colocados e em uma delas pude comprovar o meu receio.
 
Em uma matéria específica, um dos temas aborda as tecnologias aliadas ao controle do diabetes.
Eles falam de aplicativos para contagem de carboidratos e gerenciamento das glicemias disponíveis, mas em momento nenhum indicam quais são e como as pessoas interessadas podem ter acesso.
 
Para uma publicação focada no público com DM, o mínimo era que constasse todas as diretrizes.
Cá entre nós - e sem falsa modéstia - até eu, que comecei a escrever não tem muito tempo e não tenho o conhecimento técnico sobre jornalismo e comunicação, pesquiso e me informo antes de divulgar, procurando passar toda a informação possível, com as devidas referências.
 
Ainda na mesma matéria, com o título 'Qualidade de Vida', o texto começa da seguinte maneira:
"Sofrer de Diabetes, assim como de qualquer outra doença crônica, nunca poderá ser algo bom."

Pronto! Indignação de imediato!!
 
Sou da opinião de que essa maneira bruta de enxergar o diabetes está diretamente ligada à falta de conhecimento sobre a questão.
Enquanto não houver a correta e ampla prevenção e o esclarecimento adequado sobre as causas e consequências, isso não vai mudar.
 
Não tenho dúvida de que antes, quando a monitorização da glicemia em casa, por exemplo, só era possível através da fervura da urina, à qual se aplicava um reagente, era sim bem complicado. Além disso, não tinha a gama de produtos sem açúcar que se tem hoje.
 
Mas me desculpem, não sofro não!
 
O que me causa sofrimento é saber que pacientes não tem o tratamento mais adequado porque o sistema público de saúde no Brasil só cobre alguns tipos específicos de insulina e nem sempre fornece os medicamentos e os insumos de monitorização.
 
O que me causa sofrimento é ver que falta educação, informação e cuidado.
 
Será que se houvesse uma campanha de prevenção constante e direta a situação não mudaria?
Será que se houvesse uma campanha sobre os efeitos de um diabetes não controlado - que neste caso, até concordo, pode trazer sofrimento para o paciente - a situação não mudaria?
 
 
Que tal levantarem o tema que infelizmente pode ser responsável por um sofrimento?
Será que não ajudaria a chamar atenção para o que realmente precisa ser visto?
Será que assim não chegariam de alguma maneira ao conhecimento das autoridades (in)competentes?
 
Que pensem e repensem... principalmente antes de escrever.
 
 
 
 
 

20 janeiro, 2014

Pra estimular a boa alimentação!!

 
 
A responsabilidade por isso é dos tais flavonoides, que são compostos encontrados justamente nas frutas de cor vermelho escuro ou vinho. São eles que garantem a redução dos riscos do desenvolvimento de diabetes tipo 2.
 
 
 
O consumo diminui a resistência à insulina, mas desde que sejam em doses moderadas.
 
 
O importante é lembrar que não pode ser a esmo e que o exagero pode trazer o efeito oposto.
 
 
A pesquisa, feita por médicos e especialistas de Escolas Médicas e de Nutrição, foi publicada pelo Journal of Nutrition.
 
 
 
 
 
 
 
E para os docinhos do tipo 1, não há o que se preocupar... embora não tenham sido abordados nesta pesquisa, em estudos anteriores já ficou também comprovado o benefício que uma taça de vinho tinto ou um pedaço de um bom chocolate trazem.
 
Para a notícia ser ainda melhor, os bons resultados da pesquisa estimulam o próximo passo, conforme declarado por um dos colaboradores: "se pudermos identificar e separar estas substâncias, nós podemos potencializar a alimentação saudável".
 
 

19 janeiro, 2014

A sugestão de uma 'gordice' levinha...

De repente bate aquela vontade de comer um quitute docinho no final do dia.

Em casa só tinha uma caixinha de gelatina e a vontade era de alguma coisa mais elaborada... mas com a preguiça de sair para comprar, já que uma opção diet nem sempre está tão ao alcance, o jeito foi usar a criatividade!

A base foi a gelatina diet (a minha era de uva). 
Não dissolvi como dizia a embalagem, coloquei somente 200ml de água quente. Adicionei 1 lata de creme de leite light mais uma lata de leite condensado diet.
Bati tudo - liquidifcador ou mixer, tanto faz - e coloquei em copinhos (o rendimento foi de 10 porções).

Sem ter trabalho e depois de um tempinho na geladeira, estava pronta a sobremesa!



17 janeiro, 2014

"Pode chorar... pode chorar!!"


Dói furar o dedinho para medir a glicemia?
Eu não sinto, mas há quem se incomode bastante.
 
Mas ao que tudo indica, isso está com os dias contados.
A promessa - protótipos já em teste e em avaliação pela agência de medicamento dos E.U.A. - prevê o fim da dor. Só fica o choro... 


Conforme divulgado hoje pelo Google Lab, lentes de contato que atuarão como os glicosímetros (Smart Contact Lens) estão em desenvolvimento.
Através de um dispositivo conectado a um detector de glicose (segundo eles, mais fino que um fio de cabelo e tão pequeno como um grão de purpurina) que vai ficar entre duas camadas do material de que são feitas as lentes, será possível medir a glicemia a cada segundo através das lágrimas! 
E não, não precisa chorar o tempo todo... a umidade natural dos olhos garante a 'matéria-prima' necessária.
 
 Os pesquisadores responsáveis pelo projeto, Brian Otis e Babak Parviz, ainda querem mais... A ideia é que sejam integrados ao 'sistema' sinais luminosos que emitiriam alertas com a variação em níveis perigosos da taxa de açúcar no sangue.
Os registros seriam feitos através de um aplicativo integrado ao sistema.
 
O próximo passo é trabalhar para que isso chegue de uma maneira acessível ao mercado e ao alcance de quem precisa.
 
O mais bacana foi o fato motivador: as constantes declarações da Federação Internacional de Diabetes de que o mundo está perdendo a batalha contra o diabetes...
 
Que a aprovação seja breve!!
 
 
 
 

16 janeiro, 2014

Mais uma especializada...

 
Esta semana fiz uma busca na internet antes de comprar minhas agulhas, para ver se encontrava um precinho mais camarada.
 Não custa, já que tudo é caro...
 
Já conhecia a Dassete e a Doce Vida, mas é sempre bom ter mais opções.

Acabei descobrindo a Diabetic-Center, outra farmácia especializada em medicamentos e produtos para o diabetes.
A previsão de entrega é só de 2 dias úteis e eles tem bastante coisa disponível, incluindo alguns alimentos e acessórios!

O cadastro no site é simples, rápido e pode ser feito já na hora de finalizar a compra.

Dei uma olhada geral nos produtos que eles oferecem e percebi que em praticamente tudo eles tem um preço melhor - até no doce de leite diet!
 
Já garantiram mais uma cliente!
Farmácia aprovada!!
 

15 janeiro, 2014

'Refresco' de bolsa!


Carnaval chegando e aquele mesmo dilema: calor, o dia inteiro na rua, nos blocos... e a insulina me acompanhando!
As vezes, nas paradas para o almoço acabo colocando as canetas num copo ou saquinho com gelo...
 
Não levo o isopor comigo  porque não é prático, apesar de ser pequeno.
 
Mas agora, achei a solução:
Esse estojo da Dia-Pak acomoda a insulina e tem um espaço onde ficam os sachês de gel, que se mantém gelados por aproximadamente 12h.
Funciona para a praia, para o carnaval ou para qualquer outra atividade ao ar livre e ainda cabe na bolsa!
Adorei!!
 
Devidamente comprado.
Que comece (ou recomece... ou continue...) a folia!


14 janeiro, 2014

De paciente para paciente!

 
Esse é o conceito da Cartilha desenvolvida pela Universidade Federal de Juiz de Fora: 
  
Os autores são pacientes do Hospital Universitário, que através da sua experiência com o diabetes mostram como é possível manter o DM sob controle e ter uma vida tranquila e saudável. 
 
Além de explicar sobre esta condição e os tratamentos possíveis, tem dicas dos pacientes sobre a influência positiva em fazer exercícios e manter uma boa alimentação, com esclarecimentos sobre o que é recomendado neste sentido.
 
E mais: depoimentos que funcionam como um apoio, uma motivação para aqueles que ainda tem dificuldade em aceitar o diagnóstico ou fazer o devido controle do diabetes.
 
A distribuição da Cartilha é gratuita e basta clicar aqui para acessar e baixar!
Ela é ilustrada, tem uma linguagem bem objetiva e de fácil compreensão.
 
Recomendo muito!
 

10 janeiro, 2014

Pro doce predileto ficar ainda melhor!


E o que já era bom podia ficar ainda melhor?
 
Sim!! E Ficou!
 
O doce de leite diet da marca Hué (a que eu gosto mais, porque o sabor é muito próximo àquele doce de leite feito do leite condensado cozido na lata...) agora tem uma versão com zero colesterol.
 
Olha o comparativo das duas opções diet da marca: 
 
 Ele até tem um pouquinho de carboidrato a mais, mas considerando que gordura vira açúcar no organismo, essa versão zero compensa a conta no final.
 
Boas novas, bem a tempo da próxima leva dos meus brigadeiros!

09 janeiro, 2014

Pra insistir na mudança...

Em junho do ano passado fiz um questionamento à ANVISA acerca da possibilidade de trazer nas tabelas de informações nutricionais dos alimentos o índice glicêmico (IG):
 
"Boa noite,
Tenho diabetes e por hábito sempre verifico as informações nutricionais, de modo a avaliar a quantidade de carboidratos, fibras e valor calórico antes de comprar qualquer alimento. Me cuido bem e procuro me informar e me manter atualizada sobre tratamentos para o diabetes. Um dos aspectos que já foi comprovado é que o índice glicêmico influencia bastante no controle das glicemias. Por isso venho sugerir que seja avaliada a viabilidade de incluir esta informação como obrigatória na rotulagem nutricional. Desde já agradeço e me coloco a disposição para qualquer esclarecimento.
Atenciosamente,
Juliana.
"
 
Claro que antes de mandar a sugestão, li a respeito da obrigação das informações nutricionais e também sobre as Leis que regulam esta questão, como foi contado aqui no blog.
 
Eles me responderam com uma negativa, devidamente justificada:
 
"Senhor(a),
Informamos que a ANVISA já avaliou solicitações referentes à inclusão do índice glicêmico dos alimentos em sua rotulagem, mas entendeu que tal abordagem era imprecisa e potencialmente confusa, podendo gerar mais engano do que benefícios. Segue abaixo algumas considerações que levaram ao indeferimento de tais pedidos.

1) O índice glicêmico não leva em consideração a quantidade de carboidratos ingeridos, um importante determinante da resposta glicêmica. Por exemplo, de acordo com a Tabela Internacional de Índice Glicêmico (Foster-Powell et al., 2002) a melancia apresenta um alto IG (72) e poderia não ser considerada adequada por um diabético mantendo uma dieta de baixo IG. No entanto, a melancia possui apenas 5 gramas de carboidratos por 100 gramas e, portanto, teria um impacto mínimo no efeito glicêmico.

2) O índice glicêmico nem sempre está relacionado à resposta de insulina que também deve ser controlada em pacientes com diabetes. De acordo com Venn e Green (2007) sabe-se que não é possível predizer a resposta de insulina somente com base na resposta glicêmica a um alimento. Collier e O´Dea (1983) encontraram diferenças significativas na resposta glicêmica de batatas adicionadas ou não de manteiga, mas uma resposta de insulina muito similar. O Relatório de Pesquisa sobre Índice Glicêmico (2007), apresentado pela empresa, mostra que apesar da diferença existente no IG dos produtos testados (Nutren Balance) em relação ao alimento de referência (glicose) a resposta de insulina foi similar.

3) Diversos fatores podem afetar a digestão e absorção de carboidratos e, conseqüentemente, alterar o IG de um determinado alimento, tais como: a natureza do amido, o método de cocção empregado, a forma de armazenamento, a presença de gordura, proteínas e fibras e o intervalo entre as refeições (Jenkins et al., 2002; Carreira et al., 2004). Além disso, a resposta glicêmica ao mesmo alimento apresenta elevada variação inter e intra-individual (Venn e Green, 2007). Esta variação pode ser em parte explicada por fatores genéticos, tempo de mastigação dos alimentos e variações biológicas nas taxas de digestão e absorção. Desta forma, a resposta glicêmica não pode ser considerada somente uma propriedade intrínseca do alimento, pois depende das características biológicas do indivíduo consumindo o produto.

4) Os diversos fatores que influenciam o IG de um alimento também tornam sua mensuração difícil e fazem com que as tabelas de índice glicêmico apresentem valores muito diferentes de IG para um mesmo alimento. Venn e Green (2007) apontam que existem fortes indicações que a mensuração do IG utilizando grupos de 10 indivíduos não é suficiente para obter resultados confiáveis, particularmente se os níveis de IG são elevados. Os autores citam o trabalho de Wolever et al. (2003), um estudo conduzido em sete laboratórios para a avaliação do IG de alimentos utilizando grupos de 8 a 12 indivíduos. Os resultados demonstram que existe uma grande variação no IG de um mesmo alimento. O arroz, por exemplo, seria classificado como um alimento de baixo IG por um laboratório, como médio IG por três laboratórios e como um alimento de alto IG pelos outros três laboratórios.

5) O índice glicêmico de um alimento possui pouca utilidade quando os alimentos são misturados em uma refeição. Venn e Green (2007) afirmam que embora esteja claro que a combinação de alimentos influencia o índice glicêmico da refeição e que a adição de proteínas e gorduras a uma refeição contendo carboidratos pode reduzir apreciavelmente a resposta glicêmica, não existem informações suficientes para predizer corretamente o efeito de diferentes combinações de alimentos. Este fato demonstra que o somatório dos índices glicêmicos dos componentes individuais de uma refeição não é capaz de predizer o real índice glicêmico de uma refeição.

6) O IG de um alimento não tem relação com seu conteúdo de fibras e micronutrientes. Ademais, alimentos com elevada densidade energética e altas quantidades de açúcar e de gordura geralmente apresentam um baixo IG (Venn e Green, 2007). Assim, as alegações sobre o IG de um alimento podem impactar de maneira negativa na escolha de alimentos pela população, seja estimulando o consumo de alimentos com elevada quantidade de nutrientes que devem ter uma ingestão controlada ou inibindo o consumo de alimentos importantes dentro de uma alimentação saudável, tais como frutas e vegetais, pelo fato de apresentarem elevado IG. De acordo com o sistema de classificação dos alimentos pelo seu índice glicêmico (Brand-Miller et al., 2003), a sacarose (IG = 68) seria considerada um alimento com médio IG e um sorvete com elevado teor de gordura saturada (IG = 37) seria considerado um alimento com baixo IG. O pão integral (IG = 73) com maior teor de fibras possui um IG superior ao do pão branco (IG = 70). Muitas frutas e verduras que devem ter seu consumo estimulado também apresentam alto IG como, por exemplo, melancia, banana e cenoura.

Atenciosamente,
GPESP."
 
Entendo que a questão não deve ser resumir a um único número, mas assim como temos as calorias e a quantidade de gordura, carboidratos e fibras, seria um dado complementar, e não em substituição à qualquer outro.
 
Deixei a questão 'guardada', para me informar mais sobre ela...
 
E eis que logo no primeiro dia na terra do Canguru, dou de cara com um iogurte em que havia o destaque para o índice glicêmico na embalagem:
Alguns dias depois, num almoço rápido no aeroporto antes do embarque, mais um exemplo:
Um restaurante de saladas, com a indicação do IG para cada uma disponível.
 
Existe inclusive um instituto de pesquisas glicêmicas - Glycemic Research Institute, que certifica produtos de baixo IG e amigáveis para pessoas com diabetes.
 
Volto de novo a bater nesta tecla, porque realmente acredito que pode haver alguma mudança a favor.
 
Quem sabe uma consulta junto à Sociedade Brasileira de Diabetes... 
Em paralelo, vou conversar também com a minha Super e as amigas Nutricionistas.
 
Acredito que, se bem embasada e comprovada, a proposta pode ser muito bem defendida!
 
 

08 janeiro, 2014

Uma opção mais doce, sem culpa!


Procuro sempre variar no café da manhã, mantendo o equilíbrio nutricional necessário, mas também para não correr o risco de enjoar se ficar comendo a mesma coisa todos os dias.
 
A fórmula não é difícil: uma fruta (ameixa, pêssego, morango, mamão...), um copo de mate ou outro chá gelado sem açúcar, uma fatia de pão de forma light ou umas 2 torradinhas, também zero açúcar, cream cheese ou queijo minas e uma geleia.
 
Uso muito a St. Dalfour, que adoro! Mas também gosto de experimentar novos produtos e o da vez foi a geléia diet da Linea.
A escolhida foi a de mirtilo.
O sabor é bom, a quantidade de carboidratos também, o preço é super camarada, mas é muito doce... para mim, deixou a desejar neste aspecto.
 
Os outros sabores disponíveis são morango, goiaba, amora, jabuticaba, damasco e framboesa.
 
Para quem curte as coisas mais docinhas, pode aproveitar sem peso na consciência!

07 janeiro, 2014

Blog para dividir!

O bom de você ouvir experiências e estórias de outras pessoas que também convivem com o DM é saber que não só as suas conquistas, mas principalmente seus receios e dúvidas são comuns.

Assisti a uma palestra de uma pessoa chamada Kerri Sparling, que tem diabetes tipo 1 desde que tinha 6 anos.
Daí o nome do blog, criado em 2005:
O nome veio da realidade dela - foram 6 anos até que o diabetes a surpreendesse.
E a definição dada por ela: "O Diabetes não me define, mas ajuda a explicar quem sou".

A ideia de escrever sobre a sua experiência com DM veio quando ela percebeu que em qualquer busca que fazia por informações, só conseguia dados técnicos e teóricos.

Redundante dizer, mas me identifiquei de imediato!

Hoje, além de levar uma vida super normal, ela também divide as descobertas e as experiências de todo dia.

O mais bacana é que ela segue o caminho de mostrar que o diabetes não tem que ser uma barreira.

Este ano - a previsão é que seja em março - ela vai publicar um livro chamado 'Balancing Diabetes: Conversations About Finding Happiness and Living Well'.
O livro se baseia na experiência de vida das pessoas, fora o acompanhamento nos consultórios. São vivências compartilhadas, como num bate papo.
 
Vida longa ao S.U.M. e muita saúde para a Kerri!


06 janeiro, 2014

(Re)Começou!

Feliz Ano Novo de novo?!

Meu primeiro dia útil de 2014 chegou... já posso estar com saudade das férias e dos dias em que a única preocupação era reforçar o protetor solar?

Voltar à rotina pode não ser tão fácil e voltar aos hábitos certinhos - horários, refeições, monitoramento das glicemias... - pode ser ainda mais difícil.

Para ajudar, vou divulgar as dicas de uma das revistas que comprei há duas semanas atrás.
A matéria apresenta 30 sugestões práticas e simples de serem seguidas para o bom controle do Diabetes e acho que se enquadram muito bem para esta fase depois do período no qual a gente fica sem muita noção de tempo, espaço e direção e pode acabar esquecendo o que e como fazer...

1. Mantenha uma alimentação equilibrada: inclua todos os grupos alimentares.

2. Fracione as refeições: coma em pequenas quantidades, mais vezes ao dia.

3. Priorize os alimentos naturais: evite os enlatados, industrializados e fast foods.

4. Fique atento aos rótulos: diet mesmo só aqueles que tem 100% de redução de açúcar!

5. Beba bastante água: ajuda a eliminar as toxinas do corpo.

6. Evite refrigerantes: mesmo as versões sem açúcar tem uma quantidade muito grande de conservantes e sódio.

7. Não deixe de comer: não pule nenhuma refeição, a começar pelo café da manhã, que 'liga' o organismo; além disso, ficar sem comer por muito tempo aumenta o risco de hipoglicemias e deixa o metabolismo mais lento.

8. Não abuse dos adoçantes: podem causar desconforto e mal-estar.

9. Troque os alimentos refinados pelos integrais: são mais nutritivos e tem mais fibras, o que ajuda a evitar os picos de glicemia.

10. Reeduque seu paladar: mesmo para que não tem DM, a recomendação é sempre em reduzir o consumo de açúcar, assim como o de sal.

11. Pratique exercícios físicos: escolha o que você mais gosta, seja disciplinado e faça!

12. Controle seu peso corporal: muito mais que uma questão de estética, é uma questão de saúde.

13. Consulte o médico regularmente: o acompanhamento do tratamento pelo especialista é fundamental!

14. Cheque sua glicemia: é a forma mais fácil de verificar se está tudo em ordem no dia a dia.

15. Tome os medicamentos corretamente: perder uma dose ou tomar em horários ou doses erradas pode ser perigoso.

16. Não suspenda o tratamento: mesmo que esteja tudo sob controle.

17. Cheque sua pressão arterial: o DM eleva o risco de hipertensão (vale observar que esta verificação deve ser feita pelo médico, durante a consulta periódica).

18. Controle sua pressão arterial: se já há uma elevação na pressão, o acompanhamento médico e uma boa alimentação são fundamentais.

19. Faça os exames básicos anualmente: função hormonal, tireoide, ginecológicos, oftalmológicos... 

20. Controle suas taxas de colesterol: só com uma alimentação regrada é possível manter em níveis dentro do aceitável.

21. Durma bem: uma boa qualidade de sono é importante para regular as funções do organismo, inclusive na liberação da insulina!

22. Evite a automedicação: qualquer que seja o objetivo do medicamento.

23. Relaxe: "situações de estresse provocam liberação de hormônios como adrenalina, glucagon e cortisol, todos com ação contrária à da insulina e, portanto, podem aumentar a glicose no sangue".

24. Não consuma bebidas alcoólicas em excesso: com moderação pode e não há riscos.

25. Não fume: o cigarro potencializa as complicações do diabetes.

26. Use calçados confortáveis: sempre evitar calçados que apertem os pés e venham causar lesões.

27. Conheça seu corpo: se o diabetes estiver descompensado, os sinais vem pelo corpo através de azia, gengivite, dificuldade de cicatrização e manchas escuras na pele.

28. Trate os ferimentos imediatamente: até os pequenos ferimentos podem ser porta para uma infecção se não for cuidado adequadamente.

29. Para mulheres grávidas, atenção especial com o pré-natal: algumas medicações de controle do DM não são recomendadas para gestantes.

30. Planeje-se.

Anote no caderninho, coloque alarmes no celular, espalhe bilhetinhos na geladeira, no quarto... e valendo!!


04 janeiro, 2014

Mais tecnologia a favor, mas fora de terras brasileiras...

Já vinha paquerando há algum o iBGSTAR, medidor de glicemia da Sanofi, que se conecta ao Iphone ou Ipad... 
No Congresso tive a oportunidade de conversar com um representante do Laboratório e ver como o aparelho (que é esse pequenininho, conectado na entrada do carregador) funciona.

O aplicativo é bom, bem simples e não tem custo para baixar.

Estou usando e faço o registo das glicemias nele. Depois é possível ver, em forma de diário ou gráfico, a variação. Para mim, funciona até como um alerta... quando vejo que a glicemia deu uma variada maior que a media, já avalio o comportamento daquele dia especifico para identificar o que pode ter causado o aumento ou a redução maiores que o devido e corrigir, seja o que for.

Mandei um e-mail para a Sanofi para confirmar se temos o medidor disponível por aqui... me indicaram o contato do Programa Estar Bem, de esclarecimentos sobre medicamentos e sobre o diabetes. 

Fui super bem atendida, mas a representante que falou comigo não tinha o menor conhecimento sobre o aplicativo e o glicosímetro específico...
Depois de um tempinho, ela conseguiu me confirmar que infelizmente ainda não está disponível no Brasil.

Por enquanto, continuamos com os convencionais, aproveitando pelo menos as facilidades do aplicativo, que pode mandar seus relatórios com os registros para quem você quiser!

03 janeiro, 2014

Pra desmitificar...


Já recebi mensagens de vários amigos sobre esta nova alternativa ao controle da glicemia, através da água do quiabo.
Está circulando nas redes sociais e até em programas de TV a seguinte receita:

"Corte as pontas e o fundo de 2 quiabos, coloque em um copo com água e deixe dormir. No outro dia, retire os quiabos e tome a água. O Diabetes vai sumir e suas injeções nunca mais."

Junto com a suposta solução para o DM, ainda tem depoimentos de pessoas afirmando que a glicemia reduziu e que "poção mágica" fez o papel da insulina.

De cara o que me preocupou foi o fato de ser cogitada a substituição da insulina... 
Não critico quem tenta fazer a experiência, mas substituir um medicamento de controle de uma condição séria, pode ser bem complicado!

Para ajudar a esclarecer, posto aqui o comunicado da Sociedade Brasileira de Diabetes sobre o assunto, o qual deve ser amplamente divulgado:

A Sociedade Brasileira de Diabetes vê com grande preocupação a divulgação por grandes veículos de comunicação, formas “alternativas” de tratamento do diabetes sem qualquer base científica, pelo seu potencial de malefício, especialmente para as pessoas portadoras de diabetes em uso de insulina. Mais especificamente desejamos nos referir ao Programa da Rede Globo de Televisão que divulgou os supostos benefícios da baba do quiabo para o tratamento do diabetes. Esclarecemos que não há qualquer evidência científica para tal uso e que portanto não o recomendamos.
A Sociedade Brasileira de Diabetes reúne profissionais de saúde (especialistas, professores, pesquisadores), com o interesse em diabetes e tem como missão a compreensão dos fenômenos envolvidos, prevenção, diagnóstico, tratamento e cura desta doença e suas complicações que atinge no momento aproximadamente 13.4 milhões de brasileiros. Nestas áreas de estudos grandes avanços tem ocorrido nos últimos anos resultantes de vultuosos recursos utilizados na realização de pesquisas envolvendo milhares de pessoas portadoras de diabetes em universidades de todo o mundo.
Embora ainda não curável, o diabetes na atualidade é perfeitamente controlado com medicamentos encontrados gratuitamente em farmácias populares e unidades básicas de saúde.
A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda que as pessoas portadoras de diabetes mantenham uma alimentação saudável, atividade física regular, uso de medicamentos prescritos pelo médico, incluindo insulina se necessário e visitem um serviço de saúde para realização de exames periódicos e consultas com outros especialistas quando necessário: cardiologista, oftalmologista, nefrologista etc.
Por último, a Sociedade Brasileira de Diabetes esclarece que tratar diabetes não significa somente tratar a glicemia, mas tratar também o Colesterol, a Pressão Arterial, a Obesidade, o hábito de fumar, todos fatores de risco para a doença vascular, principal causa de morte na atualidade.
Em 27 de dezembro de 2013.
(Por Dr. Laerte Damaceno – Editor-chefe do portal
Dr. Balduino Tschiedel – Presidente da SBD
Dr. Walter Minicucci – Presidente eleito da SBD)

Com saúde não se brinca... e como bem destacado pela SBD, controlar a glicemia é só um dos pontos do tratamento das pessoas doces!

Antes de abrir mão de remédios, buscar informação é primordial!
Fica aqui o alerta.

01 janeiro, 2014

Todos os desejos de um ano!

Que se tenha mais informação e prevenção.
Que os números se invertam: menos casos e mais entendimento.
Que haja cuidado, educação e acompanhamento.
Que o tratamento chegue a mais pessoas.

No meu dia a dia lanço mão da modernidade com o glicosímetro me ajudando a fazer um bom controle do meu DM. 1 gotinha de sangue nas tirinhas e em segundos tenho o resultado... 
Mas só isso não seria o suficiente. Sem a minha mega rede de apoio certamente não seria tão simples.

Pois bem... o novo chegou! E para vocês, que estão comigo - longe ou perto, muito ou pouco, de qualquer jeito - do fundo do meu coração, devolvo as tirinhas cheias de desejos de um ano feliz e de muitos motivos para agradecer!