Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

07 agosto, 2017

MiniMed 640G: Cena 5 - As Primeiras Análises de Resultados...



3 dias depois da instalação, a primeira avaliação com a minha Educadora.
A Lygia veio na minha casa e fizemos a troca do cateter e reservatório da Bomba, baixamos os dados de tudo que aconteceu nessas 72 horas e ela me deu mais algumas orientações sobre a operação da Bomba, para melhorar os resultados do tratamento.

Me vi de volta ao dia da minha primeira aplicação de insulina. Lá atrás, quando cheguei em casa depois da consulta que revelou o meu diagnóstico, eu fiquei um bom tempo com a caneta desmontada na minha mão, tentando entender tudo que ia acontecer.
Agora, com a experiência da Bomba, essa sensação se repetiu quando chegou o momento da primeira troca do cateter.




O processo em si é bem simples. Um mini-roteiro a ser seguido, tudo muito claro.
A Lygia foi me explicando o passo a passo e fizemos juntas: rebobina a Bomba + remove o reservatório antigo + tira o conjunto de infusão do corpo + abre o reservatório novo (procedimento padrão de aspirar o ar até a quantidade de insulina necessária para três dias) + aspira insulina do frasco + abre o conjunto de infusão novo + desenrola o cateter + encaixa o reservatório novo + aplica o conjunto de infusão no corpo (limpando o local onde será aplicado com álcool 70) + enche a cânula e pronto!!
Parece complicado, mas não é. O que pega, para mim, é não ter a prática e correr o risco de inutilizar um cateter ou desperdiçar insulina.

Aliás, o desperdício de insulina acabou acontecendo, mas outra razão...
Na Bomba, o reservatório é sempre preenchido com a quantidade estimada para três dias (prazo para troca). A Lygia e a Monique (minha Super Endócrino) calcularam uma dose de insulina específica considerando a dose de Tresiba que eu estava usando e adicionando um percentual para as correções. Como eu sou iniciante neste tipo de terapia e a gente não sabia exatamente qual seria a necessidade de insulina por dia, o cálculo foi para cima. O que acontece é que sobrou uma quantidade razoável no reservatório, que acabou indo para o lixo! Que dor no coração!!!!
Por causa disso, no novo reservatório reduzimos a quantidade.
Troca feita, partimos para a análise dos dados.

A Medtronic tem um programa chamado Carelink que computa todas as informações que a Bomba registra. Um monitoramento que é como um retrato da doçura a cada 24 horas!
Com esses dados a gente tem um panorama do que está adequado e do que precisa ser ajustado no tratamento.

Números, gráficos... informações importantes e relevantes sobre a variação glicêmica, as correções, as suspensões de insulina e hipoglicemias evitadas, as eventuais hiperglicemias:
Nessa avaliação, descobri que estava cometendo um errinho: quando eu lançava a quantidade de carboidratos das refeições, eu não lançava a glicemia do momento. Fazia isso somente quando calibrava a Bomba. Assim, a correção não estava sendo feita como deveria e isso, provavelmente, justifica alguns resultados de glicose mais altos do que o esperado.

Aumentamos a dose de insulina em horários mais críticos para mim - do início da manhã até o horário do almoço e do final da noite até o início da madrugada - e agora é esperar como serão os dias seguintes.

A ansiedade na hora do sono praticamente se foi. Decidi deixar a Bomba presa pelo clipe no pijama e foi a melhor solução.

O mais difícil é me manter firme e não interferir na operação da Bomba o tempo todo.
Cada vez que eu vejo uma suspensão de insulina, sei que será evitada uma hipo. Só que fico me controlando para não correr para a cozinha em busca de mel ou qualquer coisa que funcione para compensar a queda da glicemia. Em casos de hiper, a mesma coisa: a vontade de já mandar mais uma dose de insulina para dentro é enorme!

Haja calma e serenidade para deixar o algoritmo trabalhar...
Fico aflita com algumas variações grandes de glicose, confesso. Meu controle é bom e ver essas alterações me dão uma certa insegurança. Mas como eu sei que é normal acontecer no início de todo novo tratamento, tento manter a calma. 
O Carelink ajudou nesse ponto também: pude ver que as minhas médias de glicemia foram 118 mg/dL no dia 1, 157 mg/dL no dia 2 e 142 mg/dL no dia 3!

De maneira geral, estamos nos entendendo - eu e a Bomba - cada vez melhor!!



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