Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

02 julho, 2017

A diferença que traz dúvida...

Desde que comecei a usar o Libre a questão da diferença entre os resultados da ponta de dedo (glicemia capilar) e os do sensor (glicemia intersticial) me chamou atenção. 

Entendo que os resultados não sejam os mesmos e sei o porque desta diferença. Mas, recentemente, tive acesso a um vídeo explicativo da Medtronic - que também tem um sensor de monitorização constante - e ficou mais fácil entender porque os números do sensor e do dedinho são diferentes. 
São só 2 minutos e 46 segundos (para acessar, é só clicar aqui). Uma analogia à carrinhos de uma montanha-russa e tudo simplifica!

Como o vídeo está em inglês, fiz uma tradução livre:

"Pensem na glicemia capilar (blood glucose - BG) e na glicemia intersticial (sensor glucose - SG) como os carrinhos de uma montanha-russa. Imaginem que as subidas e descidas desta montanha-russa sejam como as variações da sua glicemia num dia típico. No 1º carrinho está a glicemia capilar (BG); o último carrinho é a glicemia intersticial (SG).
Lembrem-se que quando o carboidrato é digerido, a glicose entra primeiro na corrente sanguínea e depois circula pelo fluido intersticial, a caminho das células. Por isso o último carrinho representa a glicemia medida no sensor. 

Agora pensem nos carrinhos se movendo na subida e na descida da montanha-russa. A glicemia capilar (BG) está na frente conforme os carrinhos vão avançando. 

Raramente os níveis de BG e SG são iguais... E quanto mais rápida for a variação glicêmica - depois de comer, depois de tomar insulina ou de fazer exercícios), maior será a diferença entre as glicemias medidas na ponta de dedo e com o sensor. 
Com os sensores de monitoramento contínuo, o foco não é o número resultado em si, mas nas tendências indicadas. Entender a velocidade e a direção do movimento da glicose é mais importante do que avaliar somente os valores individuais."

As tendências são de uma grande ajuda no controle, porque indicam uma hipoglicemia iminente, uma alteração brusca depois de uma refeição ou até mesmo que a dose de insulina aplicada foi insuficiente...

 (imagens do Manual do FreeStyle Libre)

A Aboott destaca que em algumas situações especificas é preciso medir no dedinho também, afim de comparação:
- Durante períodos de rápida alteração nos níveis da glicose (a glicose do fluido intersticial pode não refletir com precisão o nível da glicose no sangue)
- Para confirmar uma hipoglicemia ou uma iminente hipoglicemia registrada pelo sensor
- Quando os sintomas não correspondem às leituras do sensor. 

Sempre que coloco um sensor novo, uso as duas formas para medir as glicemias por 48 horas, só para garantir que não houve nenhum problema, seja na aplicação ou qualquer alteração técnica que possa interferir na operação do Libre.

As variações acontecem sim, mas quando o número do sensor não condiz com o que você está sentindo, vale seguir a recomendação do manual do Libre:
"Em raras ocasiões, você pode obter leituras de glicose inexatas no sensor. Se você acredita que suas leituras não estão corretas ou são incompatíveis com o modo como você se sente, faça um teste de glicose no sangue em seu dedo para confirmar seu nível de glicose. Se o problema continuar, retire o sensor atual e aplique um novo."

Mas quando a diferença é muito grande entre o valor do dedinho e o do sensor, vale falar com a Abbott (já aconteceu comigo e até hoje não me convenci da justificativa deles, porque as diferenças eram gritantes!). Nesses casos, reconhecer os sintomas e falar com seu médico são as melhores alternativas para saber como proceder.

A monitorização é o maior recurso que a gente tem hoje em dia para um bom controle da doçura e é fundamental entender o que o monitor está mostrando!



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