Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

07 maio, 2016

Da doce escolha...

Essa semana tive a oportunidade de conhecer e bater um papo bem bacana com a mãe de uma docinha recém diagnosticada. 

Entre muitos assuntos, falamos de como é importante que a pequena não perca a confiança de que a vidinha dela vai seguir numa boa, mesmo com toda a rotina de furos e glicemias e injeções.

Para isso, tão importante quanto a postura dos pais no dia a dia (mesmo quando eles estão cheios de dúvidas e medos) é fundamental que a família, a escola e quem convive com a criança jamais sintam e demonstrem pena.

Sim, pequenos não deveriam ficar doentes nem precisar ser submetido a tratamentos invasivos. Mas sim, isso acontece. E a pena só vai trazer insegurança.

O diabetes é tratável e quando bem controlado, não traz qualquer problema. Pode ballet, pode brigadeiro de vez em quando, pode futebol, pode biscoito... O que não pode é achar que a partir do diagnóstico a gente não pode mais nada.

Estou lendo um livro ('Toda luz que não podemos ver, do Anthony Doerr - recomendo!) e hoje um trechinho me pegou de jeito: "...as pessoas disseram que eu era corajosa. Mas não era coragem; eu não tinha escolha. Acordo todos os dias e vivo minha vida. Você não faz a mesma coisa?"

É isso! Não tem coragem, tem o fato de que é as vezes é a única opção. 

Quantas vezes já ouvi "se fosse comigo, eu não ia conseguir"; "eu jamais viveria tomando injeções todo dia"; "acho que eu morro se tiver diabetes".
Não, acredite em mim, não morreria!

Você não quer morrer sabendo que existe tratamento. Você não quer morrer sabendo que pode se cuidar e viver super bem. Não se trata de coragem, se trata de escolha. 
Os dias chatos acontecem, o cansaço aparece, a paciência some, mas tudo isso passa. 

Outra pergunta que já me fizeram diversas vezes é sobre o que me motiva a seguir no tratamento. A resposta é simples: viver.

Viver no sentido pleno. 
Viver e viajar. Viver e ir ao cinema. 
Viver e trabalhar, estudar, passear. 
Dormir e acordar e decidir fazer de cada dia o que eu quiser, como eu quiser. Sempre muito bem acompanhada do meu glicosimetro e das minhas insulinas (gratidão sempre, Sir Frederick Banting!!).
Não é?!
Agora peço licença, que o dia está só começando. Vou ali, volto já! 

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