Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

19 agosto, 2015

Pra encarar de frente!

Voltando a falar sobre as palestras do Educa Diabetes, hoje vou contar como foram as conversas sobre a relação entre o controle emocional e o diabetes e sobre os perigos de um DM mal cuidado.

Na primeira, sobre a influência do controle emocional, a psicóloga Eliana Soares começou abordando um ponto que é comum em grande parte dos pacientes logo no diagnóstico: a negação.
Apesar de saber que é compreensível, isso precisa ser superado.

O risco de bons resultados atingidos no início de um tratamento é que o paciente passa a acreditar que a condição é passageira. Uma vez que a glicemia fica controlada, a tendência é que as pessoas relaxem achando que está tudo bem e que então não precisam mais tomar insulina, cuidar da alimentação...
O passo seguinte pode ser uma grande frustração, quando percebem que o descontrole está rondando.

Outro aspecto que ocorre é o medo: de agulhas, das consequências que uma glicemia alta pode trazer.
A solução, coloca ela, vem com a educação em diabetes! Conhecer as ferramentas e os insumos necessários e que fazem parte do tratamento, assim como saber dos sintomas e do significado dos valores dos docinhos medidos ao longo do dia é fundamental.

Mais do que isso, ela reforça que o acolhimento - pela família pelos amigos, na escola, no trabalho, é tão importante quanto o tratamento em si.
Portanto, você aí que tem um querido por perto convivendo com a doçura, busque entender, ajudar, conversar. Digo e confirmo que faz toda a diferença!!

Em complemento, a Endocrinologista Patricia Peres destacou nas suas palestras (Complicações do Diabetes Mal Cuidado e Perigos do Diabetes Descompensado) sobre outro problema recorrente: alguns pacientes seguem sem comprometimento com seus cuidados e quando descobrem que já estão com alguma complicação decidem que a partir daquele momento, vão se cuidar. O problema, nestes casos é que pode não dar mais tempo de reverter a complicação.

Retinopatia, neuropatia, nefropatia, problemas cardiovasculares. Os nomes assustam e o que causam também! E em alguns casos é possível estabilizar e evitar que a situação se agrave, mas não dá para contar com a sorte.

Alguns resultados de exames periódicos podem trazer uma falsa sensação de controle. Por exemplo: uma pessoa que segue entre hipos e hiper glicemias constantemente pode ter uma média razoável e com isso bons valores de hemoglobina glicada. Mas essa grande variação glicêmica, que é bem perigosa, pode estar levando para uma situação de risco...

Temos que fazer a nossa parte todo dia, toda hora.
Furar o dedinho, furar a pancinha, saber o que comer, manter uma rotina de exercícios regulares (vale até meu mea culpa: não, não é fácil, mas estou firme e forte!!).
Aprenda, pergunte, esclareça. Só não pare de se cuidar.
Pode não ser exatamente simples, mas é absolutamente possível!



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