Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

05 julho, 2015

Da doçura e dos encantos na Chapada dos Veadeiros...

De volta pra casa depois de uma semana sensacional.

Já queria conhecer a Chapada dos Veadeiros há algum tempo e agora, aproveitando o plano e o convite de uma amiga, fui junto na aventura!
Decisão super acertada: voltei completamente encantada. Esse país tem tanta beleza, tanta exuberância.

Lá é tudo beirando mesmo o exagero: o visual, as cachoeiras, a energia boa e vital, até o cuidado com o docinho!!

Como na minha rotina ainda não consegui manter um bom relacionamento com as atividades físicas (estou melhorando...), o esforço por lá foi muito monitorado e calculado.
O café da manhã caprichado era a base dos dias.

Para conhecer as cachoeiras, seguimos por trilhas com até 2 horas de caminhada. Não são difíceis e nem precisam de escalada, mas são puxadas por conta dos trechos onde só tem pedras e pelo sobe e desce que exige mais força e concentração ainda.

Claro que isso tudo era totalmente compensado quando a gente chegava nos destinos!

A primeira providência - antes de dar o mergulho merecido - era medir a glicemia. 
As vezes ainda estavam mais altas mesmo depois do exercício, mas eu nem corrigia porque sabia que depois de um tempinho ela ainda ia baixar e se estabilizar.

Lanchinhos pra recompor a energia e, no final do dia, sobe e desce de novo.
Concluída a volta, era hora de furar o dedinho e medir a doçura mais uma vez.
E os resultados foram ótimos!!

Fiquei bem feliz por ter conseguido gerenciar bem essas contas.

Mas mesmo assim, tive dois episódios de hipo da madrugada.
A primeira foi quase previsível: os almoços eram mais tarde, entre 17h e 18h. Acabei não conseguindo comer nada antes de dormir e quando tomei a dose de Levemir da noite, deveria ter reduzido.
Acordei com a glicemia baixinha!

Na segunda vez, errei no cálculo da quantidade de carboidratos do jantar e acabou não sendo o suficiente. 

Mas tudo ficou bem logo e nas manhãs seguintes já estava de volta ao eixo.

O 'case' das insulinas funcionou super bem mais uma vez, e quando eu chegava na Pousada o sachê de gel ainda estava geladinho, mesmo depois de todo o sol que tinha acompanhado a gente.

Outro cuidado permanente foi com os pezinhos. Na hora de ir embora das cachoeiras, secava muito bem os pés e, todas as noites passava um hidratante próprio, para dar uma aliviada das muitas horas que tinha ficado com as botas.

Hidratação foi mais um fator importante e que não faltou: muita água, com direito a encher as garrafinhas direto nas nascentes do percurso! 

Aos 45 do segundo tempo, surpresinha: acabaram as baterias do glicosímetro! Como eu tinha levado as baterias reserva, o problema técnico foi resolvido em segundos (deixo a dica: independente de estarem ou não viajando, sempre tenham baterias extras à mão).

De volta para casinha, novos amigos, uma sensação de bem estar e novamente a certeza de que com os cuidados devidos a gente pode tudo!



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