Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

29 maio, 2015

A tecnologia e o diabetes em pauta!

Tem evento bacana no Rio:
Desta vez não vou poder participar, porque não estarei no Rio, mas recomendo!
Vale pela informação e pelo assunto que será abordado, vale pela troca de experiências, vale pelos contatos...

Indique, convide e participe!!

28 maio, 2015

Pra ser atalho no caminho da insulina...

Até hoje, de vez em quando acontece uma pegada errada na hora de aplicar a insulina e pronto: roxinho na certa!

Eu sei que isso não se deve à falta de cuidado, sei também que pode ser pelo cansaço - principalmente na aplicação da noite, antes de dormir - ou pela correria do dia, mas incomoda mesmo assim.

E descobri um dispositivo que ajudaria bastante a nós, docinhos, nas diversas injeções:
É o Medtronic i-port Advance. Ele funciona como uma porta para entrada da insulina. A 'conexão' com o corpo é feita através de uma micro-agulha e ele precisa ser trocado somente a cada 3 dias. 
Para crianças, para quem tem a pele muito sensível, para quem tem medo de agulhas ou mesmo para quem quer só um pouco mais de conforto, é uma alternativa. 

Para aplicar pelo i-port basta encaixar a agulha do seu aplicador, seja caneta ou ou seringa, no dispositivo:
Imagina só trocar vários furinhos ao dia por dois ao longo da semana?! 

Por enquanto, a venda só acontece nos Estados Unidos. 

Dei uma busca rápida pela internet para descobrir o preço: cerca de 125 dólares o pacote com 10 unidades. 
Caro, sem dúvida. E se a gente for considerar todos os outros custos com medicamentos e insumos, praticamente invalida o uso... Mas estou bem disposta a testar!


23 maio, 2015

Doçura de mãe!

A união faz a força! Vai dizer que você nunca ouviu isso por aí?

Com o diabetes não é diferente, já até comentei sobre isso no IP algumas vezes (quer lembrar?! tem aqui, aquiaqui, e aqui também...).

Com as mamães urso - ops, pâncreas - não é diferente.
Elas são imprescindíveis para cada docinho, assumindo o papel das células beta e garantindo que não falte insulina e nem controle da glicemia dos pequenos.

Essas moças que são uma fortaleza vão se encontrar amanhã, no Rio. Olha só:
Segundo o convite, a organizadora é a Thais Rodrigues. Quem quiser / puder participar, tem que mandar o nome para ela (pelo Facebook).

Somar experiências e diversão certamente será um sucesso - para elas e para as crianças!

20 maio, 2015

Diabetes no alvo!

Hoje tem assunto bem relevante em Audiência Pública: Diabetes!
Mais especificamente, a audiência vai discutir o Projeto de Lei 415/2015, que propõe a instituição da Semana Estadual do Diabetes Tipo 1.

A proposta é que na semana de 2 a 8 de novembro, que antecede o Dia Mundial do Diabetes, sejam realizados seminários e palestras de conscientização sobre o DM:
Parágrafo único – Fica autorizada a promoção de seminários, debates e eventos cuja temática será o Diabetes Tipo 1 em todos os seus aspectos: de saúde pública, conscientização pública, palestras em escolas estaduais de ensino fundamental e técnico, campanhas com testes gratuitos em local público ou privado, inclusão social dos portadores e políticas públicas voltadas para a área.

A justificativa é pautada no número, ainda crescente, de novos diagnósticos de diabetes.
A PL pode ser acessada na íntegra na pagina da Assembléia Legislativa do Estado de SP.

Na torcida pela aprovação, dada a importância do assunto e de levar a informação e a educação em diabetes à população.

Mais: já pensando adiante (e de maneira bem positiva e otimista!), espero que a instituição da Semana em São Paulo seja somente o precedente para que a ação se repita em todos os estados. E quem sabem até se transforme na Semana Nacional...



19 maio, 2015

Batalha pelo controle!


Tem novidade na área e com foco no controle do diabetes: Diabattle.
Um aplicativo que funciona como um jogo e veio para ajudar a gente a fazer um bom monitoramento do docinho.

Para jogar, a gente lança os dados registrados: glicemia medida, alimentação, exercícios realizados e quantidade de insulina.
Ao longo do jogo, conquista pontos - moedas - de acordo com a frequência em que praticamos atividades físicas, por vezes que medimos a glicemia capilar... Com o acúmulo das moedas, tem mudança de nível.

Pelo pouco que eu vi parece ser bem fácil de usar e tem uma plataforma bem amigável.
E a gente ainda pode interagir com outros jogadores.

Para baixar basta entrar na página do programa.

O aplicativo ainda traz relatórios: histórico de 5 dias para os medicamentos usados, exercícios e alimentação e gráfico com as glicemias registradas nas últimas 24 horas.

Começando o teste já!



18 maio, 2015

A realidade sem agulhas: os primeiros resultados!

A Afrezza, insulina inalável que começou a ser comercializada em Fevereiro deste ano, já tem feedbacks sobre o uso.

Dois dos pacientes que participaram dos testes deram seus depoimentos sobre esta nova maneira de uso da insulina e o que relatam é bem positivo:




O Bill, que é paciente de DM2, iniciou o uso da Afrezza e teve um sucesso na redução das glicemias; Ele acabou trocando o tratamento anterior pela insulina inalável.

A Ana é paciente de DM1 e faz o uso da Lantus como insulina basal. Fez o teste com a Afrezza para correção e em pouco tempo observou um melhor controle glicêmico.




Os dois informaram que depois do uso da insulina inalável não tiveram mais episódios de hipoglicemia. Outra vantagem apresentada é a facilidade de manejo, já que não requer agulhas, ajustes e afins, e o tempo - mais curto - de ação da insulina após o uso.

Algumas características da Afrezza:
- O inalador pode ser utilizado por até 15 dias
- A Afrezza age entre 10 e 15 minutos após inalada (a título de comparação, o pico de ação das insulinas corretivas ocorre entre 45 e 90 minutos)
- Hoje ela está disponível em cartuchos com doses pré-fixadas, equivalentes a 4 e 8 unidades de insulina de ação rápida

Este último ponto pode ser um problema, dependendo da necessidade do paciente: no meu caso, por exemplo, é raro usar 4 unidades para correção. Normalmente, quando preciso, uso 1 ou 2...
Mas como ainda estão avaliando os resultados, pode ser que haja uma demanda para cartuchos com doses menores, da mesma forma como já vêm pensando em doses maiores.

O fato é que, pelo que deu para perceber, as agulhas podem mesmo estar com os dias contatos... quando mesmo estará disponível por aqui?! Não vejo a hora!!


17 maio, 2015

Doce destaque...

Com pouco mais de 6 anos de 'carreira' na doçura, já provei leite condensado diet de todas as marcas industrializadas que tem disponíveis.

Algumas ruins, outras boas e uma que ficou ainda melhor! Não é propaganda encomendada não, é fato real baseado na produção de brigadeiro.

A São Lourenço se destaca bastante das outras... palavra de quem vem testando há algum tempo!!
Faz o teste, recomendo! 

Tanto na consistência - geralmente, o leite condensado diet é mais ralo que o normal - como no sabor, que está 99% igual ao clássico leite moça. 
E isso faz muita diferença, já que tudo que é produzido com adoçante tende a ter um gosto meio estranho, artificial...

Super aprovado. 
(Confesso que raspei a lata!) 



14 maio, 2015

Pra ficar na linha, em todos os sentidos!


Quando comecei a correr atrás de informações sobre o diabetes, não queria saber tecnicamente o que significava ter que tomar insulina diariamente. O que eu buscava era uma troca, eram sentimentos reais de outras pessoas convivendo com a mesma condição.

Daí surgiu a vontade de escrever para dividir a minha experiência nas coisas mais simples do dia a dia. Ir à praia (insulina no sol?!), viajar, tomar um chope, cortar todo o açúcar, malhar (malhar??)...

Eram muitas dúvidas que eu queria esclarecer, mas que iam além do consultório.

O retorno, em quatro anos e meio, foi super positivo. Vi que, além de aprender, escutar, descobrir alternativas, eu pude ajudar em algumas situações também.

Minha conclusão para isso é que, além de conhecer novas soluções para algumas coisas 'normais' e poder dividir erros, acertos e questionamentos semelhantes, tem um certo conforto em saber (ou lembrar) que existem outras pessoas fora do nosso círculo de família e amizade que também se sensibilizam e estão dispostas a participar desta busca comum por mais qualidade e saúde.

Recentemente a Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, da USP, fez uma pesquisa com pacientes de diabetes que constava simplesmente em fazer contatos por telefone, para saber como eles estavam indo após os exames de diagnóstico. Os resultados no controle do diabetes mostraram que esse acompanhamento fez diferença.





Acho que isso vem diretamente ao encontro desse bem estar por se ver cuidado. Que haja mais troca e suporte com os docinhos e entre eles!

Alegria em ver que novos caminhos vem sendo buscados e adotados em relação ao tratamento do paciente e não somente da condição 'diabetes mellitus'.



12 maio, 2015

Mistério à venda!


Vez ou outra vejo anúncios no facebook ou até em alguns sites sobre propostas rápidas e fáceis para curar o diabetes.

Uma que especificamente me chamou atenção há 1 ano atrás foi a de um programa chamado Reverter Diabetes, desenvolvido por uma pessoa chamada Matt Travesso. Sem dizer do que se tratava, falava sobre teorias conspiratórias da indústria e vendia uma opção de solução: um livro por R$ 129,00.
Antes de ir direto ao ponto, ele falava repetidamente sobre como era possível ficar livre do diabetes e blá, blá, blá... mas você só saberia de fato como se comprasse o tal livro no qual ele contava o milagre.

Essa semana uma amiga me mandou o link de outra proposta de cura que estava sendo apresentada, para avaliar e ver o que achava.

Quem apresenta a proposta é um médico chamado Patrick Rocha, que se identifica como Presidente do Instituto Nacional de Estudos da Obesidade e Doenças Crônicas - INEODOC:
Além de ter como missão de vida, segundo ele, "trazer saúde e felicidade às mulheres" através de programas de emagrecimento, agora ele afirma ter a solução para curar o diabetes.

Novamente usando as palavras dele, "controlar e reverte o pré diabetes ou o diabetes tipo 2 em até 30 dias" e "reduzir em até 83% a quantidade de medicamentos" para quem tem diabetes tipo 1.

No video que ele divulgou e onde fala, em quase 40 minutos, sobre o 'Método Diabetes Controlado', ele começa com uma postura alarmante antes de informar qualquer coisa que de fato tenha conexão com os cuidados para controlar o DM.
Sem descrever ou detalhar os métodos que usa para alcançar o controle e a cura, afirma que tudo é cientificamente comprovado, natural e sem efeitos colaterais.

Depois de um certo drama, de afirmar que a Universidade da Califórnia já descobriu como reverter o diabetes e de acusar as indústrias de não deixar que isso seja divulgado, o que ele afirma é que "com controle, as complicações não ocorrem". Bom, até aí, nenhuma novidade. Isto é mais do que sabido!

Para encerrar, comenta que ele está se arriscando divulgando este video e que, inclusive, ele pode sair do ar a qualquer momento. A partir dali, ele promete a solução em até 30 dias, basta você se inscrever no Programa: R$ 297,00 à vista ou em 12 x 29,82 (R$ 357,84).

Ou seja, da mesma maneira que critica a indústria por querer lucrar com medicamentos e não divulgar avanços em pesquisas no caminho da cura para o DM, ele só se propõe a te dar o caminho das pedras garantindo o seu próprio lucro.

Espero sinceramente que as pessoas que venham a pagar e participar de qualquer curso ou treinamento com ele não deixem de lado seus tratamentos. O risco de complicações para quem não faz um bom controle glicêmico é real!

Saúde é coisa séria e não deve ser cuidada com palavras mágicas.









10 maio, 2015

Mãe é mãe!

Cada uma tem seu lugar especial e mais do que merecido no ponto mais alto do pódio, seja qual for a razão.

Fortaleza, base, colo,  sorriso, segurança: mãe e ponto.

No mundo da doçura, elas ainda podem trazer mais uma função além de todas essas aí em cima: pâncreas! Sim, muitas crianças diagnosticadas com diabetes tem as suas mamas queridas transformadas imediatamente em fábricas de insulina, já que são elas que, na maioria das vezes, se tornam responsáveis por monitorar e controlar glicemias, refeições, dosagens de insulina, etc e tal.

Em relação à gravidez, não é um problema para nós, docinhas, mas requer um controle absoluto e ininterrupto das glicemias durante toda a gestação. E, no geral, cesariana é a alternativa mais segura. 

Por isso, há poucos dias uma mãe chamou a atenção: ela teve seu bebê de parto normal, depois de ter passado toda a gravidez com um pâncreas artificial.




Feliz dia para todas elas - aqui destacando uma observação feita pela minha mamy hoje: "mães, avós, bisas, madrinhas, biológicas ou do coração" - que, seja como for, têm em comum a capacidade de superar qualquer desafio pelos seus filhotes.



09 maio, 2015

Dos registros da rotina doce...

Frequentemente escuto de pessoas bem próximas ou até de amigos mais recentes sobre a maneira leve com que encaro o diabetes.

De fato desde o início me apeguei ao tratamento, já que é a possibilidade viável e ao alcance.
Esta semana, brincando, respondi a um deles dizendo que não sou eu que tive que me adaptar ao diabetes, mas ele é que teve que se adaptar a mim.

Falando sério, isso só é possível porque junto com o tratamento nunca me furtei em buscar informações e tentar entender absolutamente tudo sobre a condição.
E olha que mesmo assim tem dias que acontecem umas variações estranhas de glicemia, sem justificativas plausíveis e que as vezes até me tiram do eixo...

Mas a realidade é que dessa forma fica mais fácil encarar toda a rotina sem maiores consequências. E ainda que seja preciso bastante disciplina, o conhecimento leva à segurança.
Vale a pena, os resultados tem saldo positivo!

Como um retrato da normalidade do dia a dia convivendo com a doçura, o desenho da artista Erin Lux:
'Uma diabética no meio da multidão medindo a glicose.'


Da doce poesia...


Porque mesmo quando acontece um dia estranho de glicemias variando sem muito sentido, o que vale é lembrar que com cuidado e esforço esse tal diabetes é controlável e não é impedimento para nada!

E então ela pega a agulha. Tira o lacre, encaixa cuidadosamente na ponta da caneta e aponta: dessa vez, a barriga é de uma bola de gás colorida e recheada de purpurina, pra fazer brilhar o dia de comemorar mais uma primavera das três amigas. 



07 maio, 2015

Pra comer bem e com diversão!

Carboidratos, proteínas, fibras, gorduras boas (boas?), e por aí vai. Esses nomes servem para dividir os alimentos em categorias importantes e de grande significarias, mas que no dia a dia nem sempre levam à compreensão que deveriam.

Por outro lado, todo mundo sabe que uma boa alimentação é fundamental para uma vida mais saudável, seja você uma pessoa convivendo com a doçura ou não!

Foi pensando em facilitar esse entendimento que os estudantes de Nutrição Gabriela Bizari e de Design Adriano Furtado criaram o jogo 'Meu Dia Alimentar'.
Trata-se, segundo eles, de um guia alimentar interativo: "são 144 alimentos divididos em 9 grupos. Cada peça representa um alimento, cada cor, um grupo".
Sobre um tabuleiro há a indicação de quantas porções de cada grupo devem ser consumidas por dia.

Você pode comprar o jogo (custa R$ 39,00) ou ainda contratar a equipe para realizar um plano de educação nutricional em escolas.

O foco inicial são as crianças. O jogo procura levar para elas a informação sobre a importância de se manter uma alimentação equilibrada, mas de uma maneira "lúdica e interativa". Mas é claro que funciona - muito bem - para adultos também.

E, indo um pouco mais além, acho que pode se encaixar perfeitamente nas ações com foco na Educação em Diabetes!






06 maio, 2015

ADJ em Maio!




Maio chegou e a agenda com as atividades da ADJ também:








Grupo de Crianças e Pais
09/05 - 3 a 6 anos 09h. / 7 a 11 anos: 10:30h

Grupo de Adolescentes (12 a 16 anos) e Pais
16/05 - 10h
Nesta reunião o tema será diabete e atividade física / corrida, com o Educador Físico Emerson Bisan, que é ultramaratonista, assessor de corridas e também tem DM1.

Grupos maiores de 16 anos 
16/05 - 14h
Tema: Como podemos reverter momentos difíceis do controle da glicemia.
A palestrante será a enfermeira Roseli Rezende, que é membro da Sociedade Brasileira de Diabetes.

Grupo de Adultos
20/05 - 14h

Palestra de Contagem de Carboidratos
29/05 - 09h
A nutricionista Nicole Odenheimer Trevisan falará sobre os seguintes assuntos relacionados à contagem de carboidratos:
- A influência dos carboidratos na glicemia
- Opções diet x convencional
- Como interpretar as informações dos rótulos
- A tabela dos carboidratos
- A correção.

Embora cada dia a reunião trate de um assunto específico, todas elas um objetivo maior em comum: a educação do paciente, para que ele possa ser cada vez mais autônomo no seu tratamento e possa buscar mais qualidade de vida e saúde.


03 maio, 2015

Pra (re)fazer a lição de casa...

Vou descobrindo mais e mais que o diabetes não é uma ciência exata...

Sei que nesse mundo de doçura sempre vai ter alguma coisa nova para aprender, mas às vezes sou pega de surpresa por situações corriqueiras, que eu pensava que nem precisava mais me preocupar porque já tinha domínio absoluto. Nada disso!

Saí do Rio no dia 25/04 com destino a Curitiba. De lá, seguiria para mais uma semana em Floripa.
Malas devidamente arrumadas com pashminas e casacos pro friozinho que o Sul já traz nessa época, agulhas e lancetas separadas (com uma folguinha a mais na quantidade) e insulinas.

Tudo certo. Certo? Não.

Fiz a conta certinha de todos os insumos, menos da insulina.
Da NovoRapid, corretiva, trouxe uma caneta. Como o uso é eventual (mesmo me permitindo relaxar um pouco na alimentação quando viajo), uma seria mais que o suficiente.

Da Levemir, também trouxe só uma, mas por pura falta de atenção!
Como não tenho achado o refil, comprei a caneta descartável e simplesmente não considerei que aquela quantidade não daria para todo o período de viagem.

Outro ato falho: sempre tenho insulina sobressalente por prevenção. A caneta pode cair no chão e rachar o refil, já aconteceu de perder uma caneta (caiu da bolsa e só vi quando precisei usar)...
Mas desta vez não tinha.

Para completar o cenário, com a variação da temperatura por aqui, fui pega por uma gripe / alergia e comecei a tomar remédio na sexta-feira de manhã. De leve já deu pra notar uma variação nas glicemias - até na de jejum.

Resultado: ontem a noite cheguei à última dose da Levemir. Na verdade, nem daria para a dose inteira da noite!!

Saímos para procurar e consegui achar, mas foi com emoção: somente na terceira farmácia.

Já estava me planejando para ligar pra minha Super e tentar montar com ela um esquema só com a NovoRapid. Imagina?!
Foi uma falha boba mas que poderia ter dado bastante trabalho!
Tudo em ordem novamente e, sem dúvida, mais uma lição.


02 maio, 2015

Pra ser escudo!






Vacina preventiva contra o diabetes: esta é a nova promessa que vem tomando tempo e dedicação de alguns especialistas mundo afora, inclusive no Brasil!






Recentemente o professor Ezio Bonifácio, que dá aula sobre diabetes no Centro de Terapias Regenerativas em Dresden, na Alemanha, liderou uma pesquisa com crianças de 2 a 7 anos, que tinham predisposição genética de desenvolver DM1. O objetivo dele era fazer com o organismo reconhecesse que as células produtoras de insulina não eram inimigas e, portanto, deixasse de auto-atacar.

As crianças receberam, por períodos que variaram de 3 a 18 meses, doses diferentes de insulina oral.

A insulina oral é em pó e não é comercializada, visto que tomada assim somente 1% alcança a corrente sanguínea. Por que então utilizar esta forma de insulinização no estudo? Porque assim ela estaria diretamente em contato com a mucosa e, portanto, com as células do sistema imune.

Depois de 4 anos de testes, os resultados mostram que de fato organismo passou a reconhecer a insulina e deixar de destruir o hormônio produzido pelo pâncreas.
A meta agora é expandir o grupo de crianças e fazer novas avaliações. Caso positivo, desenvolver então a vacina promissora! A previsão ainda não é tão animadora: mais uns 15 anos pela frente...

Enquanto isso, já há uma vacina em teste, que foi desenvolvida por especialistas da Universidade de Leiden, na Holanda, e Universidade de Stanford, nos Estados Unidos.
Neste estudo, os mecanismos de defesa do sistema imunológico que fazem o ataque ao pâncreas são "desligados".
Os próximos passos são aumentar o número de pacientes em testes e avaliar os efeitos a longo prazo.

Por aqui, a boa notícia vem da Faculdade de Medicina de Jundiaí. O Biomédico Rodrigo Eduardo da Silva vem, há três anos, trabalhando com um projeto de regeneração das células beta, utilizando tecidos fabricados em laboratório.
O estudo vem sendo avaliado e aprimorado por outros especialistas, com uma expectativa de retorno em até 7 anos!

Que os estudos sigam, os especialistas persistam e que tenhamos o melhor resultado!!