Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

27 junho, 2012

A prova dos 9...

Resultado dos exames na mão: tudo em ordem!!

A glicada alterou um pouquinho (de 7,3% para 7,5%) mas os outros exames (colesterol, triglicerideos, vitamina D!) apresentaram até melhorias.

Há um tempinho eu passei a prestar mais atenção nas minhas glicemias, pois os valores medidos não estavam bons, considerando que a minha alimentação andava corretinha...
Minha desconfiança aumentou ainda mais quando comprei uma caneta nova para deixar na casa da minha prima, já que de vez em quando eu fico por lá e assim não precisaria ficar num movimento de carregar a insulina pra lá e pra cá.

Percebi que toda vez que usava a caneta nova, as glicemias ficavam mais baixas.

Juntando as duas coisas, resolvi investigar mais a fundo a questão... 

Acabei me dando conta que a caneta antiga estava travando durante algumas aplicações.
Isso acabava fazendo com que a dose aplicada ficasse menor que o devido e, consequentemente, as glicemias ficassem mais altas.

E lá fui eu atrás de uma nova caneta!
E depois de muito procurar, um farmacêutico  da Drogaria São Paulo me avisou que a Novopen 3 não é mais fabricada e foi substituída pela Novopen 4.

Comprei e aprovei!!
 (o preço é o mesmo que era cobrado na 3: em torno de R$ 150,00)

Além de ser mais segura (tem um travamento no êmbolo - só é liberado no momento da aplicação - que dá mais firmeza e evita o desperdício da insulina), ela é mais leve, um pouco menor e o estojo é mais prático para o transporte.


Sobre a caneta antiga, não sei se tem possibilidade de reparo.
Desconfio que deve ter alguma coisa quebrada que esteja prejudicando o funcionamento correto (ela caiu no chão mais de uma vez...). 

No meio disso tudo, descobri que a caneta tem prazo de validade: 4 anos.

A minha caneta antiga já tinha mais de 3 anos de uso, mas como eu já tinha jogado a caixa fora, abstraí por completo esta informação! Só com a caixa da caneta nova é que fui me dar conta...

(Mais uma) lição aprendida!!



22 junho, 2012

A Seta e o Alvo!

Eu falo de amor à vida,
Você de medo da morte.
Eu falo da força do acaso
E você de azar ou sorte.

Eu ando num labirinto
E você numa estrada em linha reta.
Te chamo pra festa,
Mas você só quer atingir sua meta.
Sua meta é a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu olho pro infinito
E você de óculos escuros.
Eu digo: "Te amo!"
E você só acredita quando eu juro.

Eu lanço minha alma no espaço,
Você pisa os pés na terra.
Eu experimento o futuro
E você só lamenta não ser o que era.
E o que era?
Era a seta no alvo,
Mas o alvo, na certa, não te espera.

Eu grito por liberdade,
Você deixa a porta se fechar.
Eu quero saber a verdade
E você se preocupa em não se machucar.

Eu corro todos os riscos,
Você diz que não tem mais vontade.
Eu me ofereço inteiro
E você se satisfaz com metade.
É a meta de uma seta no alvo,
Mas o alvo, na certa não te espera!

Então me diz qual é a graça
De já saber o fim da estrada,
Quando se parte rumo ao nada?


Utopia? Não... jamais.
É só fazer valer.

É só lembrar que, acima de tudo, é absolutamente viável, possível e "alcançável" levar a vida numa boa!

21 junho, 2012

Pra ser real!





Depois da bomba de insulina, que já ajudou muitos pacientes no sentido de proporcionar um melhor e mais preciso controle não só das glicemias, mas também da dosagem necessária da insulina, as atenções agora estão voltadas para o pâncreas artificial.





Conforme notícia divulgada pelo blog Educação em Diabetes, os estudos foram apresentados no encontro anual da Associação Americana de Diabetes, depois de mais de dez anos de pequisa. 

A grande diferença entre eles é que na bomba é preciso inserir um cateter sob a pele do paciente para aplicação do hormônio. Além disso, o paciente deve calcular a quantidade de insulina necessária de acordo com a glicemia medida e com base na quantidade de carboidratos que será ingerida. Quando for o caso, lançar também informações acerca de exercícios físicos que serão realizados.

Com o pâncreas artifical, isso acaba! 
Ele faz tudo de maneira independente, "funciona exatamente como um pâncreas real".

Neste caso, um só equipamento contém o sensor para medição da glicemia e o dispositivo para aplicação da insulina, conforme artigo da Sociedade Brasileira de Diabetes.


 A previsão é que em até 10 anos ele já seja uma realidade.
Torcendo pela evolução do projeto!!



20 junho, 2012

O avesso...

Um bom resultado pode acabar criando um efeito reverso no tratamento.
Pode??
Sim!

Como??
Reduções na dosagem de insulina e bons níveis de glicemia medidos, por longo período, me fizeram dar uma relaxada.
Junto com isso, veio o “achismo”...

Acho que não vai alterar em nada se eu comer um pãozinho na chapa com manteiga... ou um prato de massa, com molho e tudo que tenho direito... ou se comer batata frita e arroz!!"

De fato, se for uma vez, não irá alterar.
Mas, já diz minha sábia mamy: “achismo não é ciência”.
E este comportamento por vezes seguidas, altera sim!

O resultado: níveis de glicose no sangue um pouquinho mais alto do que o recomendável...

O problema: necessidade de doses extras da insulina corretiva (NovoRapid) e o risco de ocorrências de pico na glicemia, que deixam o organismo mais suscetível para as (tão temidas!) complicações.

Mas o achismo passou! Chega!

Pé no chão, foco de volta e glicose como deve ser!!



17 junho, 2012

Torrado e moído!


Muito já foi dito por aí sobre o que faz bem e o que faz mal pra saúde... de tempos em tempos, alimentos saem do posto de vilão para o de mocinho e vice-versa!

Vinho, ovo, chocolate... e agora é a vez do café.

Num post aqui no blog sobre os alimentos que ajudam no controle da glicemia, ele já aparecia, sendo indicado principalmente para quem tem DM2.

Em março deste ano, uma matéria do jornal O Globo chamou a atenção para os benefícios do café no combate ao câncer e ao diabetes.

De acordo com a notícia, um estudo publicado pelo American Journal of Clinical Nutrition, no qual 42 mil pessoas tiveram acompanhamento por um período de nove anos, "revelou que entre os bebedores de café as chances de desenvolver diabetes são 23% menores".

Entre os benefícios listados, vale destacar:

"Entre os diabéticos, a bebida reduz a mortalidade. Isto porque favorece a entrada da glicose na célula. O perigo, como se sabe, é quando o açúcar fica circulando no sangue."

"Entre os consumidores dos grãos de torra escura (o mais comum no Brasil), o efeito sobre a pressão e os batimentos não foi observado, num estudo do Incor de São Paulo."

"Estudos sugerem que ele pode proteger áreas do cérebro danificadas em doenças como Alzheimer e Parkinson."

Dito isso... vai um cafezinho?

12 junho, 2012

Mudando o Diabetes

A Novo Nordisk (de novo ela...), no sentido de apoiar a quem precisa ter cuidados e dar uma atenção especial à saúde a todo momento, criou a comunidade 'Mudando o Diabetes'.

Não tem sede, não tem inscrição, não é precisar pagar... nada disso.
É só acessar o site para encontrar um monte de informações super importantes e dicas práticas e objetivas.


Tá... mais um site sobre diabetes. 
Sim, pode até ser...

Mas quando se trata de uma doença crônica que pode ser absolutamente controlável, desde que bem administratada, não vejo porque não divulgar.

Toda e qualquer sugestão, solução, dica e orientação é válida.




Já está mais do que provado que quando se tem disciplina e foco, as complicações e os problemas que poderiam acontecer ficam bem longe!


06 junho, 2012

Pra explicar sobre as células tronco...

Ontem no canal de TV CNT, o assunto num programa de entrevistas foi diabetes.
O Endocrinologista Carlos Eduardo Couri falou à Marcia Peltier sobre o DM.


Disponibilizo parte do texto da entrevista, que destaca a pesquisa e os primeiros resultados do tratamento com células tronco (o texto na íntegra está disponível na página do Programa na internet):

Carlos Eduardo Couri é PHD em Endocrinologia e pesquisador da equipe de transplante de células tronco da Faculdade de Medicina da USP, na cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.


Também escreveu o livro 'O Futuro do Diabetes'.

 E como é esta pesquisa com células tronco?
“Eu represento aqui uma equipe de 50 pessoas. Desde 2003 nós realizamos pesquisa com células tronco com pacientes do tipo 1. O reusltado até agora é que de 25 voluntários, 21 deixaram de precisar tomar insulina”, revela.


E como isso é feito na prática?
“Através de quimioterapia, nós desligamos o sistema imunológico do paciente. Então, quando ele é religado, o organismo passa a produzir insulina novamente. É como se o sistema imunológico dele nascesse de novo”, conta.



Podemos esperar então um dia a cura do diabetes?
“A gente que atua em pesquisa não gosta de falar em cura. Até porque, os pacientes tem que continuar levando uma vida regrada, se alimentando bem, fazendo exercício físico, mesmo não precisando mais tomar insulina. Mas a pesquisa com células tronco é algo que precisa de avaliação a longo prazo. A gente não sabe se daqui a 10, 15 anos vai haver algum efeito colateral no uso das células. E essas questões precisam ser respondidas, antes de se gerar um novo tratamento ou medicamento”, explica.



E essa pesquisa feita na USP de Ribeirão Preto já ganhou o mundo?
“Hoje nós somos referência mundial nessa área. Várias instituições de pesquisas médicas nos Estados Unidos e na Europa já seguem nossa linha nas pesquisas que eles fazem lá. É importante dizer também que temos apoio do CNPQ, da FAPESP e do Ministério da Saúde”, comenta.

05 junho, 2012

Tudo ao mesmo tempo agora!


Planejamento das férias, exames de revisão anual (notícias em breve!), trabalho pipocando - viajei mais do que estava previsto, visitas a apartamentos... e não tinha encontrado um tempinho pro blog, embora tenha vários assuntos em holding.




Disso tudo, parte dos exames já foi feita (tudo em ordem até aqui), o trabalho continua a mil, achei meu apê (tô voltando pra Cidade Maravilhosa!!) e meu segundo destino de férias está definido (o primeiro ainda não está completo...).

A aventura será uma viagem de carro com um grupo de amigos, de Rondônia ao Peru.

A preparação já começou: documentos, carteira de vacinação internacional de febre amarela e kit de quitutes prontos para o consumo, para garantir meus lanches entre as refeições e não correr o risco de uma hipoglicemia.

Pra não ter dúvidas, mandei um e-mail pra minha super endócrino questionando se, por causa da baixa temperatura da época (vamos em julho) e da altitude, teria alguma recomendação ou restrição...

E olha a resposta dela, fofa como sempre: "Somente aproveitar seu passeio! Leve seu aparelho de glicemia, insulinas, alimente-se regularmente  e boa viagem! Bjs."

Agora, mãos à obra pra deixar tudo em ordem, sair de férias na tranquilidade e voltar na empolgação pra mudança!!