Crônicas do Isolamento -- tudo embolado...

Ei, psiu... Como vocês estão? 
Tudo bem? Tudo uma loucura?

Particularmente, é assim que eu me sinto aqui: no meio da loucura! 
Num momento meio embaçado, sem conseguir dar conta de tudo que está acontecendo no mundo.

Vacinação a todo vapor. Mas a das crianças mais lenta do que deveria. 
A dúvida ainda sobre eficácia, obrigatoriedade, responsabilidade. 

Nova variante da variante.
Sério isso? Quando a gente acha que já chegou no limite da velocidade de contágio, vem essa sub ômicron ainda mais ágil.

Tá parecendo glicemia isso, né?
Você se tranquiliza achando que o dia vai ser na plenitude da meta glicêmica e de repente surge um 200 no monitor. 

Aliás, por aqui ando meio desorientada até na monitorização.
Perdi 4 sensores direto. O primeiro parou de funcionar faltando 5 dias pra acabar, o segundo faltando 2, o terceiro eu esbarrei e arranquei no dia seguinte ao que tinha colocado e o quarto parou de funcionar faltando 4 dias para o prazo. 
Me irritei, desanimei e passei um longo tempo entre um sensor e outro medindo só na ponta de dedo. 
E aí, o que eu percebo é o quanto eu me acostumei e me sinto confortável com a praticidade de acompanhar na linha do gráfico os efeitos e os ajustes necessários quando se trata de insulina, alimentação, controle. 

Se por um lado não medir a glicemia a todo momento (fato que na ponta de dedo eu meço bem menos ao longo do dia) me deixa mais tranquila e com menos pressão sobre o diabetes, por outro tenho a clareza de estar mais vulnerável e passível de picos que eu deixo de ver. 
Aquela velha máxima de que 'quando os olhos não veem, o coração não sente'.
Mas ele sente! E o coração diabético ainda mais...

Pois nesse atropelo de pandemia que segue com novos registros de casos, reencontros, máscaras, medo de contaminação, desejo de sair por aí e consulta marcada com a minha super endócrino, chegou a hora de refazer meus exames. 
Aproveito e faço tudo junto: a revisão ginecológica e a consulta periódica pra avaliar a doçura do DM1. 

No paralelo, o cansaço por ainda precisar de um mínimo de isolamento, por não poder circular livremente aonde eu quero, por ter que guardar o carnaval de novo, por não poder dar um espirro sem achar que pode ser o sintoma desse vírus que chega na ignorância. 

Até quando? 

Me apego aos resultados promissores de casos menos graves para quem já está imunizado com a vacina e assim sigo, com esperança e apegada à ciência, acreditando que vai passar.




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