Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

27 dezembro, 2017

Diabetes do tipo 'estereótipo'...

A Revista Saúde de novembro trouxe o diabetes como matéria de capa, apontando para os males gerados pelo excesso de açúcar.
Como sempre acontece, se vejo uma publicação sobre o tema, compro.
Parte por interesse genuíno na questão, parte pela curiosidade de com a questão é abordada e c
om essa não foi diferente.

Para começar, eles apontam a relação entre a condição e os excessos na ingestão de açúcares e gorduras; mostram como a obesidade pode levar ao diabetes tipo 2 e - o que eu achei bem importante - sobre a relação do excesso de sal como mais um potencial fator de risco.

É muito comum, até hoje, destacar o açúcar como o grande vilão. Por isso, a maioria das pessoas acha que o consumo de sal ou de alimentos que não estão na categorias de doces 'clássicos' não tem qualquer interferência no controle da glicemia.

E sabe o que também é muito comum??
Falar das pessoas com diabetes como se fossem pessoas sem saúde.
Não, eu não estou doente! Se não me cuidar, aí sim posso ficar bem doente. Mas ter o diagnóstico de diabetes, seja tipo 1 ou 2, não caracteriza que a pessoa não tenha saúde.

Aí foi onde eu encrenquei com a matéria...
Em um certo ponto, são apresentados dados de um estudo onde são citados os dois grupos avaliados: um com pessoas com diabetes e outro com pessoas que não tinham o diagnóstico.
Mas a revista apontava, respectivamente, como "indivíduos com diabetes tipo 2" e "voluntários saudáveis".

Isso me tira do sério!
Viver com uma doença crônica não me exclui do grupo de pessoas saudáveis.
Faz tempo que a abordagem do tema é estigmatizada.
Até quando?? 

Revejam seus conceitos, jornalistas.
Pesquisem, conversem com médicos e pacientes e, sobretudo, não generalizem.

Faço questão de destacar que o conteúdo da matéria é muito interessante e tem informações relevantes, inclusive trazendo fatores que usualmente são esquecidos e que interferem no diagnóstico de DM2 e nos cuidados diários, mas essa divisão de saudáveis / sem diabetes X doentes / com diabetes foi bem feia.
Chega de estereotipar as pessoas que convivem com o diabetes. Saúde não se mede a partir de um diagnóstico!



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