Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

09 agosto, 2017

MiniMed 640G: Cena 6 - A troca do sensor e o balanço das horas...

Novo dia de troca... Dessa vez, além do cateter, o sensor.
Diferente do cateter, o sensor requer uma mão de obra um pouco menor. O primeiro eu apliquei no braço porque estava contando com a ajuda da Lygia. Para o segundo, minha opção foi um lugar onde eu conseguisse fazer tudo sozinha.

Antes de começar, é preciso carregar o Guardian. Enquanto fazia isso, já fui preparando o sensor e o aplicador:
Ah, como muita gente tem me perguntado onde fica o reservatório de insulina na Bomba, é aí onde tem esta tampinha e de onde sai o cateter:
Escolhi aplicar o cateter de novo na barriga e o sensor, desta vez, foi no flanco.
E uma decisão importante: como eu tive alergia ao adesivo que prende o sensor na pele, optamos por não colocá-lo, deixando somente a kinesio tape como proteção (trata-se de uma bandagem elástica adesiva, usada principalmente por fisioterapeutas).

Sensor ativado, partimos para avaliar os dados dos Relatórios do período...

Fui direto ao ponto, já que alguma coisa anda estranha e me incomodando.
Acordo, calibro a Bomba, lanço a quantidade de carboidratos do café da manhã e o resultado me parece estar sempre errado. Esta semana tive uma experiência de 132 mg/dL antes e uma hora depois já estava batendo a casa dos 230 mg/dL!! Que pânico!

Duas horas depois, a doçura ainda estava 204 mg/dL. Foi a primeira vez que me apavorei - e me irritei! - com os números, depois de ter começado a usar a Bomba. Fiquei grudada na tela da Bomba acompanhando cada pontinho de queda, enquanto praticamente mergulhei em uma garrafa de água! 3 horas depois, 167 mg/dL.




Na hora do almoço, a mesma situação: glicemia razoável antes da refeição e glicemia disparando uma hora depois.

Quanta frustração!
Uma sensação de que eu estava fazendo tudo errado, de que a Bomba não é para mim.

Conversei com a minha Educadora e a orientação foi para eu me acalmar... Não era caso de alarde.
Mesmo sabendo que não deveria, em uma das vezes não esperei e comandei a Bomba para corrigir. Mais: passei um bom tempo acompanhando o gráfico para ver se ia baixando.

Desde que me descobri como parte da estatística do diabetes tipo 1, nunca tinha sentido medo da condição. Já tive medo de ter que deixar de tocar, de viajar, de abrir mão das coisas que eu gosto. Agora foi diferente. A sensação de perder o controle sobre o diabetes, sobre a minha glicemia, sobre essa tal doença crônica, bateu bem forte. Eu sei que nós temos só um mínimo desse controle e que ele vem através da alimentação, da prática de atividades físicas, de gerenciar as dosagens de insulina, pende de uma situação de estresse ou não. Mas o racional vai embora nessas horas e a minha vontade foi de arrancar a bomba e voltar ao meu tratamento anterior.
Que exercício de paciência!

De acordo com a análise da Lygia, essa montanha-russa glicêmica pode ter tido uma influência direta do período pré-menstrual (já contei aqui como isso interfere). Criamos um novo padrão horário de insulina, aumentando em 20% na parte da tarde e da noite. Também diminuímos a relação insulina / carboidrato.

Amanhã tenho consulta com a minha Endócrino e vamos repassar e confirmar todo esse esquema.
Entre tapas e beijos, os dias seguem em modo biônico...

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