Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

05 agosto, 2017

MiniMed 640G: Cena 4 - as primeiras impressões...

Primeiras 48 horas bombada!

No primeiro dia, assim que o sensor foi ativado (depois de aplicado, ele leva até duas horas para começar a se comunicar com a Bomba) comecei a me fixar no visor! Mexi no menu de trás para frente, olhei de novo todas as configurações e fiquei um tempão acompanhando a linha que mostrava as variações do meu docinho. Ainda estava meio desconfiada por não ter tomado a minha dose da Tresiba cedinho e por ter ficado algumas horas sem insulina. Força do hábito, toda mudança gera uma certa ansiedade.

O dia seguiu bem.
Calibrei a Bomba como devido, 3 vezes durante o dia. Mal precisei ajustar... estava tudo caminhando bem.
Sobre o sistema, sem dúvida que a praticidade de acompanhar minuto a minuto e lançar os carboidratos que serão ingeridos a cada refeição ou lanchinho traz uma tranquilidade em relação a manter a glicemia mais estável.

Hora do banho!! Tirar a bomba ou deixar? Já que esta pode molhar (os modelos anteriores não podem ser molhados) fui com ela. Medo dela despencar, mas sobrevivemos sem acidentes!
E aí, era chegada a hora da missão mais complexa: dormir.
De novo: medo! Dessa vez de me embolar no cateter durante o sono ou de jogar a Bomba longe. Nada disso aconteceu, mas é fato que eu não consegui dormir tranquilamente. Além disso, acordei com um alerta de que a glicemia estava subindo no meio da madrugada. Como marinheira de primeira viagem, não tomei nenhuma providência para correção. Estava com sono e fiquei com um certo receio em fazer algo errado. De manhã percebi que antes do dia raiar a Bomba tinha suspendido a liberação de insulina e evitado uma hipoglicemia!!!!
Só quem é docinho sabe a aflição que é ser despertado suando frio por conta da queda brusca da glicose. Que alegria ver o gráfico na manhã seguinte e perceber que eu não estive em risco!

Doçura dentro dos limites, a tarefa seguinte era o pilates.
Sabia que algumas estripulias que faço na aula poderiam ser o caminho para deixar a Bomba despencar, mas fui pensando em alternativas de lugar para prender. Calça, top?
Fui ajustando na hora e não tive qualquer problema.

Até que, de volta em casa... o primeiro 'solavanco'! Levantei do sofá e esqueci que não tinha prendido a Bomba na minha roupa. Só me dei conta quando senti o puxão do cateter com a Bomba já caindo.
Sem danos, nem em mim e nem na Bomba!!

A parte de deixar o algoritmo trabalhar não foi a mais difícil. Uma das maiores funcionalidades do MiniMed 640G é que você configura conforme as suas necessidades, adequando à sua rotina, e o sistema trabalha para você, ainda que não seja tudo automatizado.

Na segunda noite, já relaxei e dormi melhor, só que justamente por conta disso acabei me enrolando e me prendendo no cateter duas vezes! Uma missão complexa essa de dormir com equipamento acoplado!!
Mais uma suspensão por algum tempo, já pela manhã, e glicemia tinindo depois.
Um único incômodo maior: estou com uma pequena alergia ao adesivo do sensor. Não é grave, só chapinho. Estou usando um creme hidratante para bebês e está aliviando.

Nesses dois dias, o cuidado e a atenção da equipe da Medtronic tem sido fundamental. Lygia, minha educadora querida, Paulo e Carol.
Isso faz toda a diferença e traz mais confiança!

Próximos passos: troca do cateter, do sensor e consulta com a minha Endócrino.
O que tem sido estranho para mim, ainda, é ter alguma coisa pendurada no meu corpo. Não me acostumei... Preciso de mais um tempo com essa parceira nova.
Enquanto isso, seguimos em frente, eu e ela!




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