Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

31 março, 2017

Combo da Doçura - o resultado!!

Quando tive a ideia de lançar o sorteio desse combo que tem pulseira que faz lembrar o quanto somos fortes, livro que traz informações de montão para ajudar a ter uma vida doce sem sustos e bottons do meu IP para indicar que tem muita informação bacana dessa vivência com a doçura, não imaginei que o retorno seria tão grande.

Foram 164 pessoas inscritas.
No formulário eu pedia, para aqueles que quisessem, que contassem um pouquinho da sua história. 99% das pessoas deixaram depoimentos... Alguns dividindo as ansiedades, outros contando o que aprenderam desde o diagnóstico e todos, sem exceção, mostrando superação e trazendo inspiração.
Quanta alegria poder ver que, mesmo aqueles que ainda tem muitos medos, estão dispostos a viver bem e se cuidar.

Hoje foi o grande dia: o sorteio!!
Eu confesso que estava super ansiosa...

Para definir quem seria o dono do Combo da Doçura, usei a ferramenta da página Random.org:

E, finalmente, o resultado:

Quem ganhou foi o Gabriel Alves dos Santos, que é namorado de uma docinha tipo 1:
"Estou com a minha namorada, que tem diabetes, há pouco mais de 4 anos. Convivendo com ela durante esse tempo pude compreender, aprender e ter uma visão muito diferente do que eu tinha antes sobre o diabetes. Sei que é uma luta constante para controlar os níveis de glicemia e aprender a lidar com a rotina que é imposta por causa da doença, mas que ainda assim, com esforço e apoio e muitas outras coisas é possível ter uma vida leve e muito feliz."

Gabriel, tenho certeza que esse apoio à sua namorada faz bastante diferença no dia a dia dela convivendo com o diabetes. Realmente é possível ter uma vida boa convivendo com essa condição e com o apoio de quem a gente ama fica bem mais fácil!
Em breve vocês receberão o Combo!!

A cada um que participou, agradeço pela confiança e por ter me contado um pouquinho como vive e qual a sua relação com o DM. Vocês me fizeram acreditar ainda mais na educação em diabetes e em como é importante seguir aprendendo e dividindo conhecimento.



29 março, 2017

Para (se) cuidar bem...

Muito se fala sobre o paciente assumir e se colocar numa posição de 'dono' da sua condição. Em termos mais claros, isso se chama autocuidado.
Eu concordo totalmente e essa é uma das razões que me levam sempre a buscar entender cada parte do meu tratamento e novas informações sobre o diabetes. O que significa um novo exame pedido, porque mudar de insulina...

Mas o que tenho percebido, na prática, é que muitas vezes não é dada ao paciente a base para ele se cuidar adequadamente.



Seja porque as consultas são rápidas, seja por falta de equipe multidisciplinar acompanhando os atendimentos, tenho visto - e escutado - cada vez mais docinhos com dúvidas primárias. Destes, os recém-diagnosticados são os que mais se perdem e parecem não ter recebido a correta orientação.

Acompanho alguns grupos de diabetes nas redes sociais e a cada dia estas situações são mais frequentes. Pessoas recorrem aos grupos para tirar dúvidas corriqueiras que deveriam ter sido esclarecidas no momento da consulta, pelos especialistas que fizeram o atendimento.



Perguntas sobre quantas vezes as agulhas e as lancetas podem ser utilizadas, sobre como usar a caneta, sobre os locais de aplicação, sobre a diferença entre uma insulina NPH e uma insulina análoga...
Nós não temos qualquer obrigação de conhecer esses procedimentos. Eu mesma, antes do diagnóstico, mal sabia diferenciar o diabetes tipo 1 do tipo 2. Cabe ao profissional de saúde que fez o diagnóstico explicar, demonstrar. A gente nunca vai ter dúvidas sobre o que não conhece!

Não adianta querer mudar um tratamento, por exemplo, sem se certificar que o paciente aprendeu a operar a bomba de insulina. O que é óbvio para um médico, como saber que a caneta de insulina pode ser descartável ou para refil e que elas não vem com as agulhas, pode nem passar pela cabeça de uma pessoa que acabou de sair do consultório com uma receita na mão. Não adianta indicar qual a dose de insulina se não houver orientações acerca dos cuidados para transporte e armazenamento.

É preciso esclarecer desde o primeiro minuto. Trabalhar junto: equipe de saúde e paciente!
O nome disso é educação em diabetes e ela é tão essencial para o tratamento quando o controle de glicemias e as injeções diárias.

Não saber se uma glicemia de 100mg/dL ou uma de 250mg/dL estão satisfatórias ou não, não ter a compreensão sobre o risco que pode representar uma hemoglobina glicada maior que 8% ou 9%, não conhecer os sintomas de uma hipoglicemia ou a influência direta dos alimentos na variação glicêmica é muito sério. E quem fica vulnerável com toda essa falta de informação e entendimento é o paciente.

Entender o que está sendo feito ou o que aparece na tela do glicosímetro é essencial para um bom tratamento e um bom controle. Saber quais as conseqüências e as complicações da falta de cuidado adequado também.

O autocuidado começa com a correta orientação pelo médico e segue com a compreensão plena do paciente. É preciso cuidar das pessoas com diabetes tanto quanto do diabetes.
A partir daí, então, cada um tem que fazer a sua parte.

Se você é um docinho e tem qualquer dúvida, pergunte.
Ouvir de um igual, daquela outra pessoa que também convive com a doçura do diabetes, é ótimo e traz um certo conforto, mas jamais deixe de recorrer a um médico nessas situações.

O tratamento é a nossa garantia de vida.





27 março, 2017

Tratamento injetável: um posicionamento oficial da SBD.

"Médicos especialistas e clínicos não especialistas têm urgente necessidade de atualizar seus conhecimentos e suas condutas clínicas".

Por isso, além de cursos e atividades de atualização, a Sociedade Brasileira de Diabetes - SBD tem publicado Posicionamentos Oficiais "sobre os aspectos mais importantes relacionados à boa prática clínica na assistência ao portador de diabetes".

Em janeiro de 2017 foi lançado um novo Posicionamento, dessa vez dando destaque às insulinas:
(Link para acesso e download aqui)
Este posicionamento é resultado de um trabalho realizado por 183 especialistas em diabetes, de 54 países, no 'Fórum sobre Terapia e Técnica de Injeção: Recomendações dos Especialistas', realizado em 2015, que por sua vez foram baseadas em um estudo feito com 13.289 pacientes, de 42 países (255 brasileiros - São Paulo, Curitiba, Uberaba, Porto Alegre e Brasília - participaram).

Diferente do que parece à primeira vista, este documento é direcionado tanto para os profissionais de saúde como para pessoas que convivem diariamente com o diabetes, sejam pacientes ou até alguém da família de um docinho.

Logo no início, o objetivo desse trabalho fica claro: "proporcionar conhecimentos fundamentais sobre diabetes" (...) através de "recomendações práticas para a aplicação e autoaplicação de insulina subcutânea em pessoas com diabetes". Entre os assuntos abordados, os tipos de agulhas existentes e como se dá a aplicação com cada uma, orientações sobre o uso de seringas e canetas e orientações sobre o processo de educação em diabetes.

Faço alguns destaques:
  • As canetas e os refis devem ser utilizados por um só paciente e nunca compartilhados, devido ao risco de contaminação da insulina.
  • A insulina lacrada deve ser armazenada em geladeira na qual seja improvável ocorrer o congelamento; Após o uso inicial, a insulina em caneta ou frasco deve ser armazenada em temperatura ambiente (entre 15 e 30 graus) por até trinta dias ou de acordo com as recomendações dos fabricantes e dentro do prazo de validade.
  • Deve-se realizar o rodízio dos locais de injeção de forma sistemática, de tal maneira que eles fiquem separados um do outro por, pelo menos, 1cm a fim de evitar repetição do local e trauma ao tecido.
  • A Educação em Diabetes deve ser considerada e incorporada durante todo o processo do acompanhamento dos pacientes, visando garantir o controle dessa doença e de suas complicações e não restringir-se às pessoas com diabetes, mas sim envolver a todos, inclusive os profissionais de saúde, os gestores de serviços, os familiares e toda a comunidade.
  • O profissional de saúde deve explorar as preocupações e as barreiras ao tratamento e reconhecer que a ansiedade é normal quando se inicia qualquer medicamento novo, sobretudo a terapia de injeção.
  • É importante explicar que a insulina não é um castigo ou falha. A insulina é o melhor tratamento que temos para o controle da glicemia. Para os pacientes com DM1 é o tratamento primário e, para aqueles com DM2 muitas vezes é um complemento de terapia oral para melhorar o controle da glicemia. 
São 30 páginas de fácil leitura e entendimento, eu recomendo. Quanto mais conhecimento a gente tiver, mais vai poder buscar melhores condições de tratamento junto aos nossos médicos e aos serviços de saúde. 




25 março, 2017

Genteel-eza na doçura dos dias...

Em 2015 comentei aqui no IP sobre um lancetador que prometia o 'luxo' de não causar dor com os muitos furinhos que precisamos fazer nos dedos diariamente.

Era o Genteel, novidade gringa que estava chegando para deixar mais tranquila essa tarefa que a gente repete tantas vezes. Por mais que eu, particularmente, não me incomode e nem sinta desconforto com essa picadinha, é fato que para crianças ou pessoas com uma maior sensibilidade isso não é tão simples como parece.

A boa nova é que no final do ano passado eu ganhei um! Como estava em época de ensaios e já num movimento de quase carnaval, deixei guardado para testar com calma e então começar a usar.

Hoje foi o grande dia!
Ah, mas faz tanta diferença assim?

Faz! É impressionante!!

As razões para que ele seja indolor: funciona à vácuo, não alcança nenhum nervo quando a lanceta é acionada e, de acordo com o que eles próprios explicam, "no instante da ativação o lancetador faz uma vibração no local do furo que, junto com o rápido intervalo de ação, permite que não haja tempo para os nervos responderem".
(Imagem: Medgadget)
Senti só uma pressão bem leve no dedo e achei que o furinho não tivesse sido feito...

As lancetas recomendadas são as da One Touch, vendidas em qualquer farmácia e, pelo que eu já consegui pesquisar, com preços menores que as da Accu-Chek que eu uso atualmente.

Testado e muito aprovado!
A partir de agora, meu companheiro inseparável... Deixou as minhas medições de glicemia de todos os dias ainda mais fáceis.



22 março, 2017

Vivendo e (re)aprendendo!

"Vou tomar um sorvete normal, nada de diet! Depois eu meço a glicemia e, se precisar, tomo insulina."

Tomei, medi e não precisou.
- Uau! O açúcar não alterou em nada.

Mágica?
Não. Uma conjunção de fatores e a máxima de que não é o açúcar o grande bandido no controle do diabetes.

Entre alguns outros fatores (dosagem errada de insulina, falta de exercícios, um estresse no meio do dia...), são os carboidratos de modo geral que interferem na glicemia, sejam eles doces ou salgados, no prato principal ou na sobremesa.

Mas lá no começo, apesar de entender o que são os tais carboidratos, eu ainda tinha em mente que o açúcar era sim o vilão. Que só servia mesmo para ajudar a compensar uma hipoglicemia e que deveria ser evitado de qualquer maneira.

Ok, isso em parte é fato. Mas nos meus oito anos de vida doce, aprendi muita coisa. E uma das mais importantes foi que posso comer o que quiser. Para isso, preciso apenas de quatro coisas: responsabilidade, moderação, uma aliada chamada contagem de carboidratos e insulina.

Pronto! Lá se foi por terra a teoria de que aquele brownie maravilhoso tem que ser deixado de lado; de que a torta de limão que você ama nunca mais vai poder estar presente; de que o brigadeiro da festa do sobrinho vai ficar só enfeitando a mesa.

A gente pode tudo. A gente só precisa aprender a fazer tudo sem deixar o cuidado para trás.
Uma trilha pode, com reforço no lanchinho antes e durante. O doce preferido também pode, com uma refeição mais leve para equilibrar antes, por que não?!
Medir a doçura antes e depois e corrigir os carboidratos com a insulina de ação rápida são nossas maiores ferramentas.

O tempo me ajudou a aprender e entender mais sobre o diabetes e sobre como meu organismo responde à diferentes tipos de alimentos e situações.

Por isso de novo eu digo: entenda a sua condição.
Se informe.
Questione.
Opte por você e pela sua saúde sempre.
Se cuide.
Vá em frente!

E é assim, com o sorvete preferido do momento - com açúcar, nada zero! - que faço um brinde à vida doce.
Porque quanto maior o controle, maior a liberdade!!




20 março, 2017

Combo da Doçura!

Tem novidade no ar!

Eu acredito que viver bem com diabetes é absolutamente possível.
Pode não ser sempre fácil, mas é possível.
E acredito também que é com educação em diabetes e conhecendo mais e mais sobre essa doçura que a gente consegue conquistar dias tranquilos e qualidade de vida. Nada de guerra, em vez disso uma parceria com o diabetes.

Cada um encara o diagnóstico de uma maneira, mas entender a condição faz a gente descobrir que não precisa parar de viver, de fazer o que gosta.

Então, hoje faço dois convites:
O primeiro é para que você olhe para dentro, olhe em volta e preste atenção em tudo que te faz bem. Pontue cada coisa que te deixa mais alegre, que te garante um sorriso no rosto, que te move e te faz ir em frente. Agora pense se não vale muito mais a pena continuar se cuidando para viver bem com tudo isso aí que te faz feliz...

O segundo convite é para um sorteio!!
Nesse mês que completo oito aninhos de uma vida bem doce, que eu aprendi a levar com leveza, quero reforçar que esse é o melhor caminho.
Por isso, tem um combo bem bacana esperando por algum docinho ou alguma docinha:


- Bottons do meu IP, para você colocar na bolsa, na camiseta, na mochila e ajudar a levar por aí mais informação sobre o lado leve do diabetes

- Uma pulseira de couro para te fazer lembrar sempre o quão forte você é ("I am stonger than diabetes!")

- Um livro 'Diabetes: conheça mais e viva melhor', escrito e autografado pelo PhD Mark Barone.


Para participar é muito simples: preencha o formulário (acesso por este LINK) até o dia 30/03/2017. Não é um cadastro, são algumas informações para eu saber um pouquinho mais de cada um que está participando. Só!
Depois é esperar pelo resultado... O sorteio vai acontecer dia 31.
Ah, o envio é por minha conta!!

Pode compartilhar, divulgar e convidar os amigos.

Boa sorte e muita saúde, sempre.


15 março, 2017

Altos (bem altos!) e baixos da doçura...

Depois de uma semana entre remédios e repousos e glicemias completamente descontroladas, o controle está voltando por aqui.
Não sei o que eu tive exatamente - uma gripe forte, sem febre, mas com uma falta de ar que me deu bastante trabalho - estou aliviada por estar me sentindo melhor! Além da tosse, que já incomodava bastante, e da dificuldade para respirar (que me deu um certo pânico), a impossibilidade de controlar as glicemias me derrubou.

Eu sei que o corticóide descompensa a glicemia e ainda tinha o anti-histamínico e o xarope. Mas eu realmente não consigo ficar tranquila sabendo que a glicemia chega perto de 300mg/dL, mesmo depois de ajustar as doses de insulina basal e mesmo usando mais unidades de insulina para corrigir as refeições.

Em uma semana, a montanha-russa por aqui foi com bastante emoção:
E aí meu racional não funciona nessas horas, simples assim.
Fico com raiva, por mais que saiba que isso não ajuda em nada para manter a doçura em ordem! Mas não consigo segurar... Dá uma agonia comer as coisas que eu estou acostumada e ver que nem com uma dose maior de insulina foi possível domar a glicemia.

Agora os remédios acabaram, a falta de ar acabou e a tosse também já está quase sumindo.
O cuidado excessivo com 48 horas de repouso foi uma medida de segurança da minha Endócrino. O receio dela era uma cetoacidose, por conta da glicose bem mais alta que o ideal!

Ainda não voltei totalmente para o ritmo.
Tentei pilates esta semana. Não deu: cheguei no estúdio com uma baita hipoglicemia que foi resultado da dose de basal maior, no primeiro dia sem o corticóide. Dei meia volta e fiquei quietinha em casa.

Continuo medindo a glicemia antes e depois de cada refeição e estou bem mais tranquila vendo os números mais organizados e dentro de um intervalo sem risco. Minha dose de Tresiba está sendo gradualmente reduzida e percebo uma redução na necessidade das correções também.

Enfim, acabou o tumulto!
Sigo com atenção no docinho, na hidratação e sem muitas estripulias por aí até estar 100% de novo.










13 março, 2017

Força, raça e gana sempre...

Há 8 anos eu venho aprendendo diariamente a ser doce.
Há 8 anos eu resolvi que faria de um susto, um recomeço.
Há 8 anos eu decidi que a doçura não seria um obstáculo para nada.

Há 8 anos o diagnóstico que chegou de supetão me fez parar e, depois de muito choro, respirar fundo e levantar a cabeça para me jogar com tudo naquela nova realidade.

2 consultas com a Endocrinologista e mais uma com a Nutri, algumas lancetas jogadas fora enquanto eu descobria como funcionava o mecanismo do glicosímetro e dez dias depois, um atestado em inglês e outro em francês seriam, junto com as minhas insulinas, os companheiros de uma viagem de trabalho fora do país. Em nenhum momento pensei em não ir... Não se tratava de um desafio, mas da vontade de mostrar - já naquele momento - que não seria o diabetes que ia impor qualquer limitação aos meus dias.

Até hoje tem sido assim!
Nem todo dia é bom, nem todo dia é calmo... O receio de uma hipoglicemia ainda paira no ar algumas vezes; a tensão na espera pelo resultado dos exames ainda acontece.

Mas a parceria da minha médica, sempre respondendo todas as minhas perguntas e esclarecendo as minhas dúvidas com paciência, o cuidado e o amor de quem está comigo, tomando conta e fazendo o possível para entender como esse tal diabetes tipo 1 funciona, são fatores insubstituíveis no meu tratamento.

São 8 anos sem complicações!! (ufa!)
Sorte? Não. Dedicação, empenho. Acima de qualquer coisa, querer estar bem.
De lá para cá, foram quase 12.000 furinhos nos dedos e mais ou menos 8.500 injeções na pancinha ou na perna.
Reclamações?? Nenhuma!
Nem um roxinho eventual me tira o foco de que estou prezando pela minha vida todos os dias.

Em todo esse tempo eu também aprendi que não é sempre assim.
Que faltam recursos, falta informação, falta atenção à quem convive com esta condição. E exatamente por causa dessa situação, nesse tempo eu consegui enxergar que educação em diabetes não é só para o paciente.

Uma vez minha Super Endócrino brincou dizendo que por minha causa ela estava reavaliando os conceitos que tinha em relação ao diabetes tipo 1. Que quanto mais tempo passava, melhor era o meu controle e menores as minhas doses de insulina; que até então, tudo que ela via era o oposto.
Nem pensei para responder, só disse a ela que eu nunca estive sozinha. Que desde o início, sem qualquer pedido meu, as minhas pessoas buscaram se informar sobre o que era esse tal diabetes para poder me ajudar com o que fosse preciso. E assim, desde o início eu me senti segura e acreditei que tudo ficaria bem.

Se a família, os amigos, os amores se envolvem e buscam entender, a gente se sente mais confiante. Isso torna tudo mais fácil!
As decisões em relação aos meus hábitos e ao meu tratamento são só minhas e sigo optando por me cuidar. Mas ter apoio total e ver quem está por perto 'participar' na minha doçura deixa cada etapa do meu dia melhor e mais leve.

Por isso, há 8 anos eu venho agradecendo, bem lá do fundo do meu coração, a cada um que entrou nesse barco comigo desde o primeiro momento e segue junto até hoje.
A cada um que me faz confiar quando estou me sentindo culpada por um resultado mais alto, que me faz ter calma quando eu fico de saco cheio, que me faz comer para evitar uma hipo, que me faz medir a glicemia no meio de um ensaio, que aprende uma receita alternativa para tirar um pouco a carga dos carboidratos, que compra um chocolate diet novo que viu no mercado, que dedica um tempinho por mim...
Amo vocês!

São 8 aninhos de uma vida nova que me trouxe mais amigos, novas experiências e tantos, tantos ensinamentos.

Enquanto a cura não chega, vou em frente com toda a minha força, em busca de mais e mais bons anos convivendo em paz com essa condição de saúde que requer atenção sim, mas que em nenhum momento me limita.


Viajo por aí.
Passeio por aqui. 
Desfilo a vida nos meus carnavais. 
Fico de ponta-cabeça no meu pilates. 
Defino meu rumo. Eu defino, não o diabetes! Esse me acompanha e vivemos bem assim.




11 março, 2017

Pra ajudar a ficar de bem com o diagnóstico...

4 anos atrás fiz um post aqui falando sobre o Programa de Bem com a Vida, da Accu-Chek.
Na época, eu fazia uma crítica, na realidade, ao programa que funciona com um acúmulo de pontos a cada compra efetuada e que gerarão descontos posteriores. Por que a crítica?
Porque as farmácias cadastradas naquele momento praticavam preços bem mais altos que os encontrados em outros locais!

Nunca cheguei a me cadastrar e não soube depois se tinham novos estabelecimentos participando ou se os preços estavam mais adequados.
Mas a questão agora é que o Programa vai ser descontinuado a partir de dezembro de 2017. Desde janeiro não estão mais pontuando e o resgate de pontos em prêmios só será permitido até o final deste ano.

A notícia boa é que o portal segue no ar e vale a pena dar uma olhadinha.
O Portal De Bem com a Vida tem muitas dicas, orientações sobre os produtos da Accu-Chek, receitas, depoimentos, informações sobre exercícios físicos e nutrição e um guia simples e bacana para que foi recém diagnostico.

Achei super legal a ideia do guia. Lembro bem como foi comigo que, por falta de entendimento e qualquer conhecimento sobre o diabetes, me apavorei quando ouvi que precisaria tomar insulina!
Logo depois, a cabeça fervendo com tanta coisa que eu deveria fazer e ajustar a partir do diagnóstico inesperado... Por isso, gostei e divulgo a leitura.

É gratuito (download por aqui), de fácil compreensão e pode ajudar a acalmar os ânimos já num primeiro momento.
Destaco alguns trechinhos que achei importante:
--> O diabetes mellitus é uma condição para toda a vida, que ocorre porque há excesso de açúcar em seu sangue. Isso acontece ou porque não está sendo produzida insulina pelo organismo, ou porque a insulina produzida não está sendo usada adequadamente.

--> Manter o nível adequado de glicemia é uma das coisas mais importantes que você pode fazer para evitar complicações sérias do diabetes. Por isso, é importante medir a glicemia regularmente.

--> A glicemia normal em jejum não deverá ultrapassar 100mg/dL; Duas horas após uma refeição, a glicemia não deverá ultrapassar 140mg/dL. 
(recomendações IDF - Federação Internacional de Diabetes)

--> Você não precisará eliminar doces e chocolates da sua vida completamente, desde que você esteja consciente de que todas as pessoas devem ingerir alimentos doces com moderação, tendo ou não diabetes.

--> Ao realizar uma atividade física, o organismo usa o açúcar do sangue mais depressa. Os exercícios físicos devem ajudar a manter os níveis de glciemia sob controle.

--> Amigos e parentes podem dar apoio e compreensão. 
(este eu faço questão de destacar, porque ajuda muito! divida seus medos, suas conquistas, seus aprendizados... ter as pessoas que estão à nossa volta dando suporte nos torna mais confiantes.)

Para você que é novo nesse vasto mundo doce, deixo um único conselho: calma. Tudo vai ficar bem!
Acredite. Não desanime!
Pergunte o que quiser e precisar aos seus médicos.
Questione sempre.
Quanto mais a gente sabe sobre a nossa condição, melhor vai ser o nosso controle e a qualidade de vida.

É sim uma doença crônica, mas existe tratamento e com os cuidados devidos a vida segue bem e feliz!




09 março, 2017

Back in business!

Carnaval passou, Março chegou e eu dei uma sumida de leve! Mas aqui estou, para contar o que aconteceu nesse tempinho e reorganizar tudo que tem pra ser dito e mostrado aqui no IP.




Os dias de folia pelas ruas e blocos do meu Rio foram, mais uma vez, uma grande diversão!
Entre as ladeiras do Pasmado e até a Sapucaí, teve brilho, teve fantasia e teve alegria. Teve Banga!!

Meu docinho ficou muito comportado e só agora, 10 dias depois, é que voltei à dosagem normal da insulina, sem as reduções.

Ah, e no domingo de Momo, saiu uma matéria bem bacana no Jornal O Dia, contando um pouco da minha história doce e os cuidados que eu tenho com a saúde durante o carnaval. Para quem não viu, o link é esse --> DOÇURA N'O DIA.





Viajei logo depois da quarta-feira de cinzas. Sossego na Serra com os amigos: o destino era Lumiar.

Alugamos uma casa no topo do vale.
Fresquinho, visual incrível (vê só aí embaixo), varanda com rede, joguinhos, vinho, riso, muito papo...
... e no meio da temporada, uma crise de falta de ar!

Que susto, viu.
Um cansaço grande, tosse constante e a dificuldade para respirar não me deixava.
Depois de quase 3 dias assim, decidi voltar para o Rio e procurar um médico.

Duas idas à emergência, alguns exames feitos e foi descartada a possibilidade de algo mais sério. Pulmão limpo, exames de sangue normais e um coquetel que junta anti-histamínico, corticóide e xarope!! Mais: recomendação de repouso por 48 horas, vinda da minha super endócrino. Depois disso, faremos uma nova avaliação.

Um detalhe importante: um olho bem grandão monitorando a glicemia, já que esses medicamentos interferem bastante. Alguns resultados entre 250mg/dL e 300mg/dL já andam aparecendo... Fico bem chateada e insegura, mas sei que é por um período e que logo vai passar. Por enquanto, insulina de correção sempre à postos e alguns furinhos nos dedos a mais para tomar conta e tentar domar os efeitos dos remédios.
E meu Libre, que tinha só 5 dias de uso, precisou ser removido por causa do raio X de tórax que fiz no hospital...

Agora tô quietinha em casa e finalmente comecei a sentir uma melhora. Menos tosse e a falta de ar está um pouco mais branda. Além de estar cuidando bastante da alimentação, a ingestão de líquidos é a todo momento.

Vou aproveitar para colocar minhas pesquisas em dia, escrever o que está pendente e seguir na busca por melhores caminhos nessa vida doce. Sempre!!

Ainda há muito a ser falado e um outro tanto a desmitificar!