Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

13 março, 2016

"Todo dia é o mesmo dia..."

Sei que cada um reage de maneira diferente a alimentos distintos, que cada organismo é de um jeito e que quando falamos de diabetes, não existe qualquer possibilidade de acreditar em tratamento padronizado. Tudo é individualizado e é assim que tem que ser.

Temos alguns parâmetros a seguir e a cada exame esperamos pelos melhores indicadores. Mas é isso, são indicadores. De que estamos nos empenhando e buscando sempre a melhor qualidade de vida, de que a saúde é coisa séria e, principalmente, que não podemos deixar a doçura de lado nem por um segundo sequer.

Mas um desses indicadores ainda me deixa de cabelo em pé: a glicada.
O ideal estabelecido para qualquer pessoa é de 6%. Para nós, docinhos, 7% é aceitável e o recomendado é que fique por aí.

Para mim, qualquer número acima de 7% ainda incomoda um tanto.
Minha Super Endócrino já disse que isso é uma preocupação só minha, já que todos os meus exames estão ok e que 7,5% não é, nem de longe, o fim do mundo.

Mesmo assim sigo na meta buscando um número melhor, sim! E abaixo de sete.
Como??
Com mais disciplina, atenção e entendimento. Medir a glicemia pós-prandial ajuda a perceber a influência dos alimentos nas nossas glicemias diárias, por exemplo.

Tenho feito isso e acompanhar os valores medidos acaba sendo um estímulo. Quando estão bons, vem a vontade de seguir na disciplina, nos exercícios, na alimentação equilibrada e atenta aos meus horários. E quando não estão tão bons assim, quando vão bem além do que eu gostaria... a vontade é ainda maior de fazer isso tudo!
Quero ter a saúde sempre tinindo para não precisar deixar nada de lado.

A página Diabetes Daily publicou um artigo com depoimentos de diabéticos que mantém a glicada abaixo de 7%.
(Para baixar o arquivo na íntegra, é só clicar aqui)
São 10 hábitos de dia a dia que podem mesmo fazer a diferença:


1) Fazer a contagem de carboidratos
Isso parece mais difícil do que de fato é. Os rótulos nas embalagens ajudam e o manual de contagem disponibilizado gratuitamente pela Sociedade Brasileira de Diabetes é uma ótima ferramenta.

2) Entender que outros fatores, além de carboidratos, interferem de alguma maneira - positiva ou negativa - no controle da glicemia:
  • Stress
  • Atividades físicas
  • Uma boa noite de sono 
  • Variações hormonais 
  • Perda ou ganho de peso.

3) Fazer medições frequentes da glicemia.

4) Analisar / avaliar os resultados das glicemias medidas e entender o que significam.
Com esses resultados, será possível fazer qualquer ajuste necessário, seja ele na alimentação, nos horários e na frequência de aplicação da insulina...

5) Fazer refeições 'reais', evitando comidas processadas.

6) Manter uma rotina de exercícios.

7) Acreditar que você pode!
Essa é especial... Diabetes não é uma ciência exata e tem dias que é um saco, que parece que nada que a gente faz está certo. Mas cabeça erguida e vamos em frente sempre.

8) Seguir aprendendo.
Sim, isso faz parte do nosso tratamento, do autocuidado. Saber o que é o diabetes, o que uma falta de controle pode causar e como podemos nos cuidar é importante da mesma forma que tomar insulina.

9) Fazer uso da tecnologia disponível.
Antigamente, não existiam os glicosímetros! Hoje temos este recurso a favor, além da bomba, dos aplicativos específicos...

10) Jamais buscar a perfeição.
A perfeição não existe e isso nada tem a ver com diabetes. Convivendo ou não com a doçura, ninguém é perfeito e nem tem que ser.
Se cuide, estude, entenda, seja você mesmo e isso já um grande caminho andado.

Não é fácil...
...mas não é impossível!

Ainda não chegou a hora de refazer os exames (mais uns 2 meses), mas estou otimista.
Os últimos resultados foram 7,1%, 7,2% e 7,5% - março, julho e dezembro de 2015.
Estou ansiosa pelo próximo e espero que essa escadinha aí volte a apontar para baixo!!


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