"Todo dia é o mesmo dia..."

Sei que cada um reage de maneira diferente a alimentos distintos, que cada organismo é de um jeito e que quando falamos de diabetes, não existe qualquer possibilidade de acreditar em tratamento padronizado. Tudo é individualizado e é assim que tem que ser.

Temos alguns parâmetros a seguir e a cada exame esperamos pelos melhores indicadores. Mas é isso, são indicadores. De que estamos nos empenhando e buscando sempre a melhor qualidade de vida, de que a saúde é coisa séria e, principalmente, que não podemos deixar a doçura de lado nem por um segundo sequer.

Mas um desses indicadores ainda me deixa de cabelo em pé: a glicada.
O ideal estabelecido para qualquer pessoa é de 6%. Para nós, docinhos, 7% é aceitável e o recomendado é que fique por aí.

Para mim, qualquer número acima de 7% ainda incomoda um tanto.
Minha Super Endócrino já disse que isso é uma preocupação só minha, já que todos os meus exames estão ok e que 7,5% não é, nem de longe, o fim do mundo.

Mesmo assim sigo na meta buscando um número melhor, sim! E abaixo de sete.
Como??
Com mais disciplina, atenção e entendimento. Medir a glicemia pós-prandial ajuda a perceber a influência dos alimentos nas nossas glicemias diárias, por exemplo.

Tenho feito isso e acompanhar os valores medidos acaba sendo um estímulo. Quando estão bons, vem a vontade de seguir na disciplina, nos exercícios, na alimentação equilibrada e atenta aos meus horários. E quando não estão tão bons assim, quando vão bem além do que eu gostaria... a vontade é ainda maior de fazer isso tudo!
Quero ter a saúde sempre tinindo para não precisar deixar nada de lado.

A página Diabetes Daily publicou um artigo com depoimentos de diabéticos que mantém a glicada abaixo de 7%.
(Para baixar o arquivo na íntegra, é só clicar aqui)
São 10 hábitos de dia a dia que podem mesmo fazer a diferença:


1) Fazer a contagem de carboidratos
Isso parece mais difícil do que de fato é. Os rótulos nas embalagens ajudam e o manual de contagem disponibilizado gratuitamente pela Sociedade Brasileira de Diabetes é uma ótima ferramenta.

2) Entender que outros fatores, além de carboidratos, interferem de alguma maneira - positiva ou negativa - no controle da glicemia:
  • Stress
  • Atividades físicas
  • Uma boa noite de sono 
  • Variações hormonais 
  • Perda ou ganho de peso.

3) Fazer medições frequentes da glicemia.

4) Analisar / avaliar os resultados das glicemias medidas e entender o que significam.
Com esses resultados, será possível fazer qualquer ajuste necessário, seja ele na alimentação, nos horários e na frequência de aplicação da insulina...

5) Fazer refeições 'reais', evitando comidas processadas.

6) Manter uma rotina de exercícios.

7) Acreditar que você pode!
Essa é especial... Diabetes não é uma ciência exata e tem dias que é um saco, que parece que nada que a gente faz está certo. Mas cabeça erguida e vamos em frente sempre.

8) Seguir aprendendo.
Sim, isso faz parte do nosso tratamento, do autocuidado. Saber o que é o diabetes, o que uma falta de controle pode causar e como podemos nos cuidar é importante da mesma forma que tomar insulina.

9) Fazer uso da tecnologia disponível.
Antigamente, não existiam os glicosímetros! Hoje temos este recurso a favor, além da bomba, dos aplicativos específicos...

10) Jamais buscar a perfeição.
A perfeição não existe e isso nada tem a ver com diabetes. Convivendo ou não com a doçura, ninguém é perfeito e nem tem que ser.
Se cuide, estude, entenda, seja você mesmo e isso já um grande caminho andado.

Não é fácil...
...mas não é impossível!

Ainda não chegou a hora de refazer os exames (mais uns 2 meses), mas estou otimista.
Os últimos resultados foram 7,1%, 7,2% e 7,5% - março, julho e dezembro de 2015.
Estou ansiosa pelo próximo e espero que essa escadinha aí volte a apontar para baixo!!


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