Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

23 novembro, 2015

No caminho da solução...

Boas notícias devem ser comemoradas e compartilhadas!

No mundo do diabetes, temos mais um avanço: a suspensão do uso de insulina após um transplante de ilhotas pancreáticas numa paciente com 35 anos de diagnóstico!!

Pra ficar mais fácil entender, as ilhotas são grupos de células do pâncreas responsáveis pela produção dos hormônios glucagon (células alfa) e insulina (células beta).
Há algum tempo ouvimos falar de transplante de células tronco para casos de diabetes tipo 1 - vale lembrar que o Brasil hoje é referência nesta pesquisa - e de transplante de pâncreas.
Agora, o transplante de ilhotas pancreáticas (após vários anos de estudos e pesquisas, inclusive no Brasil) se mostra uma alternativa menos invasiva, além de trazer resultados num menor espaço de tempo.

O procedimento de sucesso foi realizado em julho deste ano pelo McGill University Health Center (MUHC), em Quebec, e funciona da seguinte maneira: "as células das ilhotas foram separadas a partir de um doador (...). Dois dias mais tarde, as ilhotas isoladas foram implantadas no pâncreas do paciente através de um pequeno cateter no abdômen, sem necessidade de cirurgia. Todo o procedimento foi realizado na sala de radiologia da MUHC."

Depois do transplante e de um tempo de monitoramento pela equipe médica, foi comprovada produção de insulina, suspendo assim o uso das injeções diárias.

A matéria completa está disponível no blog Eu e a Bete, do Pablo Silva. Vale conferir!

Mais informações também na página do Hospital Israelita Albert Einstein.

Que só um entre muitos casos de sucesso.



16 novembro, 2015

A geografia do diabetes...

O grande dia passou, mas isso não significa que agora a gente vai ficar parado...

E seguindo na busca por mudanças, inicio a semana com um pedido.
A página 'A Diabetes e Eu' está fazendo uma pesquisa que visa mapear os maiores problemas pelos quais as pessoas com diabetes passam, seja de atendimento médico, seja de falta de insumos ou qualquer problema relacionado ao tratamento e cuidado.
É importante que todo mundo contribua, assim o resultado vai ser muito mais abrangente.

Basta entrar na página do Mapeamento do Descaso, preencher com as suas informações (sua identificação é opcional) e deixar o seu depoimento.

"O Mapa do Descaso Diabetes Brasil é um projeto de médio e longo prazo que buscará reunir, planificar e mapear casos de descaso com as pessoas com diabetes por todo o país. Com isso, será possível verificar quais são os maiores problemas e onde eles estão, para então podermos cobrar das autoridades as políticas públicas necessárias."

A cada mês, no dia 14, o mapa será atualizado.

Participe, compartilhe, divulgue.
A união faz a força e o resultado beneficia todo mundo!


15 novembro, 2015

De uma grande r-evolução azul!

Ontem foi um dia cheio e com um misto de emoções.
A ansiedade pelo que eu não via acontecer na cidade, pela falta de divulgação e pela perda de oportunidade em aproveitar o Dia Mundial do Diabetes para fazer um grande esclarecimento à população.

No Maracanã aconteceu, na parte da manhã, a ação liderada pela Sociedade Brasileira de Diabetes, que oferecia testes de glicemia e exames de fundo de olho.
Na Lagoa, uma ação da Associacão Carioca de Diabéticos em uma parte da manhã e no início da tarde abordava as pessoas que estavam passando para dar informações sobre cuidados, principalmente com o 'pé diabético'.

Sim, toda atividades é válida, útil e importante.
Sem nenhuma dúvida, as pessoas que passaram por estes locais de grande circulação foram beneficiadas.

Mas o Rio é grande, enorme! E a informação tem que alcançar o máximo de pessoas possível.

O diabetes é epidêmico e não podemos fugir desta realidade.
Tem muita coisa que melhorou, mas ainda tem muito mais a melhorar.
Faltam insumos, falta educação em diabetes para os pacientes, para a família. Falta o entendimento de que o diabetes não limita sua vida e de que a culpa pelo diagnóstico não é sua e pode nem ser do açúcar.

Há um tempo conheci pessoas queridas, que convivem diariamente com esta condição, como eu. Este ano, nos aproximamos mais e percebemos, de cara, o objetivo comum de mostrar que é possível viver bem com o diabetes. E mais: levar conhecimento e a certeza de que os diabéticos espalhados por aí não estão sozinhos.

Nasceu a nossa R-EVOLUÇÃO.
Uma revolução azul, uma rebeldia do bem, por uma causa única.

E decidimos sair das telas e do mundo virtual direto para o papel.
Fizemos um panfleto onde destacamos as diferenças entre DM1 e DM2 e listamos os principais sintomas que podem indicar diabetes.

Do papel para a rua!
A Urca e o Leme foram os locais escolhidos. A abordagem às pessoas nem sempre é simples. Interromper um passeio, uma conversa ou uma caminhada para falar sobre saúde foi um desafio no começo, mas depois seguimos a mil! E, de todos que abordamos, somente uma mulher não quis ouvir.
O saldo? Absolutamente positivo.
A conclusão? Nada novo: os mitos e o estigma relacionados ao diabetes ainda seguem.

A gratificação foi ouvir de tantas pessoas que iam ler, guardar, entregar pro amigo, pra mãe, pro tio.

Todo mundo conhece alguém - um familiar, o primo do vizinho, a tia da colega do trabalho - que tem diabetes.
Infelizmente novos diagnósticos são feitos a cada ano e nem sempre os pacientes tem o acolhimento e o apoio necessário, seja do médico ou das pessoas próximas.

Nossa tarde de revolução foi pontual e também não pôde levar a informando a muitos outros pontos da cidade, mas poder ajudar com nosso trabalho de formiguinha fez valer o meu dia!





Ainda fui surpreendida com um pôster sobre do Dia Mundial do Diabetes bem na entrada da loja dos amigos e que estava sendo inaugurada justamente ontem!
Ju e Marquinhos, não canso de agradecer. Sucesso sempre para vocês no Empório Mandacaru.

Para terminar, chegando em casa vi que tinha um e-mail especial me esperando: as propostas de nova logo do blog, que a Camila fez questão de me entregar no dia 14/11. Uau!
Mais detalhes sobre isso logo, logo...

Obrigada à SBD pela chance de agregar como Influenciadora Digital.
Obrigada Pablo, Sarah, Daniel e Silvia, pela confiança e por me ensinarem tanto.
E obrigada aos meus amigos parceiros e cúmplices e à minha família, que não só cuidam de mim, como acreditam e apóiam essa busca por dias melhores na vida de cada um que convive com a doçura.

Que venha o próximo Dia Mundial de Diabetes.
Que venha o próximo Novembro Azul.
Que venha 2016, porque a gente tem muito a fazer ainda!!

13 novembro, 2015

Pela qualidade de vida, pelo fim do tabu e pela saúde!

Hoje é sexta, hoje é azul.
Mais uma vez, destaco o porquê: as sextas azuis foram estabelecidas pela ONU dentro do movimento pelo dia mundial do diabetes.
A campanha segue a cor azul - que foi definida por eles também - e preza por todas as sextas usarmos qualquer peça de roupa ou acessório em azul e postar nas redes sociais. Isso é uma forma de chamar a atenção para o diabetes e tudo que vem junto: a prevenção, a importância de explicar sobre o que é esta doença que ainda assusta tanto, o alerta para os cuidados fundamentais no dia a dia de quem convive com esta condição e, claro, de mostrar que o diabetes não limita ninguém. Que podemos viver bem e feliz.

Amanhã é o grande dia: 14/11.
O Dia Mundial do Diabetes.
Esta data foi escolhida por ser o dia de nascimento de um cara chamado Frederic Banting, que foi um dos responsáveis pela descoberta da insulina nos idos de 1921.

Mas por que um dia todinho pelo diabetes?
Por causa do grande aumento de casos de diabetes no mundo.
Assim, em 1991, o dia foi instituído pela Federação Internacional de Diabetes e pela Organização Mundial de Saúde.
Como já disse algumas vezes aqui no IP, o símbolo - o famoso círculo azul - representa a união dos povos pela causa.

24 anos depois, ainda não temos o alcance que precisamos...
O número de novos diagnósticos continua crescendo e a falta de entendimento sobre a condição segue como um empecilho para que as pessoas consigam se tratar.

Mas enquanto esperamos que seja dada a devida atenção à questão, podemos fazer a nossa parte!

O diabetes é uma doença crônica que, quando não cuidada, pode trazer sérias conseqüências.
Por isso a importância desse dia e de todo o mês de novembro: quanto mais falarmos sobre o assunto, quanto mais mostrarmos e explicarmos o que é o diabetes, maior será a possibilidade de levar à todas as pessoas a compreensão de que é possível manter uma vida normal convivendo com a doçura.

Existem muita ações planejadas em vários estados e cidades do país (na página oficial e na fanpage do Facebook do Dia Mundial do Diabetes tem toda a relação de tudo que vai acontecer por aí amanhã...), mas se na sua cidade ou no seu bairro não tiver nada programado ou se você não puder participar das atividades previstas, você pode fazer acontecer.

Vista azul e explique pro seu vizinho o por quê da cor nesta data.
Fale sobre o diabetes e assim instigue as pessoas à sua volta a pensar, entender e elas também poderão difundir a informação.

Tire uma foto com os amigos, com a família, e compartilhe. Da mesma forma, divulgue informando sobre o azul e o nosso dia.

Se vir alguém de azul na rua, pergunte se é pelo Dia Mundial e pelo diabetes. Se não for, aproveite a deixa e explique. Assim, mais uma pessoa vai estar envolvida e vai passar a informação para outra, que vai passar para outra e assim por diante.

A gente pode fazer a diferença com pequenos gestos, com pequenas ações.
Juntos somos mais fortes!!


06 novembro, 2015

Mais responsabilidade = mais liberdade!


Defina limite...
O que te limita?

Medo de altura ou do escuro pode limitar.
No meu caso, água fria pode limitar!
Mas o diabetes não me limita.

No fundo, penso que o que limita mesmo é a falta de conhecimento, a falta de insumos, a falta de cuidado e de assistência. 

Evolução é o movimento no sentido de entender que se uma condição de saúde séria tem tratamento, precisamos ser responsáveis e nos fazer donos da situação.

A consulta médica periódica é fundamental, mas só o tempo passado dentro do consultório não vai garantir que tudo vai ficar bem até o próximo encontro com o médico.
O auto-cuidado é a contrapartida.

Quero aprender sempre mais. E recomendo que todo mundo siga assim!
Isso se faz em parceria com seu médico, buscando informação com especialistas, trocando informação e vivência com outros docinhos, entendendo como a sua insulina age no organismo depois de aplicada, como um alimento interfere nas glicemias, que recursos podemos usar para um melhor controle da glicose, porque manter uma rotina de atividades físicas é importante...
Ufa! Parece muito... e de fato não é exatamente simples. Mas quanto mais soubermos sobre cada passo do nosso tratamento, a adesão será de maneira mais consciente. Então, a ação para o cuidado passa a ser mais fácil, quase automática.

Tem dia que dá defeito, tem dia que a refeição habitual resulta numa glicemia esquisita... Pois bem, mais motivos então para que a gente se comprometa a buscar conhecimento e entendimento sobre o diabetes.

Revolução é o movimento de colocar em prática o entendimento de que precisamos ser responsáveis pela nossa saúde.

Ninguém pode tomar insulina por mim. Ninguém pode me obrigar a monitorar a glicemia.
Por mais que eu tenha a minha volta pessoas que se preocupam comigo (coração com a mão para cada um!), a escolha pelo caminho do cuidado tem que ser minha. Antes de qualquer coisa, eu sou a responsável por prezar pela minha saúde.

Pois bem, a minha revolução é pegar tudo que eu venho aprendendo e seguir dividindo a minha vivência com o diabetes com tantas outras pessoas.
Porque se é possível para mim, é possível para você também.

03 novembro, 2015

Pelo diabetes e pela democracia!

No meio de tantas coisas que ainda buscamos nesse mundo doce, o acesso à informação, à educação em diabetes e a tratamentos e medicamentos que trazem mais saúde com qualidade para os pacientes são os mais urgentes.

Nenhuma dúvida que o glicosímetro é fundamental para o controle diário das glicemias e, consequentemente, nos ajustes das doses de insulina. E também não há dúvida que o entendimento da condição e o auto-cuidado geram emponderamento no paciente e isso se reflete de maneira positiva e direta no controle do docinho.

Falta de insulinas, de tirinhas e de conhecimento prejudicam o dia a dia de quem convive com a doçura e precisa desses insumos para viver.
Sim, dentre os insumos, faço questão de incluir o conhecimento.

Mas com tantos tipos de insulina disponíveis hoje em dia, não dá para deixar de lado o fato de que os análogos ainda não foram incluídos nos Protocolos de Saúde.

Pois tem uma turma brigando por isso com afinco!




Com base nos artigos 1º e 196 da Constituição Federal Brasileira, que prezam que "nosso país é uma República Federativa, e que seu poder emana do povo, a quem a saúde deve ser garantida como um direito universal, enquanto dever do Estado Democrático de Direitos", a advogada Debora Aligieri criou a página Diabetes e Democracia, através da qual se unem pessoas diversas com o objetivo comum de lutar por melhores condições de saúde e, principalmente, garantir que sejam fornecidos e subsidiados pelo governo.






Não só os análogos de insulina (aliás, já assinou a petição? se não, é só entrar aqui; para maiores informações sobre o objeto da petição, o vídeo da Dra. Karla Melo é bem esclarecedor), mas tantos outros assuntos importantes e que precisam de soluções imediatas.

Recomendo conhecer e ajudar.
Mas como contribuir??
Com o seu depoimento, nos assuntos relacionados e pertinentes ao seu dia a dia.

O meu já foi dado e reproduzo aqui na íntegra:
É simples assim. 

Nossa vivência será transformada em material para a comprovação da necessidade em disponibilizar melhores tratamentos para tantas pessoas que ainda não tem acesso.

Participe, leia, divulgue. Quanto maior for o alcance, maiores também vão ser as chances de atingirmos cada um dos objetivos que estão sendo buscados!