Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

29 julho, 2015

Sociedade Brasileira de Diabetes em prol dos docinhos!

A Sociedade Brasileira de Diabetes está trazendo agora mais informações com o foco nos pacientes e em quem convive, direta ou indiretamente, com a doçura.

Na página da SBD agora há uma sessão para o público com temas importantes e que, para nós, são de prioridade absoluta.

Desde 'O que é o Diabetes?' até orientações sobre a contagem de carboidratos e algumas receitas, passando por assuntos como as complicações que podem ocorrer e as interferências com a saúde mental e sexual.
Está ficando cada vez mais fácil ter acesso aos conhecimentos e aos cuidados básicos para manter o bom controle do diabetes. 
Mais que isso, está sendo construído um pilar bem forte com base na Educação em Diabetes como parte fundamental do tratamento. 

Emponderamento, força, confiança com certeza serão os primeiros resultados a aparecer. 
Que o foco se mantenha nesse caminho!! 




27 julho, 2015

Novo monitor, maior cuidado e menos risco!

Tem novidades na área!
Pela primeira vez desde o meu diagnóstico eu troquei de glicosímetro.
A partir de agora meu companheiro diário vai ser o FreeStyle Optium. 

Minha Super sugeriu a mudança por se tratar de um aparelho com mais recursos, em relação ao AccuChek Performa.

Nesse, além de medir as glicemias, é possível também medir a cetona, que indica a cetoacidose diabética. 

Aqui um parêntese para explicar do que se trata:
"Acontece quando os níveis de açúcar no sangue do paciente encontram-se muito altos e estão acompanhados do aumento da quantidade de cetonas no sangue também. 
Mas o que são as cetonas? 
O primeiro passo para que uma pessoa com diabetes entre em cetoacidose é a falta de insulina em seu organismo. (...) Quando há falta de insulina, duas situações simultâneas ocorrem: o nível de açúcar no sangue vai aumentando e as células sofrem com a falta de energia. Para evitar que as células parem de funcionar, o organismo passa a usar os estoques de gordura para gerar energia. Só que nesse processo em que o corpo usa a gordura como energia, formam-se as cetonas."

Portanto, com o novo monitor tenho um acompanhamento melhor da minha condição e um risco menor de uma complicação.
Além disso tudo, o FreeStyle permite inserir os dados das minhas doses pré-estabelecidas de insulina. 

Algumas diferenças práticas: o lancetador do AccuChek era mais fácil de usar, já que era um tambor com 6 agulhinhas... Este tem lancetas individuais, que precisam ser trocadas a cada medição. 
Mas, por outro lado, as tirinhas embaladas individualmente são melhores de manejar do que o potinho com 50 unidades do outro monitor, considerando que as vezes, quando puxava uma vinham duas ou três grudadas que acabavam caindo e então tinham que ser descartadas. 

Gestão do docinho mais acurada, vamos em frente, seguindo pelo caminho do cuidado e sempre pela melhor condição no tratamento!


22 julho, 2015

Tudo de novo!

E lá se foi a academia... Não adianta, não gosto. Apesar de ter a certeza dos benefícios do exercício, não adianta ir para um lado que eu não curto.

Foram 3 meses matriculadas e posso dizer que o primeiro foi cumprido à risca. O segundo já foi mais ou menos e no terceiro se fui três vezes foi muito. 
A solução então?! Voltar para o que, além de fazer bem, me dá prazer: o pilates!

Já estava há algum tempo sem fazer e ontem fui em uma aula experimental, num novo estúdio. Adorei!! Tudo: a aula, a energia, o ambiente. 
Matrícula feita e hoje já segui na segunda aula. 

À tarde foi a vez da consulta com a minha Super. Tudo em ordem e dentro do esperado! E a minha irritação por causa da variação da glicada, que é "estatisticamente irrisória" e "não indica nenhuma alteração que traga preocupações" até passou. 
(Mas que eu vou seguir na meta de baixar de 7%, ah eu vou!!)

Agora é ir em frente e trabalhar a mente - e o corpo - no que ainda preciso tornar um hábito, sem desculpas e sem preguiça: atividade física constante!

20 julho, 2015

Pra serem meus!!

Uns com muita afinidade. Outros nem tanto.
Uns tão parecidos comigo e outros absolutamente diferentes.
Aqueles que falo praticamente todo dia e os que fico tempos sem falar.
Os de mais de vinte anos de relação e os que nem tem 2!

Cada um de um jeito, mas do meu jeito.

Do jeito que ama e cuida. Do jeito que está junto na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.
Do jeito que ri de chorar, até fazer a barriga doer. Do jeito de chorar abraçado, de falar o que é preciso ouvir e de nem precisar falar nada também.

De quem planeja uma viagem junto e de quem está sempre torcendo por cada um dos seus planos.
Mais: de quem quer te ajudar a alcançar os seus sonhos.

De quem cuida se sabe que você não está numa semana muito legal, cuida quando você vira o pé na rua, cuida quando você está triste e quando está embalado na euforia também. 

Cuida do coração. 
Cuida do docinho: "já mediu? já comeu? precisa tomar insulina agora?"

De quem sempre vai me dar a mão.

De quem faz parte de uma família grandona que deixa os meus dias mais incríveis.

Meus! 
Meus amigos. Minha gente. 

Feliz dia. 
Com todo o meu amor. 

18 julho, 2015

O dia do prato...

Se no último post o assunto foi o supermercado, hoje vamos para os restaurantes por quilo.

Com tantos deles espalhados pelas cidades, atualmente é até mais fácil achar os que se destacam e sempre tem diferentes saladas, algumas boas opções de legumes, arroz ou massa integral, os que usam produtos orgânicos.
Fazer um prato saudável não é assim tão complicado - aqui vale aplicar a regra do mercado: se estiver com muita fome, o racional desanda e o equilíbrio da refeição cai por terra!

Mas uma coisas que vem me chamado a atenção há algum tempo é o uso de açúcar no preparo dessas comidas. E a grande questão é que isso não vem indicado.

Sempre que vou comer fora de casa procuro evitar molhos de tomate, de carne, etc., porque sei que nestes casos é usual o uso do açúcar para tirar a acidez.
(Claro que também existe a opção de usar a insulina de ação rápida para correção desses carboidratos a mais, e quando acho que vale a pena, utilizo este recurso a meu favor... mas penso que não preciso fazer isso a todo tempo se tenho a possibilidade de uma outra escolha)

Enfim, apesar de já vir prestando atenção e tentando focar nas alternativas mais simples, de vez em quando sou surpreendida pelo saber 'doce' que vem do prato!



Na última semana, almocei em um restaurante que gosto bastante e que é um dos que considero mais fáceis no sentido de buscar uma refeição equilibrada e gostosa.

E lá fui eu: folhas verdes, tomate, cenoura, palmito com nozes; arroz integral; carne seca desfiada com cebola; quibebe de abóbora.
Na primeira garfada o sabor do quibebe já me deu a certeza de que tinha açúcar. E pela doçura absoluta que era claramente perceptível, tive certeza que a quantidade não era pouca...





Comi, mas me arrependi de não ter chamado a gerente da casa para conversar. Sem brigas, somente para explicar que isso pode ser um grande fator complicador para algumas pessoas - e, cá entre nós, mesmo para quem não convive com o diabetes, a adição de açúcar não é necessária.

Sei que se for pensar desta maneira, terão outras restrições: sal em excesso, alimentos que podem dar reações alérgicas...
Mas que pelo menos então sejam indicados todos os ingredientes que compõem cada um dos pratos que estão ali dispostos.
Que tal? Mal não faz, certo!

Fica a dica, que é de uma medida prática, fácil e que certamente vai ajudar muita gente no momento de decidir o que comer.



15 julho, 2015

Pra encher o carrinho...





Hoje uma postagem do Diabetic Connect fazia referência às idas ao supermercados, perguntando quais eram as nossas dicas, sendo pessoas docinhas.

Eu adoro ir ao mercado, justamente para ver o que tem de novo.
Sempre fico de olho no que pode ter sido lançado, numa marca conhecida mas que só agora esteja investindo em produtos sem açúcar, em opções mais frescas e orgânicas.

Mas realmente um passeio entre prateleiras com tantos tipos e marcas diferentes de alimentos sendo oferecidos pode acabar gerando algumas dúvidas...




Hoje em dia quase todos os supermercados tem um corredor ou uma seção específica para produtos diet, light e zero.

Apesar disso, é preciso ficarmos bem atentos, porque nem sempre uma embalagem que contém a palavra ZERO escrita significa que aquele produto é sem açúcar.
Ele pode ser 'zero' de gordura, por exemplo.

E muito além do que a embalagem apresenta, é preciso sempre ler os rótulos! Ali estão as informações mais importantes sobre o que devemos levar em consideração na hora de fazer a escolha entre um ou outro produto: a quantidade de gorduras, de carboidratos, de fibras, de sódio.
Isso tudo é fundamental.

Minha sugestão é fazer uma lista antes de sair de casa. Para fazer essa lista de maneira mais eficaz, uma ideia é pensar num cardápio para a semana adequado à sua necessidade.

Se faz todas as refeições em casa, pensar em pratos com variedades de legumes, tipos diferentes de carboidratos - massa, arroz, cuscuz...
Lembrar que frutas podem ser ótimos lanches para a manhã e a tarde, um iogurte pode ser bacana na ceia.

Pode parecer bobagem ou até exagero, mas ajuda bastante na escolha do que comprar.

Um agradinho de vez em quando não faz mal: aquele chocolate ou o biscoito que você mais gosta podem entrar na lista eventualmente. Só não vale ir às compras com fome, senão o estômago vai ser o piloto e o carrinho vai voltar bem mais cheio do que o necessário!!


14 julho, 2015

Um, dois, três e já!

O coração bate forte, a sensação é de que o corpo está tremendo, a mão suando frio... nada de encontros de amor: é o tal do resultado do exame!!

Seis anos e quatro meses de diagnóstico e é sempre do mesmo jeito.

A previsão era sábado, mas o resultado já foi liberado: os exames estão bons. A glicemia estava baixinha por causa do jejum (difícil acertar esse planejamento do docinho de jejum, ou vai para mais ou para menos do intervalo requerido) e a glicada... A glicada segue fora do número que eu gostaria.

Sim, eu!

Assumo totalmente esse querer.
O valor ideal para a hemoglobina glicada é de 6%; para quem convive com o diabetes, 7% é aceitável.
Venho há algum tempo numa gangorra instável onde os 7,'x'% me perseguem. Sei que isso não significa que eu não me cuido, mas também sei que uma boa glicada é um indicador de que há um bom controle glicêmico.

Dá pra confundir não dá?!

A atual foi medida em 7,2%, depois da anterior que foi de 7,1%. Grave? Não, longe disso.
O fato é que vem um sentimento de que estou fazendo alguma coisa errada.

E avaliando bem, talvez tenha relaxado um pouco com a alimentação nesse período sabático e de viagens que incluem algumas aventuras gastronômicas. Novamente, não é grave!
Na verdade, acho que é mais uma oportunidade para rever meus conhecimentos e aprimorar o que precisa: correções conforme quantidades de carboidratos ingeridos, quando saem fora do habitual, por exemplo.

Mais um ponto - e esse é bem claro: exercícios!! Melhor, a falta de uma rotina de atividades físicas.
Ai ai ai...

O saber não leva a gente ao fazer.
Como mudar isso? Atitude!
Quando? Já!!



13 julho, 2015

Sobre a doçura em foco... um aviso!!

O Educa Diabetes, que estava previsto para acontecer esta semana, de 14 a 20 de julho, foi adiado!

O motivo não podia ser melhor: um grande número de inscrições para participar.
Com isso, a estrutura precisou ser revista e ampliada, para evitar problemas de conexão durante as palestras.

O evento segue confirmado, porém agora de 04 a 10 de agosto.
Quem já se inscreveu, é só aguardar a nova data.
Para quem ainda estava em dúvida, mais uma oportunidade para participar! É só entrar aqui e fazer a sua inscrição!





08 julho, 2015

Doçura e educação em foco!

Que informação nunca é demais, eu já tenho mais do que certeza.

Mas obter informação referente ao diabetes não é tão simples quanto parece. Não há divulgação em mídia sobre os sintomas, sobre prevenção, sobre os cuidados...

O conhecimento não está - ainda - tão ao alcance quanto deveria. Mas nada impede que a gente busque aprender.

E quando tem evento focado para isso, temos que aproveitar!

Semana que vem, de 14 a 20 de julho, vai acontecer o EducaDiabetes, um ciclo de palestras sobre assuntos que nos são tão conhecidos, mas ao mesmo tempo podem trazer tantas dúvidas.
O melhor de tudo é que será gratuito e online. Para participar, é só entrar no site e fazer a inscrição.
Depois é só esperar o email de confirmação e aguardar pelos links para acesso às palestras.

Os temas são muitos, todos interessantes e bem importantes:
Caderninho na mão, agenda a postos e na espera!!



07 julho, 2015

Pra seguir no caminho das células-tronco...





Há alguns anos vem sendo realizado um trabalho pioneiro no Brasil em busca de melhor qualidade de vida em pacientes com diabetes tipo 1, através do transplante de células tronco.

Já mostrei aqui como são as pesquisas e o trabalho iniciado pelo Dr. Julio Voltarelli, hoje conduzido pelo Dr. Carlos Eduardo Barra Couri, no Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto.








Dois pacientes deram depoimentos para a revista Vida Saudável e Diabetes no último mês, para falar sobre os 10 anos nos quais vem conseguindo se manter sem insulina após o transplante (infelizmente a matéria não está disponível para acesso online).

Eles seguem hoje com um acompanhamento diário das glicemias, alimentação saudável e prática de exercícios, mas um ponto que não deve ser esquecido é que não se trata de cura!

O tratamento é em caráter experimental, uma pesquisa. Por isso, faço questão de reproduzir o que um dos pacientes disse a respeito dessa vivência: "Eu não tomo nenhuma dose de insulina, mas não posso me esquecer de que tenho diabetes. É como o endereço da minha casa. Não preciso ficar me lembrando disso o tempo todo, mas sei onde moro e o cainho que preciso fazer para chegar lá."

Dois meses atrás o Dr. Eduardo deu uma entrevista para o Programa Como Será (acesse por aqui...).

A boa nova, além de todos estes resultados muito positivos e reais, é que eles ainda estão aceitando cadastros de novos pacientes que tenham interesse em participar da pesquisa com células tronco no Hospital de Clínicas.
Os únicos requisitos são: ter idade entre 18 e 35 anos e ter sido diagnosticado há no máximo 6 semanas.
Por que este prazo? Porque o tratamento se dá a partir de células beta do próprio paciente que ainda não tenham parado de produzir insulina.

Para se inscrever ou saber mais informações sobre a Pesquisa, entrem em contato diretamente com o especialista pelo email ce.couri@yahoo.com.br.

Minha torcida? Pela confirmação de que o transplante é mesmo o caminho mais curto para - quem sabe - a reversão do diabetes!


05 julho, 2015

Da doçura e dos encantos na Chapada dos Veadeiros...

De volta pra casa depois de uma semana sensacional.

Já queria conhecer a Chapada dos Veadeiros há algum tempo e agora, aproveitando o plano e o convite de uma amiga, fui junto na aventura!
Decisão super acertada: voltei completamente encantada. Esse país tem tanta beleza, tanta exuberância.

Lá é tudo beirando mesmo o exagero: o visual, as cachoeiras, a energia boa e vital, até o cuidado com o docinho!!

Como na minha rotina ainda não consegui manter um bom relacionamento com as atividades físicas (estou melhorando...), o esforço por lá foi muito monitorado e calculado.
O café da manhã caprichado era a base dos dias.

Para conhecer as cachoeiras, seguimos por trilhas com até 2 horas de caminhada. Não são difíceis e nem precisam de escalada, mas são puxadas por conta dos trechos onde só tem pedras e pelo sobe e desce que exige mais força e concentração ainda.

Claro que isso tudo era totalmente compensado quando a gente chegava nos destinos!

A primeira providência - antes de dar o mergulho merecido - era medir a glicemia. 
As vezes ainda estavam mais altas mesmo depois do exercício, mas eu nem corrigia porque sabia que depois de um tempinho ela ainda ia baixar e se estabilizar.

Lanchinhos pra recompor a energia e, no final do dia, sobe e desce de novo.
Concluída a volta, era hora de furar o dedinho e medir a doçura mais uma vez.
E os resultados foram ótimos!!

Fiquei bem feliz por ter conseguido gerenciar bem essas contas.

Mas mesmo assim, tive dois episódios de hipo da madrugada.
A primeira foi quase previsível: os almoços eram mais tarde, entre 17h e 18h. Acabei não conseguindo comer nada antes de dormir e quando tomei a dose de Levemir da noite, deveria ter reduzido.
Acordei com a glicemia baixinha!

Na segunda vez, errei no cálculo da quantidade de carboidratos do jantar e acabou não sendo o suficiente. 

Mas tudo ficou bem logo e nas manhãs seguintes já estava de volta ao eixo.

O 'case' das insulinas funcionou super bem mais uma vez, e quando eu chegava na Pousada o sachê de gel ainda estava geladinho, mesmo depois de todo o sol que tinha acompanhado a gente.

Outro cuidado permanente foi com os pezinhos. Na hora de ir embora das cachoeiras, secava muito bem os pés e, todas as noites passava um hidratante próprio, para dar uma aliviada das muitas horas que tinha ficado com as botas.

Hidratação foi mais um fator importante e que não faltou: muita água, com direito a encher as garrafinhas direto nas nascentes do percurso! 

Aos 45 do segundo tempo, surpresinha: acabaram as baterias do glicosímetro! Como eu tinha levado as baterias reserva, o problema técnico foi resolvido em segundos (deixo a dica: independente de estarem ou não viajando, sempre tenham baterias extras à mão).

De volta para casinha, novos amigos, uma sensação de bem estar e novamente a certeza de que com os cuidados devidos a gente pode tudo!