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Insulina pelo avesso: um dia na fábrica da Novo Nordisk!

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Há quase três meses, voltei a trabalhar na minha área de formação.
Com isso, toda a rotina mudou e minhas horas, de segunda a sexta, agora tem local e tarefas pré-estabelecidas. Faz parte da nova fase e está indo tudo bem! Mas a escrita anda mais devagar e a disponibilidade para estar em alguns eventos também não é a mesma.
Tudo isso para dizer que quando eu recebi o convite da Flavinha e da Monik para conhecer a fábrica da Novo Nordisk em Montes Claros - a única fábrica de insulinas no Brasil e a maior da Novo fora da Dinamarca, que é o país sede - eu tive uma mistura de sensações: por um lado, uma alegria enorme, transbordando; por outro, quando foi confirmada a data, uma ansiedade do mesmo tamanho: será que o chefe ia me liberar? Seriam dois dias fora...
O chefe entendeu o motivo da viagem (já conhecia meu trabalho e atuação pela causa) e a liberação veio! Lá fui eu, com toda a minha curiosidade e expectativa, junto com um grupo de mais um monte de gente que convive com a doçura do di…

Consulta Pública: recomendação para as Insulinas Análogas de Ação Prolongada

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Uma consulta pública acontece quando algo precisa ser consultado à sociedade.
Seja para o que for, uma consulta é embasada em informações técnicas ou estudos já realizados sobre determinado tema e o resultado disso leva a uma recomendação específica.

Neste caso, trata-se da consulta pública para incorporação das insulinas análogas de ação prolongada no PDCT (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas) do SUS para o tratamento de pessoas com diabetes tipo 1.

Explicando: atualmente, os protocolos clínicos - o documento 'oficial' que estabelece os tratamentos que devem ser oferecidos ; disponibilizados para os pacientes, ainda não contam com as insulinas de ação lenta como opção. Depois de algumas avaliações e monitoramento dos efeitos deste tipo de tratamento em pessoas com DM1, a CONITEC (Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS) emitiu o relatório com a recomendação FAVORÁVEL à esta incorporação.

- Então agora é só chegar no médico da Unidade de Saúde e pedir?
Não.…

A saúde pautada pela coragem...

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De novo, tive a oportunidade de estar no Seminário de Alianças Estratégicas para Promoção da Saúde, realizado pela ACT. Nesta edição XII, participei dos dias focados em doenças crônicas não transmissíveis e advocacy.
O evento reúne pessoas engajadas em questões distintas e relevantes, todas com o objetivo de buscar garantir, no sentido mais amplo, a mesma coisa para a população: saúde.
Em um momento em que tenho visto o mundo tão duro, cruel e egoísta, estar em um ambiente que atua a fim de unir forças e atuar pelo coletivo é um alento, um respiro no meio do caos. Junto com isso, ver a política sendo feita por cada líder desse movimento com civilidade e comunhão pelo bem comum – ou seja, como deveria ser sempre, principalmente nos gabinetes e auditórios de quem foi eleito com esta missão – faz voltar uma pontinha de esperança de que as coisas podem melhorar.
Fazer política é muito mais que tirar foto com eleitor e apresentar promessas vazias... Fazer política é pegar para si, todos os d…

Um mês de uma nova energia...

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Confesso que antes de recomeçar eu estava apreensiva com a volta para o meu mercado de trabalho 'original'. Horário comercial, rotina de idas e vindas, ambiente de escritório...
Nesta ansiedade pré trabalho novo, me peguei pensando em como seria a gestão do diabetes entre a gestão dos contratos. Nada que eu não soubesse como fazer, afinal quando fui diagnosticada já trabalhava em projetos de energia e em um ritmo louco de atividades!

Só que a questão era outra.
Foram quatro anos tendo como base a minha casa. Trabalhei em outras áreas, viajei à beça, mas tinha pouso fixo em casa. Por isso a preocupação...

De fato, a rotina nova, com horários até mais certinhos, ainda não se entendeu bem com as minhas insulinas e o tempo entre acordar e sair de casa. Um intervalo mais curto para enrolar dormir aqueles 5 minutinhos a mais, tomar café, banho e me arrumar.
E, quando esses minutinhos a mais acabam sendo muitos, o café da manhã acaba vindo no caminho! Aí, já dificulta a busca por m…

Quanto custa uma vida?

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Temos passado por situações aqui no Rio de Janeiro em que a saúde está rastejando. Falta atendimento, falta medicamento, falta atenção, falta leito, falta tudo. Falta do algodão ao respeito. A saúde do Rio está trazendo – ainda mais – o caos para a cidade. E sei que por todo o Brasil isso se repete.
Especificamente sobre o diabetes, quem depende do sistema público segue na briga com a justiça e as insistentes idas às unidades de atendimento para receber os insumos a que tem direito. E aí, quando não tem, quando “acabou e ainda não tem previsão de chegar”, entra o esquema de solidariedade e cumplicidade que cria um grande movimento de doações e trocas para tentar garantir que ninguém fique sem o que precisa, de tiras teste a agulhas e insulinas. Se é correto ou não, não me cabe julgar. Quando tenho a mais faço questão é de participar e dividir. Eu sempre digo que é possível viver bem com diabetes. Acredito mesmo que seja assim. Mas também sei que só é assim quando a gente tem acesso à i…