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Mostrando postagens de Novembro, 2019

No que eu posso te ajudar?

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Proteja sua família.
A afirmação forte e incisiva representa o tema escolhido pela Federação Internacional de Diabetes para o Dia Mundial esse ano.

Eu sempre estive rodeada pela família. Entendi desde cedo a força que ela traz e até a falta que faz quando não está presente. E aí a gente cresce, sente mais, entende mais. Nesse caminho, eu aprendi também que família não é só aquela que divide o DNA, vai muito além...

E quando eu penso nessas famílias, esse 'proteja sua família' tem um significado maior ainda.
Para começar, a sensação é de segurança. Proteção tem cuidado, tem carinho, tem amor. Reconheço e agradeço tanto!!

Minha família é força. É comunhão. É base e porto seguro. Meu Norte, sempre.
Só por ser assim é que eu tenho certeza que meu diabetes não me acertou em cheio. Foi por ter essa fortaleza ao meu redor que o meu diagnóstico, minha aceitação e minha adaptação à condição foram possíveis e aconteceram de maneira leve, mas com a firmeza que era preciso.

Escuto muito, …

Ah, bruta flor do querer...

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Meu diagnóstico veio num susto. Ao contrário da grande maioria, eu não cheguei a ser hospitalizada e não passei mal a ponto de identificar que havia algo acontecendo. Não sabia exatamente o que era o diabetes tipo 1 e não entendia como aquilo podia estar acontecendo comigo. Na verdade, minha falta de conhecimento ia além: eu nem sabia que tinha mais de um tipo de diabetes.

Diabetes, para mim, era causada porque havia um alto consumo de açúcar e gordura, a falta de atividades físicas na rotina e - o principal fator causador - era coisa que acontecia só quando já tinha alguém na família que já tinha diabetes. Aí aprendi que diabetes tipo 1 é doença autoimune, na qual as células beta do pâncreas deixam de produzir insulina e que diabetes tipo 2 pode ter fator hereditário relacionado, além de estar ligado sim a fatores como obesidade, sedentarismo, idade.
Também entendi que eu não tinha feito nada de errado que pudesse ter levado ao meu diagnóstico.

Passei a prestar atenção a tudo que est…

Do mês que se veste de azul...

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Novembro. Dia 1. 2019.
Azul na roupa, na mente, no coração. A cor - que sempre foi uma das preferidas - passou a ser símbolo.
União. Informação. Conhecimento. Aprendizado. Cumplicidade. Luta.
Um diagnóstico e, desde então, uma vida dividida. Aquela coisa de livro aberto, sabe? Um monte de página cheia de números, de erros, de acertos, de descobertas, de planos. 
E os planos seguem. De vida. De família. De viagens. De trabalho.  De ação e atuação nessa vida doce.
Que eu tenha força pra seguir sempre sem frente. Que eu aprenda muito mais. E que compartilhe mais ainda!
Que os direitos sejam MESMO de todos. Que o cuidado seja pleno para quem precisa. Que a educação seja para todos. Que o tratamento alcance a cada um.
Diabetes não é sentença.  Mas é preciso - sempre e cada vez mais - falar sobre diabetes. É preciso entender e lutar para que direitos nunca sejam vistos como privilégios.


Que não sejamos vítimas jamais.
Que possamos viver bem e com qualidade, sem que isso seja taxado como luxo ou utopia.