iPort: um mês e muitas picadas de agulhas a menos!!

O iPort me deixou curiosa assim que ouvi falar sobre ele...
Um dispositivo pequeno, que me pouparia de dezenas de furos ao longo de três dias? Claro que o interesse era enorme.

Mas a verdade é que, por mais que eu quisesse saber na prática como seria essa portinha para aplicação de insulina, eu não estava disposta a pagar somente para saciar a minha curiosidade. O custo é alto (R$ 500,00 a caixa com 10 unidades, que em tese é para um mês de uso) e, além disso, eu não sinto incômodos nas aplicações com a caneta.

Em maio, quando tive a oportunidade de conversar com os responsáveis da Medtronic - na época em que foi anunciado que o iPort estava chegando no Brasil - falei logo que adoraria ser cobaia. No fundo, achava que isso não ia acontecer... E aí, realmente me surpreendi quando recebi o kit em casa, 4 meses depois. Foi uma ótima surpresa!

Primeiro passo: explorar aquele 'brinquedinho' novo e entender como aquilo funcionava.


Lacre, embalagem, proteção do adesivo, proteção da agulha...



Puxa, trava, limpa o local de aplicação - que são os mesmos onde podemos fazer as aplicações de insulina - e pronto: aponta o aplicador e aperta as laterais.


Apreensão por não saber como aquilo ia aderir ao meu corpo, nem saber qual a pressão daquele aplicador. Depois, um momento de tensão: como eu tiro esse aplicador sem arrancar o iPort junto?
Não foi fácil! Tentei puxar, fui sacudindo, e saiu!!

- Uau, estou usando um iPort... e já quero tirar isso!
Foi desse jeito. Nos primeiros segundos, detestei a sensação de estar com aquele negócio preso na minha barriga.
Tanto tempo querendo pra isso??

Não!!!
Passados alguns minutos, já estava adorando. Ufa!

Da segunda vez, fui girando o aplicador... também não foi a melhor solução. Só lá pelo quinto iPort aplicado eu entendi que bastava puxar para cima, na mesma direção da aplicação, que ele saía sem susto.

Nas primeiras semanas, usei o iPort sem intervalos. Passavam os três dias e eu trocava. Depois, resolvi deixar para ocasiões nas quais eu teria que usar insulina mais vezes ao dia...

Um detalhe bem importante: eu uso as agulhas de 4mm na caneta de insulina. São bem pequenas e não sinto nadinha na aplicação. Como o iPort tem a cânula, a agulha deve ser de 5mm pelo menos (a maior deve ser a de 8mm). Por isso, acabei precisando comprar as agulhas e escolhi a de 6mm, pelo preço e facilidade de encontrar.

Gostei da experiência e certamente usaria de novo! A praticidade na hora das refeições, a vantagem de não precisar escolher onde aplicar para manter o rodízio de forma correta e um número beeem menor de furadas na pança, o que certamente ajudou a melhorar um pouquinho a minha lipohipertrofia (aquele acúmulo de gordura por não ter feito o rodízio de aplicação...).


Teve uma coisa que me deixou receosa: aplicar a basal no primeiro dia de uso de cada dispositivo. Como não dá parar ter certeza que o cânula estava certinha e não tinha dobrado, fiquei com medo.
No mais, não senti nenhuma vergonha ou qualquer incômodo usando o iPort.

Como eu não quis aplicar nos braços (sou estabanada... já perdi alguns sensores do Libre batendo meu braço em portas, então preferi não arriscar), usar vestidos, maiô ou macacão quando estava com ele na barriga foi meio chato, mas nada a ponto de me fazer desistir.

Só falta pensarmos em uma maneira de trazer estes avanços sem gerar tantos resíduos...
Isso aqui é o que jogamos fora a cada dispositivo aplicado, ou seja, a cada três dias!

Agradeço à Medtronic por ter me dado a chance de testar o iPort e entender mais sobre tudo que ele oferece. Fico imaginado como vai ser útil para crianças, idosos, pessoas que tem fobia de agulhas.
Ter uma vida mais tranquila convivendo com o diabetes é possível. Ter novos recursos - a despeito do preço - também ajuda, sem dúvida!


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