..."bate o tambor, chora a cuíca e o pandeiro"...

..."A luz apaga porque já raiou o dia
E a fantasia vai voltar pro barracão
Outra ilusão desaparece quarta-feira
Queira ou não queira terminou o Carnaval"...

Lá sei foi mais um carnaval.
Entre confetes e muita purpurina, os dias de Momo foram um pouco diferentes esse ano.
Meu Trevo trazendo o Palhaço que espalha amor e alegria, minhas pessoas trazendo os abraços cheios de energia da folia e meu Brega me trazendo a diversão em cima do palco.
Com a agenda de shows do Fogo e Paixão bem cheia esse ano, fui uma foliã menos assíduas atrás dos blocos. E valeu! Foi diferente e foi bom assim também.

Tamborim na mão, todas as cores es brilhos no figurino e meu Libre devidamente protegido!! Depois de perder o sensor no desfile do brega, apelei: dois tegaderms e mais uma vez a faixinha por cima.
Ufa! Deu tudo certo.

Celular a postos, o Libre Link - o aplicativo da Abbott que mede a glicemia diretamente pelo smartphone - foi o grande diferencial do carnaval. Que praticidade! 'Dez, nota dez' em harmonia!!

O Carnaval me faz bem em todos os sentidos.
Meus amigos, meu amor, meu bloco, minha batucada. Minha Estação Primeira de Mangueira campeã contando a história que o mundo parece esquecer...
O brilho nos olhos. O sorriso escancarado.


Agora sim: corpo e alma prontos!

Mesmo que na doçura a nota não tenha sido tão boa no quesito evolução, no final das contas a média até que ficou bem razoável:


Acostumada com o ritmo de caminhadas atrás dos blocos em outros carnavais, adotei a mesma estratégia: para evitar uma hipoglicemia, tomei menos insulina basal e menos insulina para correção do bôlus. Só que não deu muito certo.

O que acontece é que passei bem menos tempo na rua em função dos shows. E aí, mesmo com a batucada, o fato de ter usado menos insulina de ação rápida acabou deixando a glicemia mais elevada em alguns momentos.

Fica o aprendizado... Diabetes é assim.
A gente tenta, erra, ajusta, acerta. E tudo bem!
Não tive qualquer problema. Me alimentei direitinho, me hidratei, bebi minha cerveja e parei para descansar quando sentia que o corpo estava pedindo sossego.

Mas faço aqui um destaque bem importante: a monitorização foi muito mais frequente do que o meu habitual. Devo ter medido a doçura entre 10 e 15 vezes por dia ao longo desse período.
E, na minha opinião, esse é o segredo. Sabendo o que está acontecendo, eu posso acertar os ponteiros e embarcar na folia sem medo.

Agora é hora de tirar a purpurina do corpo (será?!), orientar essa bendita doçura, me readaptar à rotina sem fantasia e trabalhar para ganhar a Avenida de oportunidades.

Vamos em frente, 2019!!

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