Para (re)carregar a doçura - do diabetes e do coração!

Sobre quantas aplicações de insulina fiz no ano, acho que perdi as contas ainda no primeiro mês.
As curvas de glicemia registradas na tela do monitor foram me mostrando os caminho a trilhar entre a alimentação e os ajustes na ponta da agulha.

Ação rápida, ação lenta.
Ação!
Diabetes é ação todo dia.
A cada dia, uma realidade.
Se dorme pouco ou até demais, se come pouco ou até demais, se faz pouco exercício ou até demais (ou até nenhum!!). Para mim, esse foi o elo mais fraco: a atividade física. Há uns quatro meses o pilates foi deixado de lado. O corpo, a mente e a doçura sentiram!


Viagens. 
Viajar por aí com a doçura e o passaporte como companheiros.
Ver a vida sendo buscada pelas células que giram no frasco do laboratório.

Blog... com mais de 500 mil cliques alcançados.

Um livro! Meu 'primogênito' na arte da escrita.

Um novo rumo foi sendo firmado pelo reconhecimento com o trabalho e pela nova categoria, a de estudante.A pós graduação em gestão de saúde me dando a chance de ampliar o conhecimento e dividir a minha experiência com a visão do ouro lado, na gestão da saúde.

Consultas.

A Revista.

A família, minha base e segurança. Presente em todos os sentidos! 
Uma mudança que fizeram três se unirem em uma nova casa.
Os amigos, fortaleza.
Longe, perto. Menos do que eu gostaria... Mas junto!
A superação da irmã–amiga de infância que sabe que todo peito é mar.

O amor, com a sorte de um trevo... "a gentes"
Um pacote por chegar.

Um dia ruim que faz valorizar ainda mais os outros que são bons.

Mais um ano que se encerra e esse não me deu a sensação de ter passado voando. Ao contrário, sinto como se cada dia tivesse durado três.
Mas está acabando 2018.
Emoção, exaustão. Foi assim...


Texto e arte: Pedro / @umcartão


Para o novo ano, as palavras vem como guia: 

Controle

Resiliência

Empatia








"A vida é a arte de se perder ao mesmo tempo em que é a arte de se encontrar. E se perder de novo, só pra se encontrar mais uma vez numa dicotomia infinita. Viver é encontrar. Se encontrar. Se reencontrar ao longo. Vive bem quem é e quem muda, pra que ser nunca seja uma certeza dura, mas uma característica temporal e maleável. Ao tempo e ao mundo. A volatilidade inicial se justifica em se desprender de tudo aquilo que pode ficar pelo caminho sem medo. Vive melhor quem carrega poucas certezas na malinha de mão do coração e, assim, pode ser sempre muitos sendo só um, sabendo que o mundo é uma questão de pontos de vista". 

Reclamar? Nem que fosse preciso.

Que a gente saiba viver essa montanha-russa do diabetes com respeito, cuidado - próprio e com os demais - e com sabedoria para entender que todos somos diferentes. E que tudo bem. 
Cada um tem a sua história.
Cada um tem algo por trás da sua variação glicêmica e do seu tratamento. 

Que a gente não esqueça que pode aprender - e dividir - a cada dia. 
Que a gente encoraje outros tantos a levantar a própria voz.
Saúde. 





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