Tri-legal!

Clichê pode? Pode sim!
Então, lá vai: viajar é ótimo, mas voltar para casa é muito bom. 

Sair por aí e deixar a rotina de lado por uns dias sempre faz bem. Desta vez, meu destino foi o Rio Grande do Sul. Eu só tinha ido a Porto Alegre uma vez, num bate-e-volta, para assistir a um show do Paul McCartney. Agora, com um tempinho maior, pude conhecer a capital gaúcha, passear, curtir o frio, muuuito frio!
Parque, cultura...

Ah, essa cidade das carnes e dos churrascos... e das polentas, e das massas, e das cucas... haja contagem de carboidratos!!!!

A glicemia até que se comportou bem. Por uns dois dias eu tive um pico grandão depois do lanche da tarde. Erro meu no cálculo, por não saber exatamente o que considerar. Pastel de forno e x-coração foram corrigidos no chute... 
Não tinha como saber a quantidade exata de carboidratos e tive que jogar com a sorte. Outro fator que pode ter interferido foi o fato de ser uma semana pré-menstrual. Com os hormônios em ação, a glicemia fica um tanto quanto indomável. E mesmo sabendo disso, nem sempre o controle é fácil de ser alcançado. 

No mais, da salada de batatas à costela, do filé ao molho de nata ao capeletti, do chopp artesanal ao vinho, da pêra caramelizada ao sagu, o resultado da doçura ficou equilibrada.
Aí é que entra de novo a tal da educação em diabetes. Entender o que e porque as coisas acontecem é fundamental. Saber o que fazer e quando fazer também. Monitorar a glicemia já é ação básica de todos os dias e quando eu estou viajando meço ainda mais vezes durante o dia! Isso faz toda a diferença para que a viagem siga tranquila e sem surpresas. 

Fomos para o Festival de Roteiro Audiovisual de Porto Alegre. 
Namorado ia a trabalho e me levou junto... Adoro! 

Entre palestras e debates, muita informação sobre cinema e tevê e, por quê não, um novo ponto de vista sobre algumas coisas, para além das telas?
Ouvi de um dos roteiristas presentes que personagens fortes não se fazem somente com bravura, mas com defeitos e fraquezas também. Pois bem, depois de começar com um clichê, agora vou para a pieguice: nós, que convivemos com este tal diabetes - sem ter escolhido assim - somos esses personagens fortes a cada dia, a cada momento. Fortes quando parece que não há insulina que vá fazer a glicemia baixar; fortes quando um jejum para exame precisa ser interrompido por conta de uma hipoglicemia; fortes quando uma gripe traz o desconforto e o descontrole na doçura; fortes quando precisamos ir contra a preguiça de medir a glicemia. Por um, por dois, por todos nós que reconhecemos que essas fraquezas e esses defeitos só nos deixam mais fortes.  

O que fica de lição dessa analogia?
Que somos fortes seguindo em frente, de cabeça erguida, mas principalmente reconhecendo que nem todo dia precisamos ser essa fortaleza toda! 

Antes de traçar a rota de volta ao Rio, uma paradinha rápida em Gramado. Charme, mais frio, mais quitutes, mais chamego, mais vinho.

De volta, hora de colocar a alimentação e o trabalho em ordem. Na mala, a certeza de que eu nunca me canso de viajar!





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