Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

19 setembro, 2017

Uma dose de insulina, outra de confiança...

Hoje foi dia de consulta.
O resultado dos exames, de forma geral, e a minha glicada em 6,2% me deixaram tranquila. Uma questão de hormônio que precisa ser acompanhada, mas está tudo em ordem!

Mais um quilinho para a conta, o que deixou a minha Super endócrino bem satisfeita. Como ela sabe que nessa época eu já entro no ritmo dos ensaios do batuque, me fez prometer que não vou perder peso. Mexemos na minha dosagem de insulina basal também. Nos últimos dias a minha glicemia de jejum estava bem baixa, então reduzimos a dose diária de Tresiba em duas unidades.
Próximos exames só em janeiro! Nesse intervalo até lá, sigo sem baixar a guarda no cuidado com a doçura.

Sempre que vou na Monique batemos um papo que vai além dos números de glicemia e dos exames feitos.
- Como está o trabalho? Como está o coração? Como vai a vida?
O que ela procura entender é como andam meus dias. Se eu estou estressada, acabo comendo mais bobagens sem me ligar muito na correção; se fico sem tempo, o exercício é deixado de lado... Por aí vai e isso tudo interfere no controle glicêmico.

Estabelecemos uma parceria baseada na confiança desde o início e não é segredo que tenho admiração pela forma como ela trabalha, tratando o indivíduo, não somente a 'doença'.

Um médico precisa ir além do que os exames mostram. Todo dia a gente acorda e tem um monte de coisas para fazer, para resolver. Entre os furinhos no dedo e as aplicações de insulina, um problema, a falta de tempo, trabalho acumulado... tanta coisa que pode influenciar diretamente. Quando seu médico pergunta sobre sua rotina e se interessa em saber mais sobre você, ele pode enxergar algo que esteja impedindo um melhor controle do diabetes. Ao mesmo tempo, este processo cria uma relação de confiança que também ajuda muito na adesão ao tratamento.

Digo com conhecimento de causa. Compartilho com a minha endócrino tudo o que se passa comigo. As dores e delícias... Assim, ela consegue me avaliar por inteiro.

Esse assunto é sério e essa deveria ser a base de toda consulta médica, embora na prática a gente saiba que nem sempre é como acontece.
Há dois anos falei aqui no IP sobre este tema, por conta de uma palestra que eu havia assistido no Congresso Mundial de Diabetes em 2013. Uma frase tinha me chamado a atenção:
"If your doctor only take 5 minutes to talk to you, don't go there anymore. Change your doctor!"
("Se o seu médico só dispõe de 5 minutos para falar com você, não volte mais lá. Mude de médico!)

Com o tempo, só reforço a minha crença nisso.
Confie no seu médico. E se você tem dificuldade para se sentir à vontade com ele ou se só de pensar em ir ao consultório, já fica apreensivo e com medo, alguma coisa está muito errada!

Costumo dizer que além de insulina, o bom controle vem com a educação em diabetes.
Pois agora acrescento um outro item: além de insulina e educação, confiança!
Imagem: Pixabay / Geralt
Garanto que faz toda diferença!!



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