Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

10 setembro, 2017

Futuro. Mudança. Presente... Em frente!

Glicemia antes do almoço: 160 mg/dL. Fiz o meu prato, tomei a minha insulina e comi tranquilamente. Mais ou menos uma hora depois, decidi comer um pedaço de chocolate. Era meio amargo com pedacinhos de cranberries e não era zero açúcar. Em vez de medir a glicemia e corrigir com a insulina para seguir na tranquilidade, arrisquei. Resultado?? 236 mg/dL!
Mas por que eu não corrigi se sabia que ia afazer a glicemia subir? Pois é... porque não. Porque não quis, porque fiquei com preguiça, porque tentei usar a força da mente para fazer a glicose se comportar! Só que a realidade está longe de funcionar como fantasia e eu sei disso muito bem.

Mas bobeei. Abstraí o que já estou cansada de saber e de fazer. A escolha foi consciente, por mais estranho que isso possa parecer.
E depois veio a lembrança de que com o diabetes não tem faz de conta. Tem ação e reação. Sempre tem! E mesmo alguns anos depois do diagnóstico, a realidade é que não há um só dia que não seja de aprendizado e não há um só dia em que eu não esqueça que é preciso estar atenta.

Isso não é um problema para mim. Nunca foi! Só que em alguns momentos realmente acho que estou com o pleno controle da minha doçura. E aí vem o glicosímetro me lembrar que não é bem assim que as coisas funcionam.
(Arte: Monica Crema)
Já de volta ao rumo, o 'racional' foi religado e junto com ele a certeza de que essa ciência totalmente inexata chamada diabetes não funciona com um padrão pré-estabelecido. Da mesma forma, eu também não. E é por isso que mesmo sabendo o que precisa ser feito, tem momentos que 'finjo' que não precisa. Sem desculpas, sem justificativas, simples assim.

Depois de cada 'lembrete' desses, de cada situação como essa, vem a consciência de que não dependo da sorte, mas de cuidado e atenção com a minha condição.
Todo dia é dia de lembrar. Todo dia é dia de mudar. De me (re)adaptar...
Porque todo dia é diferente.

Destaco um texto que li essa semana e que bateu de jeito hoje, com todo esse vai e vem de razão, emoção e glicemias:
"Largue todas as coisas velhas e permita a si mesmo tornar-se verdadeiro e limpo. O tempo está nos chamando. O mundo está nos chamando e, se você escutar, sua própria vez interior está lhe chamando. Porém, mesmo que o tempo esteja chamando, sem autorrealização você não ouvirá. Olhe a situação presente. Pense sobre o seu futuro e o futuro do mundo. Tenha vontade de mudar. Autorrealização e mudança positiva são os veículos para o futuro. Quando nós mudamos, o mundo muda." (Dadi Janki em A Paz de Todo Dia, de Brahma Kumaris).

Tanto de bom acontecendo no meu caminho agora...
Autorrealização.
Mudança.
Futuro.
Presente...

Como em tantas outras vezes em que dei uma bambeada na glicemia, no diabetes, na vida doce, sigo firme e em frente. A mudança é a cada minuto.




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