Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

26 janeiro, 2017

O que os olhos não veem e a doçura sente...

Hora do banho!
Relaxar, aliviar o calor... e sair correndo com os primeiros sintomas de uma hipo!!
Enxagua, desliga o chuveiro, furinho no dedo e um resultado estranho: 95mg/dL.

Hoje em dia reconheço os sintomas da hipo de cara: tremor, aquela sensação de moleza, calor e por aí vai. Fora que, com o tempo, o sexto sentido que já existia praticamente se transformou num 'sétimo sentido' específico dessa vida doce!

Resolvi pegar um outro glicosímetro para verificar e bingo: 58mg/dL.

Passado o susto, veio a preocupação com a medição errada. E de imediato a lembrança de uma situação parecida que tinha acontecido alguns dias antes: medi a glicemia e estava no limite (70mg/dL), mas a sensação que eu tinha é que estava bem mais baixa...

Desde outubro estou usando o Accu-Chek Connect e estou adorando. Pela praticidade em transferir os dados para o aplicativo no celular e para a internet, pelo lancetador que é super suave. 

Segui usando os dois, para verificar se estas diferenças continuaram a aparecer e, ainda bem, tudo pareceu estar de volta à normalidade. Diferenças bem pequenas entre eles:
Liguei para a central de relacionamento da Accu-Chek (ótimo atendimento!) e informei sobre o que tinha acontecido. Passei todas as medições comparadas nos dois aparelhos e depois de pedir alguns dados do meu Connect (número de série, validade das tirinhas...), ficou acertado que eles me enviariam uma nova caixa de tiras reagentes e a solução de controle, para verificar a calibração do glicosímetro.
Um pedido: que quando chegasse o material eu entrasse novamente em contato com a central, para realizar o procedimento em linha com um atendente. 

Em menos de 48 horas já estava com o material em mãos. Liguei para a Central de Atendimento e fizemos o teste.

São duas soluções de controle, uma para testar hipo e a outra para testa hiper.
Os valores que indicam a faixa de de variação para confirmar a calibração ficam no potinho de tiras (já tinha visto estes dados, mas nunca soube exatamente o que eram...) e os testes comprovaram que não há nada de errado com meu glicosímetro!

Problema resolvido, teoricamente.
A recomendação da Accu-Chek é que em qualquer novo sinal de medição errada / estranha, eu refaça os testes (as soluções reagentes são válidas por 3 meses, após abertas) e, caso necessário, entre em contato mais uma vez.

Ao que tudo indica, meu glico fez as pazes comigo!! 
Mas...... por precaução, o segundo aparelho vai continuar por aqui, ao alcance, para quando houver dúvida.  




18 janeiro, 2017

Pra escolher pelo sim, todo dia!

O diabetes não é uma ciência exata. A conta não é linear, não é simplesmente tomar uma dose de insulina e seguir para encarar o dia.
Tem furo no dedo.
Tem números a serem analisados, decisões a serem tomadas.
Tem conta, tem interpretação.

Tem muitas variáveis que não são passíveis de medição: o calor e o frio, o humor, um problema que aparece, o emocional que pode ir do chão ao céu por diversas razões.

O que a gente faz com isso tudo?
Eu sigo aprendendo a balancear cada parte dessa matemática da doçura, todos os dias. Porque diabetes é um dia de cada vez.

Pegue dois dias e repita suas refeições, sem tirar nem pôr. 
Os números se alteram, porque de um dia para o outro as emoções, a condição do tempo, a correria entre um compromisso e outro também se alteram.

Diabetes é querer viver todos os dias!
Foi assim que eu quis enxergar a minha condição desde o meu diagnóstico.

Aprendi que existe tratamento.
Aprendi também que eles são vários e que só a prática vai mostrando com qual deles nós nos damos melhor.

Aprendi que ter uma doença crônica não significa estar doente.
Aprendi que quando o médico se torna parceiro, as coisas fluem com muito mais facilidade. 
Aprendi que a confiança da gente aumenta quando a família e os amigos sabem e participam, de perto ou de longe, com carinho e uma preocupação saudável.

O mundo do diabetes me trouxe outras tantas pessoas doces... E, ainda que algumas eu nem conheça pessoalmente, eu tenho apreço por elas. 
Eu torço pela melhora de uma hipoglicemia severa, eu torço para que não fiquem sem os seus insumos, eu torço para que busquem entender mais sobre a condição. 
Eu prezo pela saúde delas.
Eu torço pela vida delas!

Mas aprendi que isso precisa ser escolha; cada docinho precisa escolher se cuidar. 

Esta semana soube do falecimento de uma docinha com idade próxima à minha.
Eu não a conhecia pessoalmente e nunca sequer tinha falado com ela. Mas por um amigo em comum, conheci um pouquinho da história.
As complicações de um diabetes mal cuidado por nunca ter aceitado a condição deram o destino final. Quanto me dói ver uma batalha perdida assim...

Uma sensação de impotência, uma vontade de gritar pela rua que o diabetes não precisa ser uma sentença. 

Aderir ao tratamento - que requer atenção 24 horas por dia, 7 dias por semana - pode ser chato sim. Às vezes dá preguiça, outras vezes cansa. Mas na maioria delas, dá conforto e esperança. Dá energia e certeza de que viver bem é possível.

Mas a gente tem que fazer acontecer...
O que me pegou de jeito foi a pancada dessa realidade que, até então, passava longe. Foi ver na prática que, se não tiver a atenção devida, o diabetes pode dar uma baita rasteira.

A briga é constante e o empenho é a cada momento.

O resultado de toda essa dedicação?
Mais um respiro.
Mais um sorriso.
Mais um abraço.
Mais uma dança.
Mais uma viagem.
Mais de tudo que a gente quiser...


06 janeiro, 2017

'Mas que calor, ô ô ô, ô ô ô!

Nesses tempos em que o calor é o companheiro diário, é preciso tomar muito cuidado com a conservação das insulinas.

Em geral, insulinas devem ser mantidas sob refrigeração até o início do uso. Após abertas, podem ser mantidas fora da geladeira, em temperatura ambiente que não ultrapassem 30 graus celsius e sem incidência direta do sol.

Para ir à praia ou nos dias mais quentes em que eu precise passar muito tempo na rua, seja a trabalho ou diversão, uso o estojo Pen Plus Case, da Dia Pak.




Já falei dele por aqui e continuo recomendando!

É leve, tem espaços específicos para o sachê de gel (que fica congelado e mantém a temperatura por até 12 horas), para as insulinas e até para um lanchinho.






Na época comprei por mais ou menos R$ 65,00. Verifiquei que hoje tem disponível na Diabetic Center por R$ 104,00, R$ 108,47 na Diabetes Service e na Droga Diet por R$ 120,00. Nessa última tem um modelinho mais simples, sem divisórias ou compartimentos, por R$ 20,00.
A Farmácia Doce Vida Diabetes também tem um modelinho de estojo desses, que mantém a temperatura por 6 a 8 horas e está a R$ 31,90.



Antes de descobrir este case, eu usava o isopor tradicional.

Tenho um pequeno que vem numa bolsinha térmica, da marca Gela Kent.

Para viagens ou para quando é preciso transportar uma quantidade maior do que duas canetas de insulina, ele é melhor. Só não é prático para uso no dia a dia... 





Na Ultrafarma e na Droga Diet tem modelos similares por R$ 24,63 e R$ 23,00, respectivamente.


O Ateliê Bo Hille é mais uma ótima alternativa para estojos térmicos! O modelo deles tem espaço para duas canetas, glicosímetro, insumos e mais um compartimento para documentos: é forrado com manta térmica Etaflon, que mantém a temperatura interna por até 6 horas". 
Tem lisos e com estampadas personalizadas. 

Opcões não faltam para manter a nossa insulina protegida... 
Isso pode parecer besteira ou exagero, mas não é!! A insulina perde suas propriedades se levada à temperaturas muito altas ou mesmo muito baixas (já fica a dica: congelar jamais!) e a gente acaba descobrindo isso da pior maneira: quanto depois de tomar a dose devida, vê que a glicemia está completamente fora do controle.

Aconteceu comigo uma vez. Esqueci de colocar a insulina no case para um dia de folia no carnaval e depois segui usando a mesma caneta. Só me liguei no que estava acontecendo quando a doçura em jejum bateu a casa dos 200mg/dL. Não vale a pena correr esse risco, vai por mim!





03 janeiro, 2017

2017: valendo!

Pé na estrada pra receber 2017! 

Paraty foi o destino da vez. Mar e montanha por todos lados, cachoeira e até banho de chuva na rua. 
Alma lavada!!

O sossego só não foi maior por conta da lotação da cidade... mas é assim né, viajar em feriados dá nisso.



Quando a gente se mexe a doçura fica tinindo, nenhuma novidade. Mas é sempre bom comprovar isso na prática. 

Na água ou nas ruas de pedras da cidade, a atividade foi grande. Exercício sem nem sentir e nos dois últimos dias foi preciso reduzir a dose da insulina basal.

Nesses 5 dias fora, acho que só precisei usar a insulina de correção umas duas ou três vezes. Até sobremesa rolou sem correção e sem alterar a glicemia!! 

E como acontece em cada vez que viajo, fui munida de tudo que precisava: meus lanchinhos variados, insulinas - incluindo canetas extras, bolsinha térmica e todos os insumos que pudesse precisar. No mais, docinho ali pela casa dos 100mg/dL, em média. Tão bom!!!





Tudo perfeito? Não. Mesmo ficando de olho nas glicemias com freqüência, teve hipo também. Antes do jantar na última noite lá... Um melzinho enquanto esperava o prato e quando compensei me liguei de como estava irritadinha antes. Quase atropelei uma mocinha andando na rua, que não decidia se ia ou se ficava. Ai ai ai! Juro que eu passo batida nesse sintoma tão clássico. Sempre acho que não me altero, mas a verdade é que fico um pouco alterada sim.

Pois bem, mesmo sem corrigir os carboidratos da refeição, na madruga a doçura caiu de novo. Coca-Cola pra compensar e mais algumas horinhas de sono me esperavam.

De volta em casa, só penso que a minha dedicação ao meu tratamento e à minha vida doce é minha maior e grande meta deste e de todos os anos.

Porque quando eu estou bem, eu não tenho limites.
Terra, mar, ar; qualquer canto é lugar!