Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

21 novembro, 2016

'Comer pra quê?'

Um dos pilares que sustentam o bom controle glicêmico é, sem nenhuma dúvida, a alimentação.

Não basta cortar doces e açúcar, uma alimentação equilibrada vai muito além disso.
Os carboidratos estão nas massas, nos pães, nos biscoitos (mesmo nos salgados), no arroz, na pizza, na coxinha...

- Ah, mas o integral dá para comer tranquilamente.

Com moderação, pode tudo! Inclusive a sobremesa.
A questão é saber dosar. É combinar a massa com uma bela salada de entrada. É optar por produtos naturais, sem conservantes e um monte daquelas coisas de nomes estranhos que só pesam na preparação ou na embalagem, mas não fazem bem.
Podemos escolher nossos alimentos, podemos escolher nossas refeições.
Mas aí entra outra questão: e quando não há recursos e nem acesso à estas escolhas?


O 'Comer pra quê?' foi criado para ajudar a responder, principalmente, a estas perguntas.

Com base em um projeto do Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário (MDSA) de 2013 que prevê a alimentação como um ato político ("as práticas alimentares podem influenciar a esfera política na luta por alimentos saudáveis"), o trabalho foi iniciado.



No dia 18/10/2016 eu participei da II Oficina Nacional com Parceiros Estratégicos, realizada no Instituto de Nutrição Annes Dias (INAD) e tive então a oportunidade de conhecer e entender as ações que estão sendo planejadas.

Depois de passar pelas fases burocráticas e obrigatórias, o projeto firmou parcerias com a Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ, Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO e com o MDSA.

O trabalho foi realizado através de oficinas e grupos de diálogos com jovens de 4 capitais brasileiras (Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Porto Alegre).
O objetivo era ouvir de quem quer e precisa falar, para então agir devidamente.

Por que os jovens?
Porque são eles que, na correria do dia a dia, entre um estágio e a aula, entre dois empregos, com dinheiro que não sobra e até mesmo no cansaço máximo no caminho de volta para casa preferem um salgado ou um sanduíche à um bom 'PF' ou aos 20 ou 30 minutos de preparo de um almoço ou jantar.

A falta de tempo influencia diretamente na má alimentação...

Pois bem, comer para que afinal?
Somente para matar a fome ou para ter uma melhor qualidade de vida?
Para passar mais tempo com a família e com os amigos?
Para ter energia?

Num mundo ideal, essa decisão deveria ser pautadas por 3 pontos:
- o que é melhor para mim
- o que é melhor para o outro
- o que é melhor para o planeta.

"Lá vem a sustentabilidade..."
E não é?? Como garantir a continuidade se a gente esgota tudo o que tem hoje?

Coloco aqui uma fala da Nádia Rebouças, uma das coordenadoras do Projeto: "a transformação se dá através da conscientização".

Informar, explicar, esclarecer, conscientizar.
Não, não é coincidência. Trata-se daquela boa e velha prática da educação em saúde!

Hoje o Projeto está sendo lançado oficialmente.
A busca por parceiros estratégicos segue; a busca por novas ações segue.

O site está em desenvolvimento, mas é possível acompanhar tudo pela página no Facebook.

Você que está lendo e se interessou, também pode participar. Nós, pessoas comuns e interessadas, somos todos bem vindos para agregar e ajudar a produzir e divulgar este conhecimento tão nobre e necessário.

A vida pode ser transformada através da alimentação!



Nenhum comentário:

Postar um comentário