Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

05 outubro, 2016

Pra ser biônico!

MiniMed 670G: "o primeiro sistema híbrido de circuito fechado do mundo".

Ou, como foi amplamente noticiado após a aprovação ocorrida no dia 28 de setembro deste ano pela FDA (agência americana reguladora de alimentos e medicamentos), o pâncreas artificial.

Esse aparelhinho aí não é um controle de videogame, nem uma grande obra de ficção científica e menos ainda um 'pager' com super poderes de um super herói ultra moderno.
Quer dizer, essas referências finais - super poderes e super heróis - podem sim ser aplicadas!

A bomba de insulina é um recurso bastante utilizado hoje. A segurança que traz, com um monitoramento constante das glicemias, diminui o risco de hipoglicemias e dá uma maior liberdade em termos até de alimentação.

Os estudos sobre o desenvolvimento de um pâncreas artificial vem sendo realizados há alguns anos, por diversas instituições de pesquisa e de saúde. Já houve teste em um paciente e, em outra ocasião, o anúncio de um modelo de dispositivo único para aplicação de insulina e leitura de glicemias. 

Então qual é a diferença agora?
De acordo com a Medtronic (a fabricante), este modelo requer menos intervenções do usuário, deixando o sistema ainda mais confiável, já que um único equipamento faz a monitoração da glicemia e a liberação da insulina. A partir de algumas opções, o usuário define o quanto 'automatizada' deve ser a operação no dia a dia... 

A previsão é que ainda no primeiro semestre de 2017 ele esteja disponível para comercialização. 

Como eu gosto de ouvir sempre a opinião de quem usa e sabe na prática o que um bom controle glicêmico representa, trago o depoimento de uma amiga 'bombada' sobre esta novidade:
"Sou Sheila, tenho 46 anos e sou DM1 há 31. Para aplicar a insulina durante todo este tempo usei seringa, por alguns anos cheguei a usar um tipo de pistola à pressão (sem agulhas) e depois, quando a fábrica fechou, de volta às seringas. Nunca gostei das canetas, então em Novembro de 2014 fui direto para a bomba de insulina. O que mais gosto? Do sensor e seus alertas para hipoglicemias. Foi por isso que tive a indicação para este tratamento. 
De lá para cá, minha hemoglobina glicada não passou de 7%, fazer as correções nas refeições é super rápido, prático e moderno e percebo que o controle do diabetes ficou finalmente possível para mim.
Minha expectativa com o pâncreas artificial é de que ele possa corrigir a elevação da glicemia. Da mesma forma, quando a glicemia estiver caindo, além de suspender a insulina basal (o que a bomba atual já faz), quem sabe ela possa injetar o glucagon. Acho que ainda não será neste lançamento recém aprovado, mas chegaremos lá!"

Taí! Uma docinha querida - para quem quiser saber mais, recomendo o blog dela: Histórias de uma Diabética - que já passou por alguns tratamentos diferentes e também acredita que podemos conviver bem com o diabetes. 

Que venha o pâncreas artificial e que não pare por aí! 
Um viva à insulina sempre, mas outro para cada uma dessas pessoas que se empenham em busca de novas soluções por melhores condições de saúde para nós!!



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