Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

07 julho, 2016

As primeiras impressões... e um pequeno incidente!

Assim que a farmácia entregou fui logo ler o manual, ligar o leitor, analisar o sensor... A embalagem do sensor me assustou, é grandinha.
A orientação é para fazer pressão até que o sensor esteja devidamente colocado e fiquei tensinha achando que não conseguiria e que poderia até perder o sensor... Pois em um segundo e com uma pressão normal, sem esforço, estava tudo no lugar!! Não incomodou e parecia que não tinha nada no meu braço.

Depois de esperar os 60 minutos para ativação, fiz o primeiro teste e o resultado foi muito animador:
Na hora de ir dormir, uma ansiedade de leve, já que eu me mexo muito: - será que o sensor vai sair do lugar durante a noite?
A verdade é que apaguei e se ele tivesse saído eu acho que nem teria percebido.

Na manhã seguinte, uma hipo! Acho que errei a mão na correção do jantar e aí o docinho caiu bastante. No meu glicosímetro padrão (uso o Optium Neo), 47 mg/dL; no Libre, LO (de 'low', ou seja, baixo). Essa indicação no Libre significa que o número é abaixo de 40 mg/dL. Corrigi e aí eu pude sentir a primeira grande diferença em ter o Libre... Como deve ser, fui medindo novamente a cada 15 minutos para checar se a glicemia já tinha voltado ao normal. Fazer isso sem ter que seguir com as etapas pega tirinha + fura o dedo + coloca o sangue foi muito, mas muito bom!

A hipoglicemia já deixa a gente meio devagar, mas uma hipo desse tamanho ainda agrega, para mim, um fatorzinho de pânico momentâneo. Então, a tarefa de furar o dedinho nessa situação não é tão simples como nos momentos de medição corriqueiros.

Segui fazendo as medições nos dois glicosímetros e os resultados estavam super satisfatórios, bem próximos:
Um, especificamente, perfeito:
Comemoração total e confiança no Libre subindo.

Fui ao pilates, fiz os exercícios de costume e tudo bem, o Libre não interferiu em nada. E, claro, fiz questão de medir antes e depois da aula - tão bom ver os resultados positivos da prática de atividades físicas!

Fui me habituando àquele 'botão' no braço com o passar dos dias. Cheguei a passar a toalha com empenho depois do banho, esquecendo que tinha alguma coisa ali.

Mas as discrepâncias entre os resultados também aconteceram:
Todas essas diferenças me trouxeram uma situação em que foi preciso parar para analisar e decidir o que fazer. Explico: a minha faixa de correção começa a partir de 91mg/dL, usando uma unidade de insulina; a partir deste valor, uma unidade de insulina é acrescentada a cada intervalo de glicemia, conforme esquema estabelecido pela minha endócrino.

Nos três casos as faixas de correção eram diferentes, dependendo do resultado a ser considerado. O que fazer??
Resolvi avaliar o histórico de medição com o Optium, as medições que vinham sendo feitas com o Libre, levei em conta a quantidade de carboidratos das respectivas refeições e preferi seguir com a correção de acordo com as leituras do sensor. E para evitar riscos e analisar se tinha ido pelo caminho certo, medi as glicemias pós-prandiais.

Nesse meio tempo, resolvi fazer algumas medições acrescentando uma terceira variável: a medição da glicemia capilar com no Libre. A experiência foi, posso dizer, interessante. Os resultados um tanto quanto irregulares:
(Resultado leitura com sensor e capilar Optium + capilar Libre)

(Resultado capilar Optium e Libre + leitura com sensor)
Esta questão das diferenças entre os medidores ainda gera bastante dúvida. Desde o dia em que coloquei o meu primeiro sensor e fiz o post mostrando que ele estava devidamente instalado, venho recebendo mensagens relatando diferenças até maiores do que as que eu registrei. A minha sugestão é que, caso as diferenças sejam muito grandes e sigam se repetindo, tanto o seu médico quanto a Abbott sejam acionados.

Apesar destes desvios, a alegria era absoluta com o meu 'código de barras'. Mas no quinto dia, um incidente... Saindo da cozinha, praticamente carreguei a porta comigo! Adivinhem qual o lado que bateu?? Justamente o do sensor. Não acreditei quando eu percebi que ele estava pendurado, somente uma pontinha do adesivo presa. Levei alguns segundos para realizar o que tinha acontecido, mas o fato é que um sensor que ainda tinha 9 dias pela frente estava totalmente inutilizado.
Muita raiva.
Sério que eu tinha sido estabanada daquele jeito? Sério que tinha perdido um sensor por causa de uma bobagem? Inacreditável!!

A agulha chegou a entortar:
(Sensor novo x Sensor pós incidente)
Não sei se tinha posicionado mais na lateral do braço, num local relativamente fácil de esbarrar. Para garantir, o segundo sensor foi colocado um pouco mais atrás.
Tudo calmo novamente, certo? Mais ou menos... a aplicação do segundo sensor sangrou (bem pouquinho) e pensei que tivesse perdido. Fiquei com medo disso interferir na leitura... Liguei para o fabricante no mesmo instante!

Não havia problema algum nisso. O que me informaram é que provavelmente eu tinha acertado um vasinho e desde que as leituras estivessem ocorrendo corretamente (estavam, testei assim que o sensor foi ativado), tudo bem.

Aproveitei a ligação para perguntar sobre outras coisas que ainda não estavam claras:

- Praia e piscina pode?
Sim, pode. Mas recomenda-se que o tempo de submersão seja de no máximo 30 minutos por vez, a uma profundidade de até 1 metro. Entre um mergulho e outro, é bom deixar o sensor secar totalmente.

- Raio X no aeroporto tem algum problema?
Não. Para facilitar, é só informar aos agentes do que se trata.
Mais uma observação: não vai apitar.

Vale lembrar que, conforme indicado no manual do aparelho, em exames de raio x, tomografias computadorizadas e ressonâncias magnéticas o sensor não deve estar em uso.

Ah, um comentário que vale ser feito: a bateria do leitor não estava 100% carregada quando chegou e em seis dias de uso constante ainda não foi preciso recarregar!

Para fechar essas primeiras impressões, só posso dizer que toda a praticidade e as vantagens que o Libre traz compensam em absoluto o custo. Mas como a minha doçura anda sob controle e a comparação de gastos do sensor x tirinhas e lancetas ainda pesa, vou alternar o uso entre um glicosímetro e outro.

Claro que o Libre vai ser meu companheiro de aventuras, viagens, carnaval, daquelas semanas de ritmo mais puxado que eventualmente acontecem. Mas só em ter esta alternativa, assumo que fico tranquila.

Não dá para negar que o Libre é um grande avanço e uma baita conquista para nós, diabéticos.

Mais 13 dias de sensor pela frente, desta vez me policiando para ter mais cuidado e não esbarrar em tudo pela casa!

5 comentários:

  1. E as diferenças de medida, Ju? Foram poucas?

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    1. Na grande maioria sim, Juju. Alguns resultados esquisitinhos, mas nada complicado. Mas ouvi relatos de diferenças bem grandes...

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  2. E as diferenças de medida, Ju? Foram poucas?

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  3. Anônimo8/7/16 08:50

    Você usa bomba de insulina?

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    1. OI. Não, faço uso de insulina com aplicação.

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