Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

11 fevereiro, 2016

Foi num Carnaval que passou...

Despertador tocando às 05h, se não for pro Céu na Terra não começa! Um pulo da cama na ansiedade em chegar logo lá em cima. Brilho, máscara, mas brilho, glicosimetro!

O encontro com as minhas pessoas. 
Ô abre alas!
Vamos passando. Muito riso, muita alegria.

Desce a ladeira e vai para a Praça. Mais encontros, mas riso, mais purpurina. Paradinha para o almoço, um check na doçura. Tudo certo, seguimos!

Mais 3 dias pela frente... 
Domingo foi dia de me perder e me achar - sempre à direita! - e depois, de ir no rumo da maior Avenida do samba. 
Teve palco com meu brega, estréia do meu apito numa cumplicidade de fogo e paixão. Teve deslumbramento com as escolas que passavam.

Segunda - tá acabando!! O bom dia foi mais tarde, mas compensado pelo dia de flor e de ficar na moita: o clássico dos carnavais marcado pelas marchinhas de todos os tempos.
Jantar antes de ir pra casa. Opa, docinho caiu!! Segura aí que ainda tem confete pelo ar.

O último dia (será?!) chegou. Especial!
A ladeira foi da Glória. A folia intimista e plena. O bloco angariando os batuqueiros pra poder começar, a gente sem querer que terminasse. 

A passarela foi extensa, o asfalto marcando os passos no rastro da purpurina. Quase uma maratona de diversão. E o docinho sucumbiu: duas madrugadas seguidas com uma hipo. A alimentação foi regular, com direito até a uns sachês de mel durante os percursos, mas uma coisa foi diferente dos anos anteriores: não reduzi a dose de insulina de jejum.
Mais um ano aprendendo. 

No final ficou tudo bem. 
Espera... Final?!
A quarta não teve nada de cinza. Teve roda, teve muito encontro e um clima de nostalgia de dias que foram de uma felicidade absoluta. Teve minha Estação Primeira de Mangueira campeã, com direito aos 40 pontos da minha coreógrafa preferida que brilhou exaltando o pavilhão da escola.

As fantasias ainda pelo chão parecem resistir em voltar para as caixas. As fotos que vão chegando trazem de volta cada momento embalado pela batida dos surdos e tamborins e deixam a certeza de que o diabetes faz parte da minha vida, mas jamais vai me impedir de fazer o que eu quiser.
Grito pra todo mundo ouvir: quanto mais a gente conhece sobre a condição, melhor vai conviver com ela.
Ah, sem esquecer: 'todo mundo cuida de Juliana'. 
Foi bem assim!!


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