Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

15 dezembro, 2014

Inovação em análise...

Este ano, uma das grandes novidades no tratamento do diabetes foi o lançamento da insulina de longuíssima duração, a Tresiba.

Na última consulta com a minha Super, ela comentou comigo sobre o início recente do uso. Disse que se eu quisesse, poderíamos testar, mas que não recomendava expressamente porque eu estou me dando bem com a Levemir.

Outro ponto que ela levantou e que acho importante é que, por ter pouco tempo no mercado, ainda não se sabe exatamente os efeitos da utilização.

Esta insulina age por 24 a 42 horas. Então, pelo menos no começo, o ideal é uma monitorização frequente para verificar como a glicemia se comporta ao longo do dia (ou dos dias) após a aplicação.

A vantagem da Tresiba é justamente este longo tempo de ação. Sem dúvida é mais confortável não ter que tomar muitas injeções num dia. Mas uma coisa que tenho receio, por exemplo, é se porventura antes das 42h a glicemia sofrer alteração e for necessária alguma correção, como a Tresiba ainda estará no organismo, poderia haver um 'acúmulo' de insulinas e, consequentemente, causar a uma hipoglicemia?

A pergunta é grande!! 
Enfim, questionamentos por não conhecer ainda os benefícios e a forma como ela age. 
Além disso, uma mistura de curiosidade e ansiedade por um resultado que seja absolutamente positivo!

Enquanto isso, uma pesquisa rápida nas farmácias e já vi que o preco passa longe de ser doce: enquanto a Levemir (caixa com 5 refis para caneta) custa em média R$ 300,00 (não é barata!) a Tresiba chegou custando R$ 500,00 (também a caixa com 5 refis)!

Taí uma coisa que precisa mudar!
Que os investimentos nos medicamentos permitam que eles cheguem aos pacientes com preços muito mais acessíveis.
O direito a um medicamento que traz maior qualidade de vida aos docinhos deveria ser, na verdade, transformado em dever por parte das autoridades responsáveis.



Nenhum comentário:

Postar um comentário