Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

31 março, 2014

Sobre o uso de medicamentos para outros fins...


Na semana passada foi apresentada pelo Jornal Nacional a seguinte notícia:
"Para o coordenador do núcleo de estudos da Vigilância Sanitária, a situação é grave. 'A gente tem percebido, principalmente, a ocorrência da pancreatite, alguns casos de câncer pancreático e também reações adversas na tireoide, como neoplasia de tireoide', revela Adalton Guimaraes Ribeiro, diretor do núcleo de estudos da Vigilância Sanitária de São Paulo. Na mira da Vigilância Sanitária, uma lista de dez medicamentos, com sete princípios ativos: liraglutida, exenatida, linagliptina, metformina, saxagliptina e vildagliptina."

A declaração era sobre o uso de medicamentos originalmente prescritos para pacientes com diabetes, mas usados por outras pessoas para emagrecer...


1. É absolutamente incorreta a inclusão da metformina nessa lista; este fármaco é utilizado no tratamento do diabetes há varias décadas, está consagrado, e faz parte de simplesmente todos os consensos científicos nacionais e internacionais sobre o tratamento do diabetes como medida inicial de conduta. Ela definitivamente não está associada à qualquer dos efeitos colaterais mencionados na matéria.

2. As demais drogas citadas estão sendo alvo de ampla discussão pelas sociedades científicas, no mundo todo, já há alguns anos, a respeito de seu potencial de causar doenças no pâncreas e na tireoide. As evidências até o momento, que estão consolidadas em documentos de consenso das duas maiores entidades científicas internacionais da área de diabetes, e endossadas pelas entidades científicas brasileiras, apontam para a ausencia de relação causal entre esses tratamentos e aquelas doenças. O assunto, porém, ainda está em aberto na comunidade médica científica internacional.

3. O alerta diz respeito ao fato de que alguns destes princípios ativos, especificamente os de uso injetável, realmente estão liberados pela ANVISA para venda livre, sem prescrição. A SBD e a SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) posicionam-se contrariamente a esta regulamentação, sendo da opinião de que deveria haver maior controle sobre a prescrição e dispensação destes remédios injetáveis.

Sobre os efeitos apontados pela ANVISA, acredito que se realmente oferecessem tantos riscos, não haveria liberação e permissão de uso para quem precisa!

Em relação ao uso indiscriminado de medicamentos para qualquer fim diferente do originalmente estabelecido, seja para o diabetes ou qualquer outra condição médica, além de não ser recomendado, é perigoso.
Por isso a importância de fazer uso somente em casos de real necessidade e conforme determinado pelo seu próprio médico.

 









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