Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

17 fevereiro, 2014

Pra ser de "faz de conta"?

 Por que não se cuidar quando a opção pelo tratamento existe?
Por que não se cuidar quando a falta de controle de uma condição de saúde pode trazer graves consequências?
Por que pensar que "se a vida é uma só" ela pode ser vivida de qualquer maneira?
 
Como contei por aqui recentemente, depois de um período de glicemias ruins, tenho estado bem mais atenta às minhas ações - alimentação, exercícios, horários, intervalos entre as refeições, etc. - e comemoro a cada pontinho que a glicemia baixa!
 
Adoro ver os bons resultados e eles acabam tendo um efeito motivador.
 
Talvez por isso eu ainda me surpreenda e me chateie bastante quando vejo alguém 'desperdiçando' a possibilidade de se tratar corretamente.
 
Mais ainda quando são pessoas que tem condição para manter o tratamento, comprar os medicamentos e se consultar regularmente, para se alimentar como devia...
E mais ainda quando são pessoas próximas.
 
Hoje, numa rápida conversa com um colega de trabalho que conheço desde que entrei na empresa (e aí já se vão quase 13 anos) perguntei como anda o diabetes dele (para contextualizar, ele tem DM há muitos anos, tem pressão alta, fuma... dois anos atrás teve um 'piripaque' bem sério por conta da falta de atenção a tudo isso).
A resposta me assustou: "esta semana a glicemia estava 450 (mg/dl)... na semana passada o glicosímetro não foi capaz de fazer o registro".
 
Depois do meu choque com os resultados, a justificativa dele para a falta de atenção e de preocupação em manter o devido cuidado foi a tal "a vida é uma só".
 
Entramos numa discussão onde um tentava convencer o outro de que justamente por isso devia ser
bem vivida: para mim significa, principalmente, manter a saúde em ordem para poder seguir com todas as coisas boas que ela oferece, mesmo quando exija um certo esforço...
Para ele, significa levar tudo ao extremo e seguir até onde der.
 
E este é um caso onde o paciente tem total acesso a informação, esclarecimentos e remédios.
 
Me despedi triste, preocupada, me sentindo de mãos atadas.
Sendo muito honesta, com raiva também!
Quanta gente não consegue seguir um tratamento por falta recursos, por falta de orientação médica?
 
As pessoas não são iguais, cada um tem um jeito de encarar e lidar com os seus obstáculos... mas fingir que eles não estão ali não devia ser a melhor solução. 
 
 

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