Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

12 agosto, 2012

Uma nova categoria...


Me surpreendi quando li, há algum tempo no site da Sociedade Brasileira de Diabetes que além do diabetes melitus tipo 1 e tipo 2, hoje existe uma nova categoria: o LADA (Latent Autoimune Diabetes in Adults, ou Diabetes Autoimune do Adulto).

De acordo com a SBD, o LADA "caracteriza-se pelo surgimento tardio do Diabetes Melitus do Tipo 1" e "também é conhecido como diabetes tipo 1,5".

O diagnóstico para este tipo de DM é feito por um exame específico.

Numa entrevista para o site Diabetes nós Cuidamos, a endocrinologista Maria Elizabeth Rossi da Silva explica com mais detalhes o que caracteriza este tipo de diabetes e quais os cuidados:

"O diabetes do tipo LADA é autoimune, como acontece com o diabetes do tipo 1. 

Ao contrário do diabetes tipo 1, porém, que na maioria das vezes atinge crianças e adolescentes, o diabetes LADA costuma aparecer após os 35 anos de idade."

A grande diferença está no tipo de tratamento, já que é possível iniciar com o uso de medicamentos via oral:

"O processo de destruição das células é mais lento do que no diabetes tipo 1 e por isso muitas vezes o paciente é tratado com medicamentos orais e a necessidade de insulina só acontece entre cinco e dez anos após o diagnóstico."

De um jeito ou de outro, as demais orientações são iguaizinhas: fazer exercícios, ter uma alimentação saudável e regular e consultas periódicas com os médicos especialistas.

Confesso que da mesma forma como vejo de maneira super positiva os avanços da tecnologia e as descobertas dos pesquisadores para tratamentos mais eficazes ou até um caminho mais próximo da cura, fico um pouco assustada com a descoberta dessa nova variação do diabetes...

Pensando de maneira bem racional, a sensação é que se trata de um pré-diabetes que não foi possível controlar. Não por falta de cuidado do paciente, mas ineficácia do tratamento, uma influência da loucura desse dia-a-dia de correria de todo mundo atualmente... sei lá... pode ser viagem da minha cabeça, mas não caiu bem isso não!

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