Aqui no IP estão expostos os meus medos, as minhas descobertas, as conquistas, os avanços nas buscas pela cura do diabetes pelo mundo, os passinhos para um melhor controle da glicemia.

O que começou como um espaço de aprendizado e de dividir a minha convivência com o DM1, se transformou em estímulo para um melhor controle da minha doçura e para seguir mostrando que se funciona para mim, pode funcionar também para tantas outras pessoas que tem o diabetes como companheiro.

06 junho, 2012

Pra explicar sobre as células tronco...

Ontem no canal de TV CNT, o assunto num programa de entrevistas foi diabetes.
O Endocrinologista Carlos Eduardo Couri falou à Marcia Peltier sobre o DM.


Disponibilizo parte do texto da entrevista, que destaca a pesquisa e os primeiros resultados do tratamento com células tronco (o texto na íntegra está disponível na página do Programa na internet):

Carlos Eduardo Couri é PHD em Endocrinologia e pesquisador da equipe de transplante de células tronco da Faculdade de Medicina da USP, na cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.


Também escreveu o livro 'O Futuro do Diabetes'.

 E como é esta pesquisa com células tronco?
“Eu represento aqui uma equipe de 50 pessoas. Desde 2003 nós realizamos pesquisa com células tronco com pacientes do tipo 1. O reusltado até agora é que de 25 voluntários, 21 deixaram de precisar tomar insulina”, revela.


E como isso é feito na prática?
“Através de quimioterapia, nós desligamos o sistema imunológico do paciente. Então, quando ele é religado, o organismo passa a produzir insulina novamente. É como se o sistema imunológico dele nascesse de novo”, conta.



Podemos esperar então um dia a cura do diabetes?
“A gente que atua em pesquisa não gosta de falar em cura. Até porque, os pacientes tem que continuar levando uma vida regrada, se alimentando bem, fazendo exercício físico, mesmo não precisando mais tomar insulina. Mas a pesquisa com células tronco é algo que precisa de avaliação a longo prazo. A gente não sabe se daqui a 10, 15 anos vai haver algum efeito colateral no uso das células. E essas questões precisam ser respondidas, antes de se gerar um novo tratamento ou medicamento”, explica.



E essa pesquisa feita na USP de Ribeirão Preto já ganhou o mundo?
“Hoje nós somos referência mundial nessa área. Várias instituições de pesquisas médicas nos Estados Unidos e na Europa já seguem nossa linha nas pesquisas que eles fazem lá. É importante dizer também que temos apoio do CNPQ, da FAPESP e do Ministério da Saúde”, comenta.

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